Desde muito cedo que me fui envolvendo na minha comunidade, a vários níveis, desde o trabalho comunitário até à participação cívica e associativa...
Tenho por isso acompanhado a evolução deste território com um optimismo que me é natural, mas também com algumas reservas que resultam da minha própria experiência. Existe um extracto importante da sociedade que se preocupa e se interessa pelos assuntos de natureza política e económica, falta o espaço intelectual para isso.
Sabemos também que proliferaram inúmeras organizações associativas específicas, mas a região não tem, pelo menos não conheço, uma organização que se ocupe do debate de ideias e políticas para o desenvolvimento sustentado do Algarve, pelo menos de forma organizada e sem demasiado comprometimento partidário. Ainda que existam associações constituídas, mas sem voz.
Neste blogue quero assim reflectir sobre a organização que por agora vou chamar “CETA - Conselho Estratégico do Algarve”.
Imagino uma entidade sem espaço físico, sem recursos humanos próprios, apenas a vontade de debater, reflectir e propor às diversas organizações públicas e privadas projectos, ideias e reflexões. Vejo aqui técnicos especializados em diversas áreas a debater em conjunto com políticos, dirigentes, empresários, professores, entre outros, procurando sempre a participação pluralista e aberta, sem dogmas, sem entraves ideológicos e partidários, simplesmente o interesse de procurar um rumo, numa visão integrada.
Penso que a nossa região necessita de integrar os diversos modelos de desenvolvimento. Cada município tem um, a administração pública desconcentrada tem vários, destacando a RTA e a CCR (actual CCDR). Mas estes planos são estanques, não possuem ligações e sinergias uns com os outros, resultando em planeamentos redundantes ou contrários. Significa então que falta estratégia regional.
Chamem-me utópico, ou simplesmente sonhador!!!
2003-10-29
Ontem pediram-me para comprar duas torneiras com urgência. Até aqui parece-me uma acção simples. Devido a essa urgência, resolvi antecipar a minha hora de almoço para as 12H30, permitindo “apanhar” os estabelecimentos abertos e, em meia hora, resolver esta questão.
Por agora suspendo a minha “estória”.
O comércio está a atravessar uma crise ligada à transferência dos padrões de consumo. Hoje a oferta das grandes superfícies e das redes de médias superfícies especialistas, fizeram com que fosse afectada a facturação habitual do comércio tradicional. A solução??? Já vai...
Continuando a minha “estória”: Visitei 3 lojas e nenhuma delas estava aberta, assim, fui almoçar e acabei por não conseguir resolver a compra.
O “moral” desta minha aventura de hoje é simples. Uma das formas de captar clientes pode ser verificar o horário que estes preferem, para além de adequar o sortido e as marcas ao gosto (ou às necessidades, se quiserem) dos consumidores.
Será que as superfícies estão abertos na hora de almoço por acaso. Não! Nada (mas mesmo nada) é feito ao acaso nestes empresas. O comércio tradicional tem que mudar. Tem que ter visão, claro que custa dinheiro, ou pelo menos uma melhor planificação dos recursos humanos, quando possível (e neste meu caso, era possível manter abertos na hora de almoço os estabelecimentos, ainda que com menos pessoas e em regime de turnos de almoço.
Acabei por optar pela compra estes produtos no comércio tradicional, por causa de um dos factores que pode permitir a estes negócios reassumirem a sua posição competitiva no mercado: a localização próxima dos centros de negócios e pessoas.
Assim, sai por volta das 18 e pouco e cheguei a um dos estabelecimentos. Fecha às 18H!??!?! Fui à segunda, igual... quando cheguei a última hipótese, uns minutos antes das 19H, tinha acabado de fechar, antes da hora... assim, não há quem aguente.
Penso que existe espaço para a grande superfície e para o pequeno comércio, desde que este último saiba fazer a leitura do mercado, leia-se das necessidades dos consumidores, saiba dar conselhos, apoia-los no pós-venda, estar disponível, em resumo, “oferecer” serviço ao cliente. Esta mais valia pode fazer com que ele recorra aqui nas compras mais complicadas, com maior envolvimento (logo de maior valor). Estar atendo ao mercado, saber aprender e saber comunicar, eis as minhas dicas para o comerciante do novo século, que se transformem em empreendedores: deixem de “vender” simplesmente os produtos, em vez disso, satisfaçam as necessidades dos clientes e forneçam-lhes uma mais-valia adequada...
