Ponto de rotura
Os correios nunca funcionaram tão mal como agora, uma carta de correio azul leva uma semana a ser entregue e o correio normal um mês (não aconteceu a outros, foi a mim, por isso...).
É inacreditável que um serviço destes, em regime de monopólio, esteja tão mal gerido.
Recebi um convite para um grande evento na região e uma semana depois lá recebi a carta em correio azul, uns dias depois do referido evento. Quando interpelei o carteiro que fazia a distribuição, disse-me que era “impossível”. Impossível?!?!?!?
A culpa é sem dúvida partilhada pelas grandes forças desta empresa, a administração e os sindicatos.
Aí está mais um serviço a necessitar de concorrência!
Já agora, os correios responsabilizam-se pela entrega do correio azul em 4 dias, porque será que “vendem” a imagem de um dia??? Eu acho que se trata de publicidade enganosa, e vocês???
...
Que semana, dois (bons) ministros saem, um deputado também sai (da cadeia), que mais nos reserva esta semana? Terá sido por isto que o Gastão saiu à rua?
...
Sobre o Algarve
Acho que os algarvios do Nordeste Algarvio, da Costa Vicentina e do Barrocal e Serras do Algarve deveriam convidar o Sr. Professor Daniel Bessa para passar uns dias nas suas casas, para que ele pudesse respirar o ar deste Algarve desenvolvido... mais aqui.
2003-10-08
2003-10-07
Hoje, como tem sido hábito, vi as notícias num dos canais privados (não interessa qual, pois nesta minha reflexão vai dar ao mesmo).
Apareceram pela minha casa adentro dois casos de reportagem pimba, a saber uma mulher que alegadamente foi mal atendida por um médico, resultando daí a sua morte e seguidamente, um padre exorcista, ao vivo. Este é o nosso Portugal. Imaginem a "fábula" dos pastorinhos com a cobertura da imprensa deste século... teria sido monumental...
A primeira noticia que referi, digna de figurar no Correio da Manhã, Crime e 24 Horas, mostrava fotos da senhora (que não tinha filhos) com um bebé, criando na cabeça das pessoas a imagem de mãe... francamente rascas, estes critérios editoriais. Depois, um padre católico que exorciza... até aqui, a “estória” corria bem, mas mostraram a imagem deste senhor, com a sua “paciente” em plena conversa com o espírito que estava dentro da senhora... seriam gases???
Mas esta TV, como qualquer marca que está no mercado, procura responder às necessidades dos seus clientes alvo: nós, os portugueses. Assim, resta uma ilação: Este é o Portugal que temos, BigBrothers, Ídolos, Noticiários Pimba e fundamentalmente um vazio total de oferta intelectual e cultural. Onde estão os debates semanais sobre política, sobre artes e letras, sobre geografia, etc... não estão... temos todavia a blogosfera, mas não chega!
.....
Então, gostaram das trovoadas e das chuvas... que mau tempo sentimos aqui no Algarve... ãh? o quê? sério? fez sol... olha, pois foi...
Apareceram pela minha casa adentro dois casos de reportagem pimba, a saber uma mulher que alegadamente foi mal atendida por um médico, resultando daí a sua morte e seguidamente, um padre exorcista, ao vivo. Este é o nosso Portugal. Imaginem a "fábula" dos pastorinhos com a cobertura da imprensa deste século... teria sido monumental...
A primeira noticia que referi, digna de figurar no Correio da Manhã, Crime e 24 Horas, mostrava fotos da senhora (que não tinha filhos) com um bebé, criando na cabeça das pessoas a imagem de mãe... francamente rascas, estes critérios editoriais. Depois, um padre católico que exorciza... até aqui, a “estória” corria bem, mas mostraram a imagem deste senhor, com a sua “paciente” em plena conversa com o espírito que estava dentro da senhora... seriam gases???
Mas esta TV, como qualquer marca que está no mercado, procura responder às necessidades dos seus clientes alvo: nós, os portugueses. Assim, resta uma ilação: Este é o Portugal que temos, BigBrothers, Ídolos, Noticiários Pimba e fundamentalmente um vazio total de oferta intelectual e cultural. Onde estão os debates semanais sobre política, sobre artes e letras, sobre geografia, etc... não estão... temos todavia a blogosfera, mas não chega!
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Então, gostaram das trovoadas e das chuvas... que mau tempo sentimos aqui no Algarve... ãh? o quê? sério? fez sol... olha, pois foi...
2003-10-06
Porquê escrever na Blogosfera?
Manter um blogue não é tarefa difícil. Basta alimentá-lo regularmente. Basta retirar alguns minutos por dia para escrever! Mas isto não garante nem qualidade, nem pertinência dos assuntos.
Para mim, até há bem pouco tempo, escrever por aqui implicava ler bastantes blogues, genericamente os que estão aqui ao lado. Não digo todos, pois os da região ficam reduzidos a três ou quatro. Depois uns quantos que vêm linkados nos blogues que leio. Mais outros que nunca cheguei a colocar nos favoritos...
Nas últimas duas semanas, por total falta de tempo, por um lado, e pela completa falta de paciência, por outro, reduzi a 3 ou 4 blogues que não deixo de ler, a saber: este, este, este e recentemente este.
Embora escreva com mais regularidade (até no fim-de-semana, mas não de futuro), não tenho dedicado muita atenção. Prometo que para o fim do mês volto a ler com mais regularidade. Mas fica a sensação que escrevemos para uma comunidade dentro da comunidade. Embora o acesso seja livre, embora o “canal” esteja aberto, penso que cada vez mais a blogosfera caminha para a especialização, para a organização desorganizada (um pouco como a Internet).
Colocar em público as nossas opiniões, numa forma acessível, transforma este meio no mais democrático que existe. Ou no mais anarquista, se preferirem.
Fazer parte desta comunidade é saudável, embora por aqui se viva um pouco obcecados (sem patologias maníaco – depressivas) pelos antagonismos da Esquerda – Direita, Conservadores – Liberais, etc...
Finalmente, ainda bem que existe um local onde se pode escrever, apenas porque queremos, em detrimento do conseguir-escrever, da comunicação social tradicional.
Por isso é tão especial escrever aqui. Não porque alguém lê, não porque se tem que escrever, mas porque apetece...
. . . . .
Não sou caçador. Começo assim porque quero reflectir sobre a caça, seus regimes e a sua contribuição para as estratégias de desenvolvimento, sem que tenha um envolvimento emocional.
As coutadas de caça em Espanha desempenham um papel importante na economia do turismo. Em Portugal, estas infra-estruturas são normalmente deficientes, pois não apostam em alojamento, serviços alternativos a este desporto, em especial para os filhos e esposa (caso esta não dê também uns tiros).
Penso no entanto que o regime de caça livre deve acabar. Esta minha opinião deve-se a problemas práticos: a segurança de pessoas (não caçadores) que podem estar no local e o direito à propriedade privada, pois não creio que seja legitimo que cacem na minha propriedade sem que eu autorize.
Um dos problemas que a noção de desenvolvimento sustentável tem (como apontou o Fernando no seu almariado), é a de ser palavra muito corrente em discurso político, sem que saibam muito bem o que isso é. Para mim, esta actividade de lazer – a caça -, pode contribuir para que zonas rurais mais deficitárias possam encontrar um caminho, canalizando investimento para esta forma de turismo, sem descurar o tradicional e o ligado ao golfe.
Manter um blogue não é tarefa difícil. Basta alimentá-lo regularmente. Basta retirar alguns minutos por dia para escrever! Mas isto não garante nem qualidade, nem pertinência dos assuntos.
Para mim, até há bem pouco tempo, escrever por aqui implicava ler bastantes blogues, genericamente os que estão aqui ao lado. Não digo todos, pois os da região ficam reduzidos a três ou quatro. Depois uns quantos que vêm linkados nos blogues que leio. Mais outros que nunca cheguei a colocar nos favoritos...
Nas últimas duas semanas, por total falta de tempo, por um lado, e pela completa falta de paciência, por outro, reduzi a 3 ou 4 blogues que não deixo de ler, a saber: este, este, este e recentemente este.