Por agora suspendo a minha “estória”.
O comércio está a atravessar uma crise ligada à transferência dos padrões de consumo. Hoje a oferta das grandes superfícies e das redes de médias superfícies especialistas, fizeram com que fosse afectada a facturação habitual do comércio tradicional. A solução??? Já vai...
Continuando a minha “estória”: Visitei 3 lojas e nenhuma delas estava aberta, assim, fui almoçar e acabei por não conseguir resolver a compra.
O “moral” desta minha aventura de hoje é simples. Uma das formas de captar clientes pode ser verificar o horário que estes preferem, para além de adequar o sortido e as marcas ao gosto (ou às necessidades, se quiserem) dos consumidores.
Será que as superfícies estão abertos na hora de almoço por acaso. Não! Nada (mas mesmo nada) é feito ao acaso nestes empresas. O comércio tradicional tem que mudar. Tem que ter visão, claro que custa dinheiro, ou pelo menos uma melhor planificação dos recursos humanos, quando possível (e neste meu caso, era possível manter abertos na hora de almoço os estabelecimentos, ainda que com menos pessoas e em regime de turnos de almoço.
Acabei por optar pela compra estes produtos no comércio tradicional, por causa de um dos factores que pode permitir a estes negócios reassumirem a sua posição competitiva no mercado: a localização próxima dos centros de negócios e pessoas.
Assim, sai por volta das 18 e pouco e cheguei a um dos estabelecimentos. Fecha às 18H!??!?! Fui à segunda, igual... quando cheguei a última hipótese, uns minutos antes das 19H, tinha acabado de fechar, antes da hora... assim, não há quem aguente.
Penso que existe espaço para a grande superfície e para o pequeno comércio, desde que este último saiba fazer a leitura do mercado, leia-se das necessidades dos consumidores, saiba dar conselhos, apoia-los no pós-venda, estar disponível, em resumo, “oferecer” serviço ao cliente. Esta mais valia pode fazer com que ele recorra aqui nas compras mais complicadas, com maior envolvimento (logo de maior valor). Estar atendo ao mercado, saber aprender e saber comunicar, eis as minhas dicas para o comerciante do novo século, que se transformem em empreendedores: deixem de “vender” simplesmente os produtos, em vez disso, satisfaçam as necessidades dos clientes e forneçam-lhes uma mais-valia adequada...
2003-10-28
Esta recebi hoje:
Citações célebres
No meio do trânsito, estão, lado a lado, um Mercedes com uma madame finíssima e um Fiat Uno bem velhinho, onde vai o Zé dos bigodes. O Zé grita, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito ... até que, a fina madame baixa o vidro e diz-lhe:
- Oh meu senhor, "A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!", Shakespeare, em "Macbeth".
O tipo do Uno não se intimida e revida:
- "Tou-me cagando pra essa merda!", Ferro Rodrigues, em "Processo da Casa Pia".
Citações célebres
No meio do trânsito, estão, lado a lado, um Mercedes com uma madame finíssima e um Fiat Uno bem velhinho, onde vai o Zé dos bigodes. O Zé grita, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito ... até que, a fina madame baixa o vidro e diz-lhe:
- Oh meu senhor, "A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!", Shakespeare, em "Macbeth".
O tipo do Uno não se intimida e revida:
- "Tou-me cagando pra essa merda!", Ferro Rodrigues, em "Processo da Casa Pia".
2003-10-27
Os estádios estão a ser inaugurados! Vaiaram o nosso primeiro! Come-se presuntos! Gastam-se milhões! E afinal, quem é que paga a factura... serão os adeptos, os sócios, os clubes... não. Somos todos nós!!! E pelos vistos, a avaliar pelos ordenados e transferências dos jogadores, a actividade é rentável. Que o diga a Olivedesportos os jogadores, treinadores, agentes e as restantes pessoas (individuais ou colectivas) que vivem disto... Só mesmo os clubes perdem dinheiro!