Embora escreva com mais regularidade (até no fim-de-semana, mas não de futuro), não tenho dedicado muita atenção. Prometo que para o fim do mês volto a ler com mais regularidade. Mas fica a sensação que escrevemos para uma comunidade dentro da comunidade. Embora o acesso seja livre, embora o “canal” esteja aberto, penso que cada vez mais a blogosfera caminha para a especialização, para a organização desorganizada (um pouco como a Internet).
Colocar em público as nossas opiniões, numa forma acessível, transforma este meio no mais democrático que existe. Ou no mais anarquista, se preferirem.
Fazer parte desta comunidade é saudável, embora por aqui se viva um pouco obcecados (sem patologias maníaco – depressivas) pelos antagonismos da Esquerda – Direita, Conservadores – Liberais, etc...
Finalmente, ainda bem que existe um local onde se pode escrever, apenas porque queremos, em detrimento do conseguir-escrever, da comunicação social tradicional.
Por isso é tão especial escrever aqui. Não porque alguém lê, não porque se tem que escrever, mas porque apetece...
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Não sou caçador. Começo assim porque quero reflectir sobre a caça, seus regimes e a sua contribuição para as estratégias de desenvolvimento, sem que tenha um envolvimento emocional.
As coutadas de caça em Espanha desempenham um papel importante na economia do turismo. Em Portugal, estas infra-estruturas são normalmente deficientes, pois não apostam em alojamento, serviços alternativos a este desporto, em especial para os filhos e esposa (caso esta não dê também uns tiros).
Penso no entanto que o regime de caça livre deve acabar. Esta minha opinião deve-se a problemas práticos: a segurança de pessoas (não caçadores) que podem estar no local e o direito à propriedade privada, pois não creio que seja legitimo que cacem na minha propriedade sem que eu autorize.
Um dos problemas que a noção de desenvolvimento sustentável tem (como apontou o Fernando no seu almariado), é a de ser palavra muito corrente em discurso político, sem que saibam muito bem o que isso é. Para mim, esta actividade de lazer – a caça -, pode contribuir para que zonas rurais mais deficitárias possam encontrar um caminho, canalizando investimento para esta forma de turismo, sem descurar o tradicional e o ligado ao golfe.
2003-10-04
Procura-se líder com vontade de fazer oposição
Ferro Rodrigues pede a cabeça do MNE ao referir que este não foi solidário com o seu colega do Ensino Superior... mas depois refere que não está a pedir que ele se demita. Afinal em que é que ficamos. (Vi no noticiário da SIC)
Refere que se este Governo não é solidário entre si, também não o é com o eleitorado?!??! O quê? Será que ainda há socialistas que o ouvem?... Ele sim devia ser solidário com o eleitorado e com os militantes do seu partido; devia abandonar a secretaria-geral do Partido Socialista. Afinal, todos dão um grande bocejo, com a perspectiva de o ouvir... Volta Jaime, está perdoado. Volta Vitorino, também lhe perdoamos.
Este chefe do PS (e reparem como me abstive de lhe chamar líder) está cada vez mais isolado. Existem certamente pessoas muito válidas na sua equipa, mas outros deveriam ter juízo e aceitar uma “licença” no Parlamento Europeu... Ferro incluído.
O futuro do PS deve passar por assumir uma postura de alternativa, de oposição, com toda a responsabilidade que daí advém. Não falar alto, gesticular e caluniar, ou desculpabilizar tudo com teorias da “cabala”. Não nos devemos esquecer que o PS é de facto a única oposição que entra no esquema da alternância democrática de poder. Daí advém a maior responsabilidade de trabalhar na sombra, acompanhando os dossiês e debater ideias, projectos e leis, agindo com proactividade, construindo propostas efectivas, ou propondo alterações nas dos restantes partidos, nos locais apropriados, influenciando e estando presente no palco político com seriedade. Ora está a acontecer precisamente o contrário. Efectivamente, é um problema de falta de liderança.
Sem liderança, a populaça fica à solta...
Ferro Rodrigues pede a cabeça do MNE ao referir que este não foi solidário com o seu colega do Ensino Superior... mas depois refere que não está a pedir que ele se demita. Afinal em que é que ficamos. (Vi no noticiário da SIC)
Refere que se este Governo não é solidário entre si, também não o é com o eleitorado?!??! O quê? Será que ainda há socialistas que o ouvem?... Ele sim devia ser solidário com o eleitorado e com os militantes do seu partido; devia abandonar a secretaria-geral do Partido Socialista. Afinal, todos dão um grande bocejo, com a perspectiva de o ouvir... Volta Jaime, está perdoado. Volta Vitorino, também lhe perdoamos.
Este chefe do PS (e reparem como me abstive de lhe chamar líder) está cada vez mais isolado. Existem certamente pessoas muito válidas na sua equipa, mas outros deveriam ter juízo e aceitar uma “licença” no Parlamento Europeu... Ferro incluído.
O futuro do PS deve passar por assumir uma postura de alternativa, de oposição, com toda a responsabilidade que daí advém. Não falar alto, gesticular e caluniar, ou desculpabilizar tudo com teorias da “cabala”. Não nos devemos esquecer que o PS é de facto a única oposição que entra no esquema da alternância democrática de poder. Daí advém a maior responsabilidade de trabalhar na sombra, acompanhando os dossiês e debater ideias, projectos e leis, agindo com proactividade, construindo propostas efectivas, ou propondo alterações nas dos restantes partidos, nos locais apropriados, influenciando e estando presente no palco político com seriedade. Ora está a acontecer precisamente o contrário. Efectivamente, é um problema de falta de liderança.
Sem liderança, a populaça fica à solta...
Faro, Cidade de Excelência
Efectivamente, no século XXI, é incompreensível como existem cortes de água praticamente mensais. Roturas, falhas... hoje foi a conduta geral!??!?! Como é possível que os executivos, em especial os presididos pelo Srs. Luís Coelho e Botelheiro, não terem investido no saneamento e águas. A Capitalidade deve ser acompanhada de boas condições; a distribuição de água é a fundamental.
Na minha zona, e noutras freguesias deste Concelho, a canalização de abastecimento de água é tão velha, que para além do inconveniente de faltar água amiúde, não “deixam” a água chegar a níveis de pressão normais em qualquer outro lado, com receio dos canos entrarem em roturas. Sei de casos, em zonas antigas da cidade, que os idosos têm de se deslocar ao fontanário para obter água, em alguns dias... em pleno século XXI?!?!?!
Não quero “cobrar” nada (ainda) ao actual executivo, mas sempre vou dizendo que mesmo sem dinheiro, existem áreas que devem ser prioritárias, caso contrário – Faro, Cidade de Excelência – não passa de uma filosofia bacoca.
Hoje telefonei para a linha “fora de horas”, vulgo piquete da água, só da segunda vez é que me atenderam, dizendo que não sabiam se conseguiam resolver o problema hoje, estranhando que na minha zona não houvesse água... será isto possível!!!!!
Lei n.º15/2000
Existem várias leis que têm sido aproveitadas por militares com menos escrúpulos para fazerem um upgrade das suas carreiras.
Em todo o lado há oportunistas.
Mas a Lei n.º15/2000 prevê que o financiamento da diferença das quotas a pagar à Caixa Geral de Aposentações (in O Independente) seja suportado pelo Orçamento do Estado.
Acho ridículo que seja o estado a pagar os benefícios destes senhores. Quando os combatentes do ultramar (e outros militares do SMO) quiseram fazer contar como anos de serviço para fins de reforma, aqueles que fizeram ao serviço de Portugal, pagaram dos seus bolsos, por isso, como é que é publicada uma lei (em 2000) que confere regalias “à borla” aos militares de carreira. Querem os anos, pague-nos. É a minha opinião. Porque é que serei eu e mais uns milhões a financiar isto?
Efectivamente, no século XXI, é incompreensível como existem cortes de água praticamente mensais. Roturas, falhas... hoje foi a conduta geral!??!?! Como é possível que os executivos, em especial os presididos pelo Srs. Luís Coelho e Botelheiro, não terem investido no saneamento e águas. A Capitalidade deve ser acompanhada de boas condições; a distribuição de água é a fundamental.