Ora bem...
Ora bem...
Hoje um carro da GNR passava a cerca de 70 km/h numa rotunda, virando à esquerda, sem sinalizar, sem fazer outra vez pisca para sair da rotunda, passando em zigue-zague pelas faixas... como não levava as luzes intermitentes acesas, era o fim da hora do almoço e foi sempre à minha frente até ao quartel, deduzi que não era prioritário... este é o exemplo! Para não seguir!!
2003-10-25
Estou a acabar um artigo para o Região Sul, está um tempo mau, chove e o meu cão não me larga, pois quer "ir lá fora"... eu, que até gosto de uma chuva de vez em quanto, estou a pensar que hoje pouco dá para fazer... para além de colocar a leitura em dia... bom dia Outono!!!
2003-10-24
Por vezes o problema não está na forma como resolvermos os problemas. Está na forma como os encaramos. As opiniões seguem este padrão.
Já reflecti muito sobre vários assuntos, dando a minha opinião. Muitos discordam, outros concordam, mas o que importa realmente é que eu acredito no que digo.
Assim, podem ver este comentário que colocaram aqui, seguido da minha resposta simples. Nem sempre apresento argumentos. Porquê? Porque expresso a minha opinião da forma que entendo, esta liberdade é minha, assim como a dele escrever o que lhe apetece, embora eu tolere a sua falta de respeito...
Já reflecti muito sobre vários assuntos, dando a minha opinião. Muitos discordam, outros concordam, mas o que importa realmente é que eu acredito no que digo.
Assim, podem ver este comentário que colocaram aqui, seguido da minha resposta simples. Nem sempre apresento argumentos. Porquê? Porque expresso a minha opinião da forma que entendo, esta liberdade é minha, assim como a dele escrever o que lhe apetece, embora eu tolere a sua falta de respeito...
2003-10-22
Hoje houve greve contra as propinas na U.Alg, a adesão foi total!!! Por acaso foi o dia do desfile de recepção aos caloiros... não havendo aulas, desde sempre!?!!?
Parece aquelas greves dos CTT marcadas para a sexta-feira ou numa ponte... tão conveniente!
Já agora, passei por lá de noite e as aulas corriam normalmente, como se nada fosse. Não sei se é a idade ou a responsabilidade destes alunos, ou se pelo facto do desfile já ter acontecido!!!
É curioso, não!
Parece aquelas greves dos CTT marcadas para a sexta-feira ou numa ponte... tão conveniente!
Já agora, passei por lá de noite e as aulas corriam normalmente, como se nada fosse. Não sei se é a idade ou a responsabilidade destes alunos, ou se pelo facto do desfile já ter acontecido!!!
É curioso, não!
2003-10-20
2003-10-17
A natureza é algo maravilhoso. Não acredito no milagre de Fátima. Por falar nisso, nem em Cristo ou Deus. Menos ainda na Igreja. Mas acredito na natureza. Ela ensina-nos algo de essencial. Basta observar-la. Há apenas uma semana, um pedaço de terra que piso todos os dias estava árido desde Julho. Dois dias de chuva bastou para aparecer vida, que esteve latente esse tempo, há espera das condições ideias. Este é o meu Deus. Este é o meu “milagre”, todos os anos me espanta.
Por falar nisto, considero-me Católico “praticante” (?!??!!). Por acaso não acredito nos “não praticantes”, pois a prática não deve ser confundida com ir à missa, mas a de seguir os princípios do Catolicismo. Para mim, ir ou não à Igreja nada significa. É um espaço fechado, com um pé direito alto, que reúne santos, imagens, uma cruz, entre outras coisas, como os bancos corridos e a sensação de ver ao nosso lado aquela pessoa que sabemos corrupto, ou que fala mal da vizinha ou simplesmente sobrevivente neste mundo banal. É também a representação da última ceia, é o palco do perdão, da purga e por vezes das vaidades, do ouro à vista, da roupa bonita. É o parecer antes do ser. Estou, claro, a generalizar.
Ser Católico é ser fiel aos princípios da liberdade, da ajuda, da participação construtiva na sociedade (ou pelo menos na comunidade).
Procuro ser tudo isto, na medida do possível, pois não sou perfeito (muito longe disso)... e tudo sem acreditar em Deus, nem um bocadinho... Tudo isto sem ter a menor fé.
Por falar nisto, considero-me Católico “praticante” (?!??!!). Por acaso não acredito nos “não praticantes”, pois a prática não deve ser confundida com ir à missa, mas a de seguir os princípios do Catolicismo. Para mim, ir ou não à Igreja nada significa. É um espaço fechado, com um pé direito alto, que reúne santos, imagens, uma cruz, entre outras coisas, como os bancos corridos e a sensação de ver ao nosso lado aquela pessoa que sabemos corrupto, ou que fala mal da vizinha ou simplesmente sobrevivente neste mundo banal. É também a representação da última ceia, é o palco do perdão, da purga e por vezes das vaidades, do ouro à vista, da roupa bonita. É o parecer antes do ser. Estou, claro, a generalizar.
Ser Católico é ser fiel aos princípios da liberdade, da ajuda, da participação construtiva na sociedade (ou pelo menos na comunidade).
Procuro ser tudo isto, na medida do possível, pois não sou perfeito (muito longe disso)... e tudo sem acreditar em Deus, nem um bocadinho... Tudo isto sem ter a menor fé.
2003-10-16
2003-10-15
Um comentário é a exteriorização de algo pessoal, que resulta da experiência de vida, do processo de aprendizagem, dos valores, das influências, dos modelos, em resumo, dos impactes do meio.
Por isso é tão difícil ter aquela objectividade cortante.
Em política, ou pelo menos nos comentários com um fundo político, ou de economia política, prevalecem as orientações ideológicas do comentador. Na blogosfera é igual.
No processo de construção da democracia, na acção política, especialmente em oposição, agravando-se os que se situam na que chamo oposição permanente, têm o condão de expressar as posições em regime de ideologia desenfreada.
Já os partidos que formam governo têm necessariamente uma postura diferente (o que não significa que quando fora dele não sejam demagógicos).
Actualmente, existe um “bloco” da esquerda, mais intelectual, que constrói uma postura demagógica, influenciada essencialmente pela pouca hipótese de governar e por estarem inseridos na “burguesia” que abominam. Estes desempenham, no entanto, quando tomado em doses moderadas, um papel importante no equilíbrio partidário. Não são naturalmente permeáveis a influências, não pelas suas qualidades, mas como resultado do seu insignificante poder, depois são desbocados e gostam de tocar na ferida. Bem hajam por isso. Depois temos aquela esquerda estalinista, que ainda toma posições ignóbeis em democracia, não escondendo sempre a sua postura dogmática, mesmo depois das suas referência terem caído, todas, ficando apenas alguns déspotas em idade de reforma e uma mega potência, que entrou definitivamente na experiência do capitalismo. Ainda assim, têm o seu espaço, influenciam decisões e sobretudo têm poder, resultante da organização celular e subterrânea, que nunca chegou verdadeiramente a ser desactivada. Não quero falar aqui dos sindicatos.
Na construção das posições (esta é a minha postura), para além das influências que todos temos, que nos acompanham sempre, devemos ter consciência das outras formas de encarar o problema. E é aqui que as coisas falham. Não é falta de visão. O problema é que deixamos toldar a vista com as “nossas” razões. É necessário ir mais além. É fundamental recolher um conjunto de influências, para construir a nossa visão. Pessoalmente, penso que dos pensadores mais à esquerda, até aos piores fascistas, encontramos certamente ideias fundamentais e conceitos correctos. Não são as acções e a concretização das teorias que desvirtuam a fundamentação teórica. Assim, já não havia comunistas. Não são por isso, na sua maioria (ou quero acreditar que não) ditadores, que do povo apenas têm as frases de regime. Certo?