Na minha zona, e noutras freguesias deste Concelho, a canalização de abastecimento de água é tão velha, que para além do inconveniente de faltar água amiúde, não “deixam” a água chegar a níveis de pressão normais em qualquer outro lado, com receio dos canos entrarem em roturas. Sei de casos, em zonas antigas da cidade, que os idosos têm de se deslocar ao fontanário para obter água, em alguns dias... em pleno século XXI?!?!?!
Não quero “cobrar” nada (ainda) ao actual executivo, mas sempre vou dizendo que mesmo sem dinheiro, existem áreas que devem ser prioritárias, caso contrário – Faro, Cidade de Excelência – não passa de uma filosofia bacoca.
Hoje telefonei para a linha “fora de horas”, vulgo piquete da água, só da segunda vez é que me atenderam, dizendo que não sabiam se conseguiam resolver o problema hoje, estranhando que na minha zona não houvesse água... será isto possível!!!!!
Lei n.º15/2000
Existem várias leis que têm sido aproveitadas por militares com menos escrúpulos para fazerem um upgrade das suas carreiras.
Em todo o lado há oportunistas.
Mas a Lei n.º15/2000 prevê que o financiamento da diferença das quotas a pagar à Caixa Geral de Aposentações (in O Independente) seja suportado pelo Orçamento do Estado.
Acho ridículo que seja o estado a pagar os benefícios destes senhores. Quando os combatentes do ultramar (e outros militares do SMO) quiseram fazer contar como anos de serviço para fins de reforma, aqueles que fizeram ao serviço de Portugal, pagaram dos seus bolsos, por isso, como é que é publicada uma lei (em 2000) que confere regalias “à borla” aos militares de carreira. Querem os anos, pague-nos. É a minha opinião. Porque é que serei eu e mais uns milhões a financiar isto?
2003-10-03
As propinas na UAlg
Os alunos da Universidade do Algarve ameaçaram fechar as portas dos Campus. Encerrar a universidade parece ser a palavra de ordem. O “engraçado” nesta notícia é a origem e legitimidade da manobra. Uma Assembleia Magna. Quinhentos alunos.
Assim, numa academia com 10.000 alunos, 5% destes (pelos vistos os únicos interessados) “decretaram” o NÃO. Ou seja, 9.500 alunos estiveram a borrifar-se, compreendem a necessidade do aumento das propinas, tinham mais que fazer ou, simplesmente, não se importaram com o assunto. Entre outras hipóteses, todas elas viáveis.
Pessoalmente penso que a legitimidade das posições públicas são legitimadas de acordo com os estatutos (de que fui um dos responsáveis) que prevêem estes poderes à Assembleia, mas politicamente, como se justifica um acto ilegal e que provoca dolo a toda uma academia. Façam greve, a sua adesão poderá justificar negociações, nunca uma imposição, o fecho dos portões, à revelia da lei e moralmente desapropriado.
Claro que se convocarem uma greve e apenas 500 pessoas não forem às aulas... paciência, significa que afinal o Governo, a Reitoria e uma parte importante da sociedade civil estão certos! Não? Eu acho que sim!
Perdeu-se um bom político, ganha-se um melhor académico
Em relação à demissão do Sr. Ministro do Ensino Superior, tenho a lastimar a sua decisão (de demitir-se) e o oportunismo do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista na Comissão Parlamentar. No entanto honrou o Governo que integrou e as fortes reformas que iniciou. Com esta sua decisão, rápida e desprendida provou que é um político como poucos. Ao contrário das críticas que lhe têm feito. Foi uma perda do Governo, logo de Portugal.
Os alunos da Universidade do Algarve ameaçaram fechar as portas dos Campus. Encerrar a universidade parece ser a palavra de ordem. O “engraçado” nesta notícia é a origem e legitimidade da manobra. Uma Assembleia Magna. Quinhentos alunos.
Assim, numa academia com 10.000 alunos, 5% destes (pelos vistos os únicos interessados) “decretaram” o NÃO. Ou seja, 9.500 alunos estiveram a borrifar-se, compreendem a necessidade do aumento das propinas, tinham mais que fazer ou, simplesmente, não se importaram com o assunto. Entre outras hipóteses, todas elas viáveis.
Pessoalmente penso que a legitimidade das posições públicas são legitimadas de acordo com os estatutos (de que fui um dos responsáveis) que prevêem estes poderes à Assembleia, mas politicamente, como se justifica um acto ilegal e que provoca dolo a toda uma academia. Façam greve, a sua adesão poderá justificar negociações, nunca uma imposição, o fecho dos portões, à revelia da lei e moralmente desapropriado.
Claro que se convocarem uma greve e apenas 500 pessoas não forem às aulas... paciência, significa que afinal o Governo, a Reitoria e uma parte importante da sociedade civil estão certos! Não? Eu acho que sim!
Perdeu-se um bom político, ganha-se um melhor académico
Em relação à demissão do Sr. Ministro do Ensino Superior, tenho a lastimar a sua decisão (de demitir-se) e o oportunismo do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista na Comissão Parlamentar. No entanto honrou o Governo que integrou e as fortes reformas que iniciou. Com esta sua decisão, rápida e desprendida provou que é um político como poucos. Ao contrário das críticas que lhe têm feito. Foi uma perda do Governo, logo de Portugal.
2003-10-02
Hoje estive atento à sinalização vertical na entrada de Faro, até ao Aeroporto. Existe um sem número de sinais reduzindo a velocidade para 70Km/h, numa estrada nacional. Depois, já na estrada do Aeroporto, antes da rotunda, os sinais vão obrigando a reduzir velocidade até chegar aos 30Km/h.
Procuro seguir os limites de velocidade, especialmente os 120 e os 90. Sem falsas modéstias, pois embora procure seguir estes limites, em relação aos 50, em certas avenidas e estradas urbanas, já não é tarefa fácil. Certamente que o “código da estrada” é a “lei” com mais prevaricações. Não acredito que haja um português que nunca tenha infringido esta lei (pelo menos aqueles que conduzem).
Mas esta reflexão vem noutro sentido. A estrada que referi é estratégica à região. É utilizada por quem entra e quem sai do Algarve, pelo menos por via aérea. Assim como quem quer entrar na Capital do Distrito de Faro. Assim, o desenho da sinalização apenas teve (na minha opinião) o interesse de servir as estruturas comerciais e eminentemente urbanas que pululam naquela zona. Numa óptica de estrada municipal.
Por outro lado, reflecti sobre outra perspectiva. Os limites de velocidade datam de algumas décadas. Desde essa altura, houve uma tremenda evolução na segurança activa e passiva dos automóveis, da construção de estradas, entre outros pontos. É certo que o cálculo destes limites também tem em conta os consumos e a nossa dependência energética. Mas também é aceite que a generalidade (ou a totalidade!!!) dos cidadãos não cumpre. Por exemplo, o limite que referi (30Km/h) numa rotunda aberta, com duas faixas é ridículo. Estava eu a cumprir as sucessivas placas, quando entrei na rotunda já a 30, um taxista apitou prontamente, pois considerava que eu ia muito devagar, afinal estava a seguir a lei!??!?! Boa!!!
Se o legislador quisesse que os limites de velocidade fossem cumpridos, obrigava a que as viaturas registadas no território nacional tivessem mecanismos de controlo (tipo tacógrafo) e controladores de velocidade, impedindo que o carro ultrapassasse o limite de 120. Não????
Penso que os limites deveriam ser alterados, adaptados ao novo século e à realidade. Basta de sermos hipócritas.
Procuro seguir os limites de velocidade, especialmente os 120 e os 90. Sem falsas modéstias, pois embora procure seguir estes limites, em relação aos 50, em certas avenidas e estradas urbanas, já não é tarefa fácil. Certamente que o “código da estrada” é a “lei” com mais prevaricações. Não acredito que haja um português que nunca tenha infringido esta lei (pelo menos aqueles que conduzem).
Mas esta reflexão vem noutro sentido. A estrada que referi é estratégica à região. É utilizada por quem entra e quem sai do Algarve, pelo menos por via aérea. Assim como quem quer entrar na Capital do Distrito de Faro. Assim, o desenho da sinalização apenas teve (na minha opinião) o interesse de servir as estruturas comerciais e eminentemente urbanas que pululam naquela zona. Numa óptica de estrada municipal.