Por isso aconselho que a esquerda leia os intelectuais da direita e vice versa. Vão ver que ficam confundidos com algumas teorias, que julgavam suas. Mas fundamentalmente, que se mostrem abertos à evolução. Este é o problema principal dos radicais (seja de que lado for).
Este escorrimento não termina aqui. Tenho pena que a participação política do indivíduo “colective” a sua maneira de pensar. Eu, por exemplo, embora tenha a minha identidade política bem definida (e não estou a falar em partidos) estou convencido que fui buscar quem sou hoje aos dois lados da linha. Definitivamente. Embora identificado com os conceitos do partido que escolhi para participar, não significa que diga amém a tudo. Nada disso. Posso não falar em público sobre as discordâncias, mas definitivamente não as assumo como dogmas e defendo com “unhas e dentes”.
Os partidos são chapéus, podemos não conseguir escolher o que nos ficar mais à medida, mas certamente escolhemos o modelo que mais gostamos. [Ou então mandamos fazer um, como o Dr. Monteiro, mas depois temos o problema de não conseguimos sair à rua com ele]...
Por isso é tão difícil ter aquela objectividade cortante.
Em política, ou pelo menos nos comentários com um fundo político, ou de economia política, prevalecem as orientações ideológicas do comentador. Na blogosfera é igual.
No processo de construção da democracia, na acção política, especialmente em oposição, agravando-se os que se situam na que chamo oposição permanente, têm o condão de expressar as posições em regime de ideologia desenfreada.
Já os partidos que formam governo têm necessariamente uma postura diferente (o que não significa que quando fora dele não sejam demagógicos).
Actualmente, existe um “bloco” da esquerda, mais intelectual, que constrói uma postura demagógica, influenciada essencialmente pela pouca hipótese de governar e por estarem inseridos na “burguesia” que abominam. Estes desempenham, no entanto, quando tomado em doses moderadas, um papel importante no equilíbrio partidário. Não são naturalmente permeáveis a influências, não pelas suas qualidades, mas como resultado do seu insignificante poder, depois são desbocados e gostam de tocar na ferida. Bem hajam por isso. Depois temos aquela esquerda estalinista, que ainda toma posições ignóbeis em democracia, não escondendo sempre a sua postura dogmática, mesmo depois das suas referência terem caído, todas, ficando apenas alguns déspotas em idade de reforma e uma mega potência, que entrou definitivamente na experiência do capitalismo. Ainda assim, têm o seu espaço, influenciam decisões e sobretudo têm poder, resultante da organização celular e subterrânea, que nunca chegou verdadeiramente a ser desactivada. Não quero falar aqui dos sindicatos.
Na construção das posições (esta é a minha postura), para além das influências que todos temos, que nos acompanham sempre, devemos ter consciência das outras formas de encarar o problema. E é aqui que as coisas falham. Não é falta de visão. O problema é que deixamos toldar a vista com as “nossas” razões. É necessário ir mais além. É fundamental recolher um conjunto de influências, para construir a nossa visão. Pessoalmente, penso que dos pensadores mais à esquerda, até aos piores fascistas, encontramos certamente ideias fundamentais e conceitos correctos. Não são as acções e a concretização das teorias que desvirtuam a fundamentação teórica. Assim, já não havia comunistas. Não são por isso, na sua maioria (ou quero acreditar que não) ditadores, que do povo apenas têm as frases de regime. Certo?
Por isso aconselho que a esquerda leia os intelectuais da direita e vice versa. Vão ver que ficam confundidos com algumas teorias, que julgavam suas. Mas fundamentalmente, que se mostrem abertos à evolução. Este é o problema principal dos radicais (seja de que lado for).
Este escorrimento não termina aqui. Tenho pena que a participação política do indivíduo “colective” a sua maneira de pensar. Eu, por exemplo, embora tenha a minha identidade política bem definida (e não estou a falar em partidos) estou convencido que fui buscar quem sou hoje aos dois lados da linha. Definitivamente. Embora identificado com os conceitos do partido que escolhi para participar, não significa que diga amém a tudo. Nada disso. Posso não falar em público sobre as discordâncias, mas definitivamente não as assumo como dogmas e defendo com “unhas e dentes”.
Os partidos são chapéus, podemos não conseguir escolher o que nos ficar mais à medida, mas certamente escolhemos o modelo que mais gostamos. [Ou então mandamos fazer um, como o Dr. Monteiro, mas depois temos o problema de não conseguimos sair à rua com ele]...
Alguns estudantes do ensino superior propuseram a criação de um partido. Eu lanço-lhes um desafio. Reunam essa energia e participem num que já exista. Tomem-no de “assalto”, com estratégia. Ganhem uma Concelhia, depois a Distrital, mais tarde colocam alguns membros na Nacional. Uns anos depois já participam no processo de decisão, já elegeram uns deputados, têm uns membros no Governo. O único problema é que até lá acabaram os cursos, transformaram-se em contribuintes activos e vão perguntar a razão porque as propinas são tão baixas... esta é a realidade, digam-me daqui a uns anos se tenho ou não razão!
Ontem nas notícias, penso que da TVI, fizeram uma reportagem sobre a abertura de um grande Centro Comercial nos Açores, com capital SONAE e de um grupo local.
Referiram depois, a propósito dos novos cinemas que abriram naquele espaço, que um dos velhos cinemas locais fechou, alegando que não podia concorrer com os novos. Que haviam fechado por causa da concorrência
O QUÊ!??!!?
Porque será que a culpa é sempre dos outros. Se eles tivessem investido no seu negócio, satisfazendo as necessidades dos seus clientes, não tinham falido. Embora os resultados a curto prazo certamente diminuíssem. Este é o problema da nossa economia, não se investe, não se actualiza, depois, com a entrada de concorrência, que entra depois de estudar o mercado, chora-se e coloca-se as culpas em todos, menos naqueles que são responsáveis. Eles próprios.
Que país!?!?!
Referiram depois, a propósito dos novos cinemas que abriram naquele espaço, que um dos velhos cinemas locais fechou, alegando que não podia concorrer com os novos. Que haviam fechado por causa da concorrência
O QUÊ!??!!?
Porque será que a culpa é sempre dos outros. Se eles tivessem investido no seu negócio, satisfazendo as necessidades dos seus clientes, não tinham falido. Embora os resultados a curto prazo certamente diminuíssem. Este é o problema da nossa economia, não se investe, não se actualiza, depois, com a entrada de concorrência, que entra depois de estudar o mercado, chora-se e coloca-se as culpas em todos, menos naqueles que são responsáveis. Eles próprios.
Que país!?!?!
2003-10-14
2003-10-13
O Sérgio fez aqui em baixo um comentário pertinente. Achei por bem comentar. Acho que as grandes empresas que o IPE ainda detém deveriam ser colocadas em mãos privadas, gradualmente, até para que não desvalorizem.
No entanto considero que a rede de distribuição dos CTT deve acompanhar os tempos, desempenhando todavia a sua função, que não é social. É económica. Por isso, se querem reduzir a “rede comercial”, que é uma prerrogativa da sua administração, devem negociar agentes que assegurem este serviço em todo o país, se não é rentável para ter um posto, basta negociar com a mercearia da D. Maria, ela certamente fica contente por ter mais uma referências e mais uma fonte de receitas no seu estabelecimento, ou então o Sr. Manuel dos jornais... a solução é pensar um pouco, gerir é acima de tudo procurar maximizar os proveitos, minimizar os custos e, acima de tudo, e felizmente cada vez mais, satisfazer os clientes.
No entanto considero que a rede de distribuição dos CTT deve acompanhar os tempos, desempenhando todavia a sua função, que não é social. É económica. Por isso, se querem reduzir a “rede comercial”, que é uma prerrogativa da sua administração, devem negociar agentes que assegurem este serviço em todo o país, se não é rentável para ter um posto, basta negociar com a mercearia da D. Maria, ela certamente fica contente por ter mais uma referências e mais uma fonte de receitas no seu estabelecimento, ou então o Sr. Manuel dos jornais... a solução é pensar um pouco, gerir é acima de tudo procurar maximizar os proveitos, minimizar os custos e, acima de tudo, e felizmente cada vez mais, satisfazer os clientes.