Por outro lado, reflecti sobre outra perspectiva. Os limites de velocidade datam de algumas décadas. Desde essa altura, houve uma tremenda evolução na segurança activa e passiva dos automóveis, da construção de estradas, entre outros pontos. É certo que o cálculo destes limites também tem em conta os consumos e a nossa dependência energética. Mas também é aceite que a generalidade (ou a totalidade!!!) dos cidadãos não cumpre. Por exemplo, o limite que referi (30Km/h) numa rotunda aberta, com duas faixas é ridículo. Estava eu a cumprir as sucessivas placas, quando entrei na rotunda já a 30, um taxista apitou prontamente, pois considerava que eu ia muito devagar, afinal estava a seguir a lei!??!?! Boa!!!
Se o legislador quisesse que os limites de velocidade fossem cumpridos, obrigava a que as viaturas registadas no território nacional tivessem mecanismos de controlo (tipo tacógrafo) e controladores de velocidade, impedindo que o carro ultrapassasse o limite de 120. Não????
Penso que os limites deveriam ser alterados, adaptados ao novo século e à realidade. Basta de sermos hipócritas.
2003-10-01
Não querendo entrar nos meandros do processo “Casa Pia”, uma questão empírica levanta-se. Essa questão prende-se com a situação legal dos indiciados. Como a minha formação é em gestão, não em Direito, perdoem-me alguma imprecisão jurídica, mas afinal, os presos preventivos não têm sentença transitada em julgado, pelo que são inocentes (até prova em contrário). São apenas suspeitos. Assim, na SIC Notícias, a esposa de um dos presos preventivos referia-se a algumas condições que estes têm de suportar. Um dos problemas é a água, que só é quente por poucas horas e não podem telefonar a quem quiserem. Eu acrescento que o período de visita é quase ridículo. Aqui entra o meu argumento. Penso que estas pessoas deveria poder ter mais condições, ainda que por eles financiadas, como ter e poder usar telemóvel, computador, Internet, etc... terem visitas mais alargadas, entre as quais as pernoitas conjugais (não todos os dias, mas pelo menos com alguma regularidade)
Porquê? Precisamente porque podem, no final do processo, serem considerados inocentes. Um preso que fique 3 anos preventivamente, sabendo-se inocente (e não digo que estes o sejam, pois esta minha opinião alarga-se a qualquer pessoa nestas condições), qual será o estado psicológico e o trauma que foi induzido? Como retratar uma situação destas? Haverá forma de compensar?
Por isso, defendo que esta “permanência” deva ser suave, em locais afastadas da restante população prisional, com condições dignas da hipótese (Constitucional) de serem (presumidos) inocentes.
Imaginem-se, caros leitores, inocentes, passando um mês, um ano ou apenas uns dias, numa prisão, com criminosos, comendo mal, sem espaço, sem liberdade, apenas com a vossa imaginação e um maço de Marlboro Lights...
...sem o Blogguer!!!
Sobre as propinas
Não sei se alguém já reflectiu, mas os Governos PSD têm alguma tendência para serem vaiados pelos estudantes. E não só. Somos um povo com pouca apetência para as reformas.
Penso também que a forte intervenção da esquerda tem provocado certamente este tipo de posições. Uns orquestram, outros seguem. Sempre foi assim, sempre será. As massas são facilmente manobradas. Esta é a minha opinião.
Já em relação à disputa, penso que o problema não deveria ser o valor. Os nossos pais (eu tenho 29 anos) pagavam na altura, mais que hoje (proporcionalmente).
Aconteceu o mesmo com as rendas, congelaram-nas, e agora existem pessoas a pagar misérias pelas rendas.
Este principio não foi aplicado às propinas, durante muitos anos era uma prioridade dos Governos, mas hoje já não. Pelo menos ao nível do investimento.
Portugal necessita muitos mais técnicos, mas a formação destes é hoje muito mais acessível, existem Universidades e Politécnicos em todos os Distritos, pelo que claramente existiu um investimento brutal, mudou-se a realidade e democratizou-se o acesso.
A única critica que faço a este processo está relacionado com a percentagem de aumento. No mínimo 100%. Penso que deveria ser mais gradual. Considero também que um estudante de medicina deve pagar mais do que um de línguas, e diferenciado em função do estabelecimento de ensino. Não se pode comparar a Universidade Nova, com o Politécnico de Idenha-a-Nova. Aqui deverá funcionar o mercado. Melhor, mais caro.
A aplicação das receitas também deve beneficiar a qualidade de ensino, não para pagar salários. Esta deverá ser a máxima.
Já agora, deve também haver um escalão de cadeiras, pois um estudante que deixe uma cadeira, vai pagar, por exemplo, 600 Euros de propinas, usufruindo no sentido económico, de 60 Euros (600 Euros/10 cadeiras). Deve existir atenção a estes problemas e corrigir estas situações.
Os estudantes consideram alto o valor das propinas (em comparação com os outros anos), quando deveriam preocupar-se em protestar e influenciar junto dos Magníficos, no sentido de melhorar o ensino, o laboratórios, as políticas de estágio, a permanente procura das necessidades reais do mercado, e por aí fora.
Este é que deveria ser o papel...
Porquê? Precisamente porque podem, no final do processo, serem considerados inocentes. Um preso que fique 3 anos preventivamente, sabendo-se inocente (e não digo que estes o sejam, pois esta minha opinião alarga-se a qualquer pessoa nestas condições), qual será o estado psicológico e o trauma que foi induzido? Como retratar uma situação destas? Haverá forma de compensar?
Por isso, defendo que esta “permanência” deva ser suave, em locais afastadas da restante população prisional, com condições dignas da hipótese (Constitucional) de serem (presumidos) inocentes.
Imaginem-se, caros leitores, inocentes, passando um mês, um ano ou apenas uns dias, numa prisão, com criminosos, comendo mal, sem espaço, sem liberdade, apenas com a vossa imaginação e um maço de Marlboro Lights...
...sem o Blogguer!!!
Sobre as propinas
Não sei se alguém já reflectiu, mas os Governos PSD têm alguma tendência para serem vaiados pelos estudantes. E não só. Somos um povo com pouca apetência para as reformas.
Penso também que a forte intervenção da esquerda tem provocado certamente este tipo de posições. Uns orquestram, outros seguem. Sempre foi assim, sempre será. As massas são facilmente manobradas. Esta é a minha opinião.
Já em relação à disputa, penso que o problema não deveria ser o valor. Os nossos pais (eu tenho 29 anos) pagavam na altura, mais que hoje (proporcionalmente).
Aconteceu o mesmo com as rendas, congelaram-nas, e agora existem pessoas a pagar misérias pelas rendas.
Este principio não foi aplicado às propinas, durante muitos anos era uma prioridade dos Governos, mas hoje já não. Pelo menos ao nível do investimento.
Portugal necessita muitos mais técnicos, mas a formação destes é hoje muito mais acessível, existem Universidades e Politécnicos em todos os Distritos, pelo que claramente existiu um investimento brutal, mudou-se a realidade e democratizou-se o acesso.
A única critica que faço a este processo está relacionado com a percentagem de aumento. No mínimo 100%. Penso que deveria ser mais gradual. Considero também que um estudante de medicina deve pagar mais do que um de línguas, e diferenciado em função do estabelecimento de ensino. Não se pode comparar a Universidade Nova, com o Politécnico de Idenha-a-Nova. Aqui deverá funcionar o mercado. Melhor, mais caro.
A aplicação das receitas também deve beneficiar a qualidade de ensino, não para pagar salários. Esta deverá ser a máxima.
Já agora, deve também haver um escalão de cadeiras, pois um estudante que deixe uma cadeira, vai pagar, por exemplo, 600 Euros de propinas, usufruindo no sentido económico, de 60 Euros (600 Euros/10 cadeiras). Deve existir atenção a estes problemas e corrigir estas situações.
Os estudantes consideram alto o valor das propinas (em comparação com os outros anos), quando deveriam preocupar-se em protestar e influenciar junto dos Magníficos, no sentido de melhorar o ensino, o laboratórios, as políticas de estágio, a permanente procura das necessidades reais do mercado, e por aí fora.
Este é que deveria ser o papel...
2003-09-30
Este fim-de-semana fiz uma experiência. Como tinha planeado uma ida a Lisboa, experimentei ir por pelo IC1 e N10.
Devido à altura do meu carro, pago classe 2 - 12 contos para ir e vir à Capital do País (e não me venham com essa treta que o “conto” já não existe. Antes também não, que eu saiba a moeda chamava-se escudo, pelo que apenas mudou a “taxa de conversão”, de 1000 Escudos, para 5 Euros.).
Assim, lá fui. Posso dizer que demora mais. Claro. Não se podia esperar o contrário. Mas será que uma hora (e picos, para cada lado) vale 6 contos. Em caso de urgência, talvez. No meu caso, particularmente neste fim-de-semana, não!
Outra grande mais-valia residiu na paisagem da viagem, da calma necessária, que permite respirar o ar do Alentejo (okay, excluindo Sines...), parar em sítios que já não me lembrava que existiam... em resumo, vou repetir. Não é que se poupe no fim das contas, porque há sempre uns livritos, uns jantaritos e outros itos que se compram. Mas mais vale assim, não é?
E ainda consegui uma maravilhosa média de consumo de gasóleo de 7,2/ 100Km (o habitual anda entre os 8 a 8,5, depende do ar ser frio ou não?!?!)
Devido à altura do meu carro, pago classe 2 - 12 contos para ir e vir à Capital do País (e não me venham com essa treta que o “conto” já não existe. Antes também não, que eu saiba a moeda chamava-se escudo, pelo que apenas mudou a “taxa de conversão”, de 1000 Escudos, para 5 Euros.).
Assim, lá fui. Posso dizer que demora mais. Claro. Não se podia esperar o contrário. Mas será que uma hora (e picos, para cada lado) vale 6 contos. Em caso de urgência, talvez. No meu caso, particularmente neste fim-de-semana, não!
Outra grande mais-valia residiu na paisagem da viagem, da calma necessária, que permite respirar o ar do Alentejo (okay, excluindo Sines...), parar em sítios que já não me lembrava que existiam... em resumo, vou repetir. Não é que se poupe no fim das contas, porque há sempre uns livritos, uns jantaritos e outros itos que se compram. Mas mais vale assim, não é?
E ainda consegui uma maravilhosa média de consumo de gasóleo de 7,2/ 100Km (o habitual anda entre os 8 a 8,5, depende do ar ser frio ou não?!?!)
2003-09-29
O Sr. Ferro Rodrigues fez uma tirada primorosa, referindo que está de volta o pior do Cavaquismo.
Uma comitiva socialista procurou entrar na Siderurgia Nacional, mas a administração não permitiu a visita. Logo depois, o Ministro do Ambiente do inconsequente (des)Governo do Sr. Guterres, afirma magistralmente que quando era ministro entrava lá, sem colocar em causa a segurança, pelo que agora não percebe a diferença. Depois afirmou que estavam lá para ver os resíduos perigosos acumulados nos anos de actividade desta empresa, concluindo que este Governo não tinha resolvido o problema...
...E você, Sr. Sócrates, teve a sua oportunidade e pelos vistos também não!!!??!?!
Uma comitiva socialista procurou entrar na Siderurgia Nacional, mas a administração não permitiu a visita. Logo depois, o Ministro do Ambiente do inconsequente (des)Governo do Sr. Guterres, afirma magistralmente que quando era ministro entrava lá, sem colocar em causa a segurança, pelo que agora não percebe a diferença. Depois afirmou que estavam lá para ver os resíduos perigosos acumulados nos anos de actividade desta empresa, concluindo que este Governo não tinha resolvido o problema...
...E você, Sr. Sócrates, teve a sua oportunidade e pelos vistos também não!!!??!?!
2003-09-25
Preparava-me para escrever um artigo para o Região Sul, quando decidi “passar” pelos meus favoritos. Fiquei a saber pelo Almariado que existe outro blog cá do sul... do mesmo quadrante...
Já agora, sei que o Fernando do Almariado não se referia a mim em relação ao anonimato na blogosfera... mas já achava que era a altura para isso. (Só me deste a desculpa).
Registo também a crítica dele em relação a cadência das minhas entradas, não direi que é falta de tempo; é por vezes falta de pachorra. Tento escrever com regularidade, mas estas últimas semanas têm sido curtas de tempo e tenho neste momento outros projectos que me retiram tempo. Assim, sem prometer nada, vou procurar dinamizar o “notas”.
Até Segunda...
Já agora, sei que o Fernando do Almariado não se referia a mim em relação ao anonimato na blogosfera... mas já achava que era a altura para isso. (Só me deste a desculpa).
Registo também a crítica dele em relação a cadência das minhas entradas, não direi que é falta de tempo; é por vezes falta de pachorra. Tento escrever com regularidade, mas estas últimas semanas têm sido curtas de tempo e tenho neste momento outros projectos que me retiram tempo. Assim, sem prometer nada, vou procurar dinamizar o “notas”.
Até Segunda...
2003-09-23
Estive uns dias afastado dos blogues, só hoje consegui ler alguns (poucos) e vou comentar um: o Almariado; designadamente a entrada “O anonimato na blogosfera”.
Certamente que quem por cá passa, tem a perfeita noção que os autores deste blogue não revelam a sua identidade (e continuo a escrever autores, embora os meus caros amigos Cozinheiro e Alfo Reca me tenham deixado por aqui a escrever sozinho...).
Os motivos que levaram a não colocar os nomes foi o formato existente na altura na blogosfera, o projecto em si e, fundamentalmente, o distanciamento que podíamos ter... mas o Fernando tem toda a razão, a credibilidade dos textos passa muito pela hipótese de confrontar e conhecer o autor. Mas também é certo que por aqui não nos escondemos completamente, quem nos conhece, ou quem nos interpela, leva com os nossos nomes. Mas mesmo assim, não faz sentido manter o nome secreto, pois já escrevo há bastante tempo na imprensa e a essência (e também a forma) que utilizo é a mesma.
Assim, decido enfiar a “carapuça” e revelar o meu nome. Obrigado Fernando!
JLL
Certamente que quem por cá passa, tem a perfeita noção que os autores deste blogue não revelam a sua identidade (e continuo a escrever autores, embora os meus caros amigos Cozinheiro e Alfo Reca me tenham deixado por aqui a escrever sozinho...).
Os motivos que levaram a não colocar os nomes foi o formato existente na altura na blogosfera, o projecto em si e, fundamentalmente, o distanciamento que podíamos ter... mas o Fernando tem toda a razão, a credibilidade dos textos passa muito pela hipótese de confrontar e conhecer o autor. Mas também é certo que por aqui não nos escondemos completamente, quem nos conhece, ou quem nos interpela, leva com os nossos nomes. Mas mesmo assim, não faz sentido manter o nome secreto, pois já escrevo há bastante tempo na imprensa e a essência (e também a forma) que utilizo é a mesma.
Assim, decido enfiar a “carapuça” e revelar o meu nome. Obrigado Fernando!
JLL
2003-09-17
Cão Gastão
Alguns blogues troçaram de Ferro Rodrigues pelo facto de ter perdido o cão, como sei que são sátiras, aceito o tom como uma brincadeira. Lá em casa temos a sorte de conviver com um Shar-pei, uma coisa vos digo, se o meu amigo fugisse, seria um dos dias mais tristes da minha vida, só se comparando com a angústia que teria nos dias subsequentes, imaginando aquele cão afável e ternurento perdido e com saudades de casa, ainda que passe muito tempo a dormir. Por vezes, parece humano. Só quem nunca teve um Shar-pei a olhar-lhe nos olhos profundamente durante algum tempo é que pode brincar com um sentimento tão honesto e apolítico, perder um cão é perder um familiar.
Ainda bem que o Gastão apareceu... a Rita e o pai Ferro devem estar contentes... ainda bem.