Um dia...
Um dia gostava de não ter que escrever. Sim, escrever pode parecer algo intelectual e estimulante. Nada disso. Escrever é não poder fazer.
A necessidade que algumas pessoas têm de escrever (incluo-me aqui) está directamente relacionado com o vontade de mudar, melhorar, chatear, resmungar, reflectir, influenciar, criticar, negativamente ou positivamente, ou seja, pela critica depreciativa pura, ou pela mais construtiva. Entre estas, existe uma panóplia de estirpes...
Efectivamente a oportunidade de escrever não está ao virar da esquina, não basta querer. A democracia e a tecnologia (mais a segunda que a primeira) tornou todavia mais fácil o acesso aos meios de comunicação, seja na perspectiva de impactado, seja na de impactador.
Aqui neste nosso “meio”, blogar implica na maioria das vezes ler. Somos lidos e lemos. Esta particularidade torna a circulação de informação impressionante. Torna o diálogo “amonologado” uma nova realidade. Pessoalmente gosto das conversas e referenciações feitas por aqui, gosto das “bocas”, dos toques e, algumas vezes, das discussões.
Escrever é hoje natural. Cada vez mais. Embora cada vez menos se tenha o prazer de sentir a tinta permanente escorrer pela pena da caneta abaixo, impregnando o papel, deixando um suave ruído na sua passagem, dependendo da rugosidade da folha e um cheiro característico, para além de um ou outro borrão nos dedos. Ou então aquele barulho das letras a serem marteladas no papel, em sintonia com os nossos dedos onde um erro implicava rescrever tudo. Isso faz parte da história, do passado. Hoje escrever pode significar não fazer qualquer barulho, apenas produzir bits de informação, armazenada num disco, impessoal e frio.
Vivo então nesta dicotomia entre o produtivo e o emotivo, entre o racional e o romântico, entre o imediato e o eterno, entre o permanente e o etéreo.
Mas, nem a minha caneta, nem a minha velha máquina de escrever acedem à Internet.
Um dia gostava de não ter que escrever. Sim, escrever pode parecer algo intelectual e estimulante. Nada disso. Escrever é não poder fazer.
A necessidade que algumas pessoas têm de escrever (incluo-me aqui) está directamente relacionado com o vontade de mudar, melhorar, chatear, resmungar, reflectir, influenciar, criticar, negativamente ou positivamente, ou seja, pela critica depreciativa pura, ou pela mais construtiva. Entre estas, existe uma panóplia de estirpes...
Efectivamente a oportunidade de escrever não está ao virar da esquina, não basta querer. A democracia e a tecnologia (mais a segunda que a primeira) tornou todavia mais fácil o acesso aos meios de comunicação, seja na perspectiva de impactado, seja na de impactador.
Aqui neste nosso “meio”, blogar implica na maioria das vezes ler. Somos lidos e lemos. Esta particularidade torna a circulação de informação impressionante. Torna o diálogo “amonologado” uma nova realidade. Pessoalmente gosto das conversas e referenciações feitas por aqui, gosto das “bocas”, dos toques e, algumas vezes, das discussões.
Escrever é hoje natural. Cada vez mais. Embora cada vez menos se tenha o prazer de sentir a tinta permanente escorrer pela pena da caneta abaixo, impregnando o papel, deixando um suave ruído na sua passagem, dependendo da rugosidade da folha e um cheiro característico, para além de um ou outro borrão nos dedos. Ou então aquele barulho das letras a serem marteladas no papel, em sintonia com os nossos dedos onde um erro implicava rescrever tudo. Isso faz parte da história, do passado. Hoje escrever pode significar não fazer qualquer barulho, apenas produzir bits de informação, armazenada num disco, impessoal e frio.
Vivo então nesta dicotomia entre o produtivo e o emotivo, entre o racional e o romântico, entre o imediato e o eterno, entre o permanente e o etéreo.
Mas, nem a minha caneta, nem a minha velha máquina de escrever acedem à Internet.
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