Alguns blogues troçaram de Ferro Rodrigues pelo facto de ter perdido o cão, como sei que são sátiras, aceito o tom como uma brincadeira. Lá em casa temos a sorte de conviver com um Shar-pei, uma coisa vos digo, se o meu amigo fugisse, seria um dos dias mais tristes da minha vida, só se comparando com a angústia que teria nos dias subsequentes, imaginando aquele cão afável e ternurento perdido e com saudades de casa, ainda que passe muito tempo a dormir. Por vezes, parece humano. Só quem nunca teve um Shar-pei a olhar-lhe nos olhos profundamente durante algum tempo é que pode brincar com um sentimento tão honesto e apolítico, perder um cão é perder um familiar.
Ainda bem que o Gastão apareceu... a Rita e o pai Ferro devem estar contentes... ainda bem.
2003-09-16
Afinal o verão está a passar, lentamente, com vontade de ficar mais um tempo. Parece-me bem. Só é pena o calor. Aqui pelos Algarves, já se sentem as ruas mais vazias, os restaurantes menos frequentados e acima de tudo, as estradas mais “rápidas”.
É pena!
A economia algarvia vive assustadoramente dependente do turismo. Ainda bem que o temos, mas só não chega. É necessário mais, sem no entanto abandonar a actividade turística, antes pelo contrário, ainda estamos atrasados, precisamos mais gente formada, empresários menos ambiciosos (reduzindo os impactes negativos produzidos no ambiente e nos recursos) e acima de tudo a consciência geral que todos nós desempenhamos um papel importante na manutenção de uma Algarve forte. Trabalhemos pois nesse sentido.
É pena!
A economia algarvia vive assustadoramente dependente do turismo. Ainda bem que o temos, mas só não chega. É necessário mais, sem no entanto abandonar a actividade turística, antes pelo contrário, ainda estamos atrasados, precisamos mais gente formada, empresários menos ambiciosos (reduzindo os impactes negativos produzidos no ambiente e nos recursos) e acima de tudo a consciência geral que todos nós desempenhamos um papel importante na manutenção de uma Algarve forte. Trabalhemos pois nesse sentido.
2003-09-10
O SM do Algarveglobal volta à carga... aí vai:
SM:
" NOTAS SOLTAS DIZ: "A democraticidade do “Mega Governo” regional que referes não é assim tão pertinente, pois tratam-se (ou devem, na minha opinião ser) lugares de confiança política... mas cada um tem o seu modelo."
Pois no meu modelo encaro a democraticidade do "mega-governo" regional como ponto central no desenvolvimento do Algarve...
Um dos males do Algarve é o "mega-governo regional" que manda no destino do Algarve sem ser eleito pelos algarvios e que vai governando ao sabor de quem é nomeado por Lisboa e por quem tem o poder, quando muitas vezes quem está em Lisboa não percebe patavina do Algarve e quando muitas vezes quem é nomeado não passa de governante medíocre. E os Algarvios ficam a ver passar os navios, sem nada poder fazer, enquanto o Algarve está nas mãos de um cada vez maior número de burocratas tantas vezes cinzentões e incompetentes.
As eleições são um remédio santo que ajudam a que alguns se preocupem com uma melhor gestão das coisas... As nomeações são o supra-sumo dos jobs for the boys independentemente da sua competência... As eleições são um estimulo para uma melhor gestão das coisas... Sem eleições regionais os chefões regionais mudam quando muda o Governo em Lisboa, mas não por serem bons ou maus chefões, é por não serem de determinada cor... Com eleições regionais os chefões mudam se não forem do agrado dos algarvios... Se assim não fosse também poderíamos acabar com as eleições para a Câmara e passar a nomear as Câmaras a partir de Lisboa...
Noutro assunto... os vereadores mesmo sem pelouro vão às reuniões do Executivo da Câmara e estão lá... "
Eu respondo:
Começando pelo fim... pouco importa se os vereadores vão às reuniões. Sabemos perfeitamente que as decisões são tomadas a outro nível... mas mesmo nesse modelo de decisão, onde um vereador, ainda que sem pelouro, tenha um voto, prefiro que a transparência das sessões de Câmara sejam feitas via publicação on-line das actas, com um mecanismo que permita a Assembleia fiscalizar de forma efectiva, ainda que através da nomeação de comissões permanentes com representantes dos partidos eleitos, visando o acompanhamento das reuniões do executivo e das suas políticas... mas sem voto. Este é o meu modelo, podemos escrever até à exaustão, mas é neste que acredito, não no vigente. Não critico a tua forma de pensar, apenas digo que não é a minha!
Relativamente ao “Mega Governo Regional”, os “cinzentões e incompetentes” que referes existem em muitos outros sítios, até eleitos, não sou dos que acreditam que por ter sido eleito está legitimado, tantos Presidentes de Câmara nunca deveriam ter sido eleitos... este é o problema da democracia... todos os regimes têm os seus calcanhares de Aquiles...
Infelizmente vivemos num país de burocratas. 750 mil funcionários públicos (não digo que sejam muitos, é necessário no entanto avaliar as reais necessidades, criar modelo de requalificação e formação e reafectar as pessoas, passando algumas para o sector privado). Mas penso que não existe necessidade de criar mais uma estrutura, mais um filtro político. Mais um pelouro. Mais uma eleição (olha que são caras, prefiro que se construa uma ponte a mais de 4 em 4 anos) Penso também que estão criadas condições, via juntas metropolitanas e comunidades municipais, para transferir mais competências e verbas. Por essa via concordo, pois trata-se de unir e dar uma plataforma ao “poder” municipal para pensarem estrategicamente e planificarem os seus territórios. Na minha opinião esta forma de exercer as responsabilidades e o poder, conferem a democracia aos processos.
Já agora, se elegêssemos um governo regional, esse tinha a responsabilidade de nomear os directores regionais? Imagina o cenário de um governo regional “cinzentões e incompetentes”, nomeando “cinzentões e incompetentes”... qual era o benefício? Terem sido eleitos? No “fim das contas” tínhamos cinco ou sete pessoas eleitas regionalmente a nomear pessoas, sendo que os critérios destes, assim como as forças de lobie e jogos de poder, certamente acarretaria mais problemas e mediocridade, que os políticos de primeira linha “de Lisboa”? Não seria Sérgio?
Já agora, teríamos projectos concluídos apenas nos últimos anos de mandato, assim, como são funcionários (ou equiparados) do estado, trabalham todo o ano... Certamente que com erros e margem para melhorar, mas essa não será a condição humana?
Estas posições não resultam da minha filiação partidária, mas da visão que tenho. Uma visão liberal, democrática e municipalista. Não digo que o Algarve não tenha condições para ser região, mas o resto do País... O problema começa aí e as leis são genéricas e abstractas... Por isso, vamos mas é fazer força (estou a falar sem conotações ou influências políticas) para que os municípios tenha poder e que em vez de duas ou três comunidades municipais, apareça no Algarve força e visão para ser criada uma Junta Metropolitana que congregue os 16 municípios, que as Câmaras eminentemente litorais dêem uma mão aos do interior, sustentando uma economia baseada no turismo, mas sem abandonar as pescas, agricultura e outras artes tradicionais, equilibrando e permitindo que esta região seja maior assim, do que a soma das partes que temos. Acima de tudo, com uma visão de território, protegendo aquilo que tem que ser protegido e ordenando o resto... sem “esquecimentos” nas revisões ou aplicação dos PDM e do Plano Regional de Ordenamento do Território...
SM:
" NOTAS SOLTAS DIZ: "A democraticidade do “Mega Governo” regional que referes não é assim tão pertinente, pois tratam-se (ou devem, na minha opinião ser) lugares de confiança política... mas cada um tem o seu modelo."
Pois no meu modelo encaro a democraticidade do "mega-governo" regional como ponto central no desenvolvimento do Algarve...
Um dos males do Algarve é o "mega-governo regional" que manda no destino do Algarve sem ser eleito pelos algarvios e que vai governando ao sabor de quem é nomeado por Lisboa e por quem tem o poder, quando muitas vezes quem está em Lisboa não percebe patavina do Algarve e quando muitas vezes quem é nomeado não passa de governante medíocre. E os Algarvios ficam a ver passar os navios, sem nada poder fazer, enquanto o Algarve está nas mãos de um cada vez maior número de burocratas tantas vezes cinzentões e incompetentes.
As eleições são um remédio santo que ajudam a que alguns se preocupem com uma melhor gestão das coisas... As nomeações são o supra-sumo dos jobs for the boys independentemente da sua competência... As eleições são um estimulo para uma melhor gestão das coisas... Sem eleições regionais os chefões regionais mudam quando muda o Governo em Lisboa, mas não por serem bons ou maus chefões, é por não serem de determinada cor... Com eleições regionais os chefões mudam se não forem do agrado dos algarvios... Se assim não fosse também poderíamos acabar com as eleições para a Câmara e passar a nomear as Câmaras a partir de Lisboa...
Noutro assunto... os vereadores mesmo sem pelouro vão às reuniões do Executivo da Câmara e estão lá... "
Eu respondo:
Começando pelo fim... pouco importa se os vereadores vão às reuniões. Sabemos perfeitamente que as decisões são tomadas a outro nível... mas mesmo nesse modelo de decisão, onde um vereador, ainda que sem pelouro, tenha um voto, prefiro que a transparência das sessões de Câmara sejam feitas via publicação on-line das actas, com um mecanismo que permita a Assembleia fiscalizar de forma efectiva, ainda que através da nomeação de comissões permanentes com representantes dos partidos eleitos, visando o acompanhamento das reuniões do executivo e das suas políticas... mas sem voto. Este é o meu modelo, podemos escrever até à exaustão, mas é neste que acredito, não no vigente. Não critico a tua forma de pensar, apenas digo que não é a minha!
Relativamente ao “Mega Governo Regional”, os “cinzentões e incompetentes” que referes existem em muitos outros sítios, até eleitos, não sou dos que acreditam que por ter sido eleito está legitimado, tantos Presidentes de Câmara nunca deveriam ter sido eleitos... este é o problema da democracia... todos os regimes têm os seus calcanhares de Aquiles...
Infelizmente vivemos num país de burocratas. 750 mil funcionários públicos (não digo que sejam muitos, é necessário no entanto avaliar as reais necessidades, criar modelo de requalificação e formação e reafectar as pessoas, passando algumas para o sector privado). Mas penso que não existe necessidade de criar mais uma estrutura, mais um filtro político. Mais um pelouro. Mais uma eleição (olha que são caras, prefiro que se construa uma ponte a mais de 4 em 4 anos) Penso também que estão criadas condições, via juntas metropolitanas e comunidades municipais, para transferir mais competências e verbas. Por essa via concordo, pois trata-se de unir e dar uma plataforma ao “poder” municipal para pensarem estrategicamente e planificarem os seus territórios. Na minha opinião esta forma de exercer as responsabilidades e o poder, conferem a democracia aos processos.
Já agora, se elegêssemos um governo regional, esse tinha a responsabilidade de nomear os directores regionais? Imagina o cenário de um governo regional “cinzentões e incompetentes”, nomeando “cinzentões e incompetentes”... qual era o benefício? Terem sido eleitos? No “fim das contas” tínhamos cinco ou sete pessoas eleitas regionalmente a nomear pessoas, sendo que os critérios destes, assim como as forças de lobie e jogos de poder, certamente acarretaria mais problemas e mediocridade, que os políticos de primeira linha “de Lisboa”? Não seria Sérgio?
Já agora, teríamos projectos concluídos apenas nos últimos anos de mandato, assim, como são funcionários (ou equiparados) do estado, trabalham todo o ano... Certamente que com erros e margem para melhorar, mas essa não será a condição humana?
Estas posições não resultam da minha filiação partidária, mas da visão que tenho. Uma visão liberal, democrática e municipalista. Não digo que o Algarve não tenha condições para ser região, mas o resto do País... O problema começa aí e as leis são genéricas e abstractas... Por isso, vamos mas é fazer força (estou a falar sem conotações ou influências políticas) para que os municípios tenha poder e que em vez de duas ou três comunidades municipais, apareça no Algarve força e visão para ser criada uma Junta Metropolitana que congregue os 16 municípios, que as Câmaras eminentemente litorais dêem uma mão aos do interior, sustentando uma economia baseada no turismo, mas sem abandonar as pescas, agricultura e outras artes tradicionais, equilibrando e permitindo que esta região seja maior assim, do que a soma das partes que temos. Acima de tudo, com uma visão de território, protegendo aquilo que tem que ser protegido e ordenando o resto... sem “esquecimentos” nas revisões ou aplicação dos PDM e do Plano Regional de Ordenamento do Território...
2003-09-08
Profs
Gostei deste poste aqui no Alcagoita. Apenas um reparo; penso que o cidadão deve ser livre de procurar formação por questões ligadas ao seu desenvolvimento cultural. Os cursos de história, línguas, antropologia, etc. desempenham também essa função. Não devem desaparecer apenas porque não têm saída, embora concorde que podem ser limitados.
Considerarem-se professores apenas porque têm um curso com uma variante de ensino é redutor. Um licenciado em economia não é economista, assim como um lic. em filosofia não é filósofo ou um lic. em direito não é advogado, e por aí fora.
Penso que para poderem dar aulas, os licenciados, de qualquer área, deveriam ter um ano de técnicas pedagógicas, dicção, apresentação de aulas, e outras técnicas que permitissem desempenhar com qualidade as suas funções. Os cursos (mesmo os chamados de ensino) teriam apenas a preparação científica específica. Quem quisesse seguir a carreira de professor, inscrevia-se no ano pedagógico, com o necessário estágio. Penso que um licenciado em antropologia pode ser um melhor professor de história do que um lic. em história, como em tudo, são características pessoais e humanos, entre outras técnicas que se aprendem, que pode transformar um jovem licenciado, num bom professor. Assim, a nota das “pedagógicas” juntamente com a nota do curso, faria a sua classificação nas tabelas e subia também em função da formação extra-curricular (relevante) obtida.
Em tudo o resto, concordo. Aliás, em relação ao financiamento através do número de “cabeças”, tem os dias contados. Penso que o governo quer introduzir alterações à lei de financiamento do ensino superior. É tão grave isto, como o financiamento das autarquias através de impostos e taxas sobre imóveis...
Já agora, não se expandem as vagas para áreas deficitárias como a medicina (com o inconveniente de termos que importar médicos de Espanha), mas noutras (como as áreas de ensino) proliferam... e depois dizem que não há empregos.
Já agora, uma sugestão aos professores: existem mercados alternativos, existem oportunidades de negócio na área das explicações e do acompanhamento de alunos, parece-me uma entrevista de uma médica de um dos sindicatos mais à esquerda que dizia que a “privatização” dos hospitais era má para estes profissionais, porque ficavam sujeitos a contratos individuais de trabalho (?!?!!?)... sobre este tema, o jaquinzinho tem aqui uma entrada filosofal... de mestre!
...
Um bom Jornal, versão Web
Fiquei a saber por exemplo isto...
Gostei deste poste aqui no Alcagoita. Apenas um reparo; penso que o cidadão deve ser livre de procurar formação por questões ligadas ao seu desenvolvimento cultural. Os cursos de história, línguas, antropologia, etc. desempenham também essa função. Não devem desaparecer apenas porque não têm saída, embora concorde que podem ser limitados.
Considerarem-se professores apenas porque têm um curso com uma variante de ensino é redutor. Um licenciado em economia não é economista, assim como um lic. em filosofia não é filósofo ou um lic. em direito não é advogado, e por aí fora.
Penso que para poderem dar aulas, os licenciados, de qualquer área, deveriam ter um ano de técnicas pedagógicas, dicção, apresentação de aulas, e outras técnicas que permitissem desempenhar com qualidade as suas funções. Os cursos (mesmo os chamados de ensino) teriam apenas a preparação científica específica. Quem quisesse seguir a carreira de professor, inscrevia-se no ano pedagógico, com o necessário estágio. Penso que um licenciado em antropologia pode ser um melhor professor de história do que um lic. em história, como em tudo, são características pessoais e humanos, entre outras técnicas que se aprendem, que pode transformar um jovem licenciado, num bom professor. Assim, a nota das “pedagógicas” juntamente com a nota do curso, faria a sua classificação nas tabelas e subia também em função da formação extra-curricular (relevante) obtida.
Em tudo o resto, concordo. Aliás, em relação ao financiamento através do número de “cabeças”, tem os dias contados. Penso que o governo quer introduzir alterações à lei de financiamento do ensino superior. É tão grave isto, como o financiamento das autarquias através de impostos e taxas sobre imóveis...
Já agora, não se expandem as vagas para áreas deficitárias como a medicina (com o inconveniente de termos que importar médicos de Espanha), mas noutras (como as áreas de ensino) proliferam... e depois dizem que não há empregos.
Já agora, uma sugestão aos professores: existem mercados alternativos, existem oportunidades de negócio na área das explicações e do acompanhamento de alunos, parece-me uma entrevista de uma médica de um dos sindicatos mais à esquerda que dizia que a “privatização” dos hospitais era má para estes profissionais, porque ficavam sujeitos a contratos individuais de trabalho (?!?!!?)... sobre este tema, o jaquinzinho tem aqui uma entrada filosofal... de mestre!
...
Um bom Jornal, versão Web
Fiquei a saber por exemplo isto...
SM, do Algarveglobal, deixou um comentário que, pelas diferenças na sua “visão” público-administrativa coloco aqui. O objectivo é estimular de forma mais aberta o debate deste assunto, até porque penso ser uma das áreas em que se deve “mexer” a bem da democracia que está estagnada e decadente (no sentido da sua evolução, não partilho da opinião de que esteja a regredir...) e por isso um bom assunto para blogar.
SM:
“ "Falo naturalmente das regiões, não da regionalização, mas no aprofundar do método de coincidir com as (ex-) Comissões de Coordenação Regionais, todo o restante esforço público, nomeadamente administrações desconcentradas, Regiões de Turismo entre outros."
... falas em concentrar regionalmente... falas em criar o "mega-governo regional... mas não falas em democratizar a região... não falas em eleger esse "mega-governo"... uma das principais lacunas da gestão regional é a falta de democracia que lhe sirva de estimulo...
" Defendo que a Assembleia Municipal (AM) deve ser eleita, dali saindo, com a anuência da estrutura partidária que suportou o candidato, o Presidente da Câmara, que nomearia os seus vereadores. A oposição não tinha vereadores, embora o reforço das competências de fiscalização por parte da AM tivessem que ser revistas."
... os modelos não necessáriamente universais... porque deverá aplicar-se o modelo AR/Governo às Câmaras? as Câmaras funcionam mal? é conhecida a história de que as Câmaras gastam melhor os dinheiros públicos do que o Governo Central, com o actual sistema camarário que em 300 e tal Câmaras e uma dezena de mandatos do 25 de Abril até hoje não fez nascer bloqueios dignos de nota... por outro lado, não podemos esquecer que os deputados municipais não o são a tempo inteiro como os da AR e como tal não podem ser os mesmos fiscais que são os da AR... a fiscalizão democrática das Câmaras é conseguida por vereadores da oposição que mesmo que não estejam a tempo inteiro estão lá, nas reuniões da Câmara, em contacto directo com a gestão e as decisões, coisa que os deputados municipais não estão... “
EU:
A democraticidade do “Mega Governo” regional que referes não é assim tão pertinente, pois tratam-se (ou devem, na minha opinião ser) lugares de confiança política... mas cada um tem o seu modelo.
Já em relação à forma de exercer (ou constituir) o poder municipal, penso que esta forma reduz os riscos de conflito no executivo, ou então as coligações minoritárias gerirem na prática a autarquia, ou, como acontece noutras, um dos vereadores ser mais importantes que os restantes, pois em caso de ser ele a desempatar... podemos ter que comer muito queijo Limiano...
Mas volto a referir, são modelos de construção do poder...
Quanto ao facto de um vereador fiscalizar melhor... se não tiver pelouro, também não aufere vencimento, pelo que não tem tempo para fiscalizar, não é Sérgio?
Já agora, eleger estes quadros técnico-políticos até pode ser legítimo, mas penso que será a longo prazo mais problemático criar uma linha de eleitos entre o municipal e o legislativo/ executivo. Defendo (pelo menos agora e até me demonstrarem que outra forma funciona melhor) por isso um reforço dos poderes (e orçamentos) dos executivos municipais, pois estes estão mais próximos das populações. O restante, enquanto máquina do estado, deverá estar hierarquicamente dependentes dos ministérios de tutela, a bem do funcionamento das instituições...
SM:
“ "Falo naturalmente das regiões, não da regionalização, mas no aprofundar do método de coincidir com as (ex-) Comissões de Coordenação Regionais, todo o restante esforço público, nomeadamente administrações desconcentradas, Regiões de Turismo entre outros."
... falas em concentrar regionalmente... falas em criar o "mega-governo regional... mas não falas em democratizar a região... não falas em eleger esse "mega-governo"... uma das principais lacunas da gestão regional é a falta de democracia que lhe sirva de estimulo...
" Defendo que a Assembleia Municipal (AM) deve ser eleita, dali saindo, com a anuência da estrutura partidária que suportou o candidato, o Presidente da Câmara, que nomearia os seus vereadores. A oposição não tinha vereadores, embora o reforço das competências de fiscalização por parte da AM tivessem que ser revistas."
... os modelos não necessáriamente universais... porque deverá aplicar-se o modelo AR/Governo às Câmaras? as Câmaras funcionam mal? é conhecida a história de que as Câmaras gastam melhor os dinheiros públicos do que o Governo Central, com o actual sistema camarário que em 300 e tal Câmaras e uma dezena de mandatos do 25 de Abril até hoje não fez nascer bloqueios dignos de nota... por outro lado, não podemos esquecer que os deputados municipais não o são a tempo inteiro como os da AR e como tal não podem ser os mesmos fiscais que são os da AR... a fiscalizão democrática das Câmaras é conseguida por vereadores da oposição que mesmo que não estejam a tempo inteiro estão lá, nas reuniões da Câmara, em contacto directo com a gestão e as decisões, coisa que os deputados municipais não estão... “
EU:
A democraticidade do “Mega Governo” regional que referes não é assim tão pertinente, pois tratam-se (ou devem, na minha opinião ser) lugares de confiança política... mas cada um tem o seu modelo.
Já em relação à forma de exercer (ou constituir) o poder municipal, penso que esta forma reduz os riscos de conflito no executivo, ou então as coligações minoritárias gerirem na prática a autarquia, ou, como acontece noutras, um dos vereadores ser mais importantes que os restantes, pois em caso de ser ele a desempatar... podemos ter que comer muito queijo Limiano...
Mas volto a referir, são modelos de construção do poder...
Quanto ao facto de um vereador fiscalizar melhor... se não tiver pelouro, também não aufere vencimento, pelo que não tem tempo para fiscalizar, não é Sérgio?
Já agora, eleger estes quadros técnico-políticos até pode ser legítimo, mas penso que será a longo prazo mais problemático criar uma linha de eleitos entre o municipal e o legislativo/ executivo. Defendo (pelo menos agora e até me demonstrarem que outra forma funciona melhor) por isso um reforço dos poderes (e orçamentos) dos executivos municipais, pois estes estão mais próximos das populações. O restante, enquanto máquina do estado, deverá estar hierarquicamente dependentes dos ministérios de tutela, a bem do funcionamento das instituições...
2003-09-07
Notícia da TVI
(aquilo que me lembro assim de cabeça):
Adulto de 30 anos indiciado por crime de sexo com adolescente... de 15 anos.
Amanhã estou a ver... Velho com mais de 60 anos indiciado pelo crime de sexo com jovem de 21... é pena mas um destes dias já não é possível olhar para duas crianças a brincar no parque, sem que quem passe olhe com reprovação. Crime é crime, mas nada de extremismos...
(aquilo que me lembro assim de cabeça):
Adulto de 30 anos indiciado por crime de sexo com adolescente... de 15 anos.
Amanhã estou a ver... Velho com mais de 60 anos indiciado pelo crime de sexo com jovem de 21... é pena mas um destes dias já não é possível olhar para duas crianças a brincar no parque, sem que quem passe olhe com reprovação. Crime é crime, mas nada de extremismos...
2003-09-05
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