2003-11-13
O Fernando refere num Blogue de ontem o problema da avaliação dos funcionários públicos. Mas não é fácil irritar este grupo tão heterogéneo e grande (i.e. muitos votos). Sem querer simplificar a questão, mas o problema está, em primeiro lugar, na constituição. Depois é só alterar a legislação das carreiras. Porque é que um funcionário público não pode ser despedido (ou na prática isso é uma tarefa muito difícil)?
Pode-se seguir dois modelos (existem outros, claro):
1. Alterar a forma do concurso público, com provas nacionais e com avaliação exclusivamente quantitativa, sem entrevistas, provas escritas, nada... e já agora um número gerado aleatoriamente que substitua o nome e os dados do candidato! Em caso de empate técnico, a selecção seria feita por avaliação curricular, pelos seus pares. Retirava-se os políticos completamente na escolha dos recursos humanos do quadro.
Neste modelo teríamos uma administração pública completamente isenta, sem nomeações políticas (que não os assessores, adjuntos e chefes de gabinete, que, como acontece hoje, com uma mudança da liderança, também estes mudam). Os Directores Gerais, Regionais, Directores de Serviço, etc., eram escolhidos por concurso e sem entrevistas, apenas com o resultado das notas curriculares, anos de serviço, formação complementar...
Mantêm os direitos e regalias, mas a administração fica totalmente independente do poder político.
2. Os funcionários públicos perdem as regalias e são equiparados aos funcionários “privados”.
Aqui perdem os direitos, mas ganham uma dinâmica diferente, como a promoção por mérito. Trabalham mais, sobem mais. Pode-se comparar, para efeitos de exemplo, a mudança dos quadros bancários, da forma como trabalhavam na banca pública, para a forma mais racional da banca privada... é certo que com desajustes e outros problemas, como foi focado no Almariado.
Em qualquer destes pontos, a avaliação do desempenho é fundamental. Direi mesmo inevitável. Mas também penso que o poder político deve ficar afastado destas decisões. Porque caso contrário, o comprometimento pode existir.
Eu penso que entre os dois modelos. O primeiro garantia a continuidade dos projectos. Pode-se dar o exemplo os atrasos que se verificam de alguns meses sempre que se muda de poder executivo, seja no País, numa Autarquia ou mesmo numa Junta de Freguesia. A segunda evitava diferenças entre os trabalhadores de um país, uns ganham em média mais, com um tempo para reforma (por exemplo) mais baixo. Também se ganhava com a rotação. Muitos funcionários públicos mantêm-se na administração pública apenas por causa dos benefícios das carreiras. Perde-se por isso a rotação de pessoas, que com o benefício de terem passados por mais empresas, podiam trazer outro dinamismo e experiência.
Ainda assim é muito difícil mexer nesta legislação. São muitos os interesses (e interessados)...
Pode-se seguir dois modelos (existem outros, claro):
1. Alterar a forma do concurso público, com provas nacionais e com avaliação exclusivamente quantitativa, sem entrevistas, provas escritas, nada... e já agora um número gerado aleatoriamente que substitua o nome e os dados do candidato! Em caso de empate técnico, a selecção seria feita por avaliação curricular, pelos seus pares. Retirava-se os políticos completamente na escolha dos recursos humanos do quadro.
Neste modelo teríamos uma administração pública completamente isenta, sem nomeações políticas (que não os assessores, adjuntos e chefes de gabinete, que, como acontece hoje, com uma mudança da liderança, também estes mudam). Os Directores Gerais, Regionais, Directores de Serviço, etc., eram escolhidos por concurso e sem entrevistas, apenas com o resultado das notas curriculares, anos de serviço, formação complementar...
Mantêm os direitos e regalias, mas a administração fica totalmente independente do poder político.
2. Os funcionários públicos perdem as regalias e são equiparados aos funcionários “privados”.
Aqui perdem os direitos, mas ganham uma dinâmica diferente, como a promoção por mérito. Trabalham mais, sobem mais. Pode-se comparar, para efeitos de exemplo, a mudança dos quadros bancários, da forma como trabalhavam na banca pública, para a forma mais racional da banca privada... é certo que com desajustes e outros problemas, como foi focado no Almariado.
Em qualquer destes pontos, a avaliação do desempenho é fundamental. Direi mesmo inevitável. Mas também penso que o poder político deve ficar afastado destas decisões. Porque caso contrário, o comprometimento pode existir.
Eu penso que entre os dois modelos. O primeiro garantia a continuidade dos projectos. Pode-se dar o exemplo os atrasos que se verificam de alguns meses sempre que se muda de poder executivo, seja no País, numa Autarquia ou mesmo numa Junta de Freguesia. A segunda evitava diferenças entre os trabalhadores de um país, uns ganham em média mais, com um tempo para reforma (por exemplo) mais baixo. Também se ganhava com a rotação. Muitos funcionários públicos mantêm-se na administração pública apenas por causa dos benefícios das carreiras. Perde-se por isso a rotação de pessoas, que com o benefício de terem passados por mais empresas, podiam trazer outro dinamismo e experiência.
Ainda assim é muito difícil mexer nesta legislação. São muitos os interesses (e interessados)...
2003-11-12
O Fernando mostrou-se bastante indignado por algo que se passa na banca desde, pelo menos, há uma dezena de anos. Eu, que já trabalhei na banca (designadamente na CGD, Totta e BCP) sou obrigado a concordar com o que ele diz. Mais, sou obrigado a tecer também alguns comentários sobre os sindicatos deste sector. Por opção nunca fui sindicalizado. Não acredito nestas pessoas, que estão há 15, 20 ou 30 anos afastadas do trabalho, envergando as camisas dos sindicatos, mais como clubes, que com espírito de missão. Só aparecem nas agências quando as eleições obrigam. É lógico que a culpa passa pelas administrações, maioritariamente, mas os sindicatos podiam aqui desempenhar o seu papel, activamente, defendendo aqueles que na realidade pagam os seus ordenados, despesas e viagens. Mas isso levava-me muito longe, certamente que com uma bocas (até bem metidas) do Sérgio. Mas isto tem que chegar a um limite. Os níveis de stress, a taxa de divórcios e os suicídios nesta classe são disso um indicador preocupante...
Uma Fábrica de Sonho...
A Fábrica do Inglês é, de facto, uma das grandes empresas desta região e uma das suas principais salas de espectáculos. Primeiro pela audácia do investimento. Depois por conseguirem animar uma zona da região com tradicionais carências na oferta cultural e, finalmente, pela dinâmica que imprime e por terem assumido (e trabalhado para isso), desde a primeira hora, como uma atracção regional.
Conseguiram seduzir o Lá Féria e tiveram em cartaz o “Amália”. Este foi o ponto de viragem.
Mas a Fábrica do Inglês não ficou por aqui. Produziu um espectáculo de nível nacional: o “In Love”. Uma peça musical misturada com interlúdios de humor... não sou crítico, mas a minha opinião foi boa.
Agora (em notícia de primeira mão) preparam-se para apresentar esta peça no Tivoli. Invertendo a tendência habitual das peças descerem à “província”.
Boa sorte!
A Fábrica do Inglês é, de facto, uma das grandes empresas desta região e uma das suas principais salas de espectáculos. Primeiro pela audácia do investimento. Depois por conseguirem animar uma zona da região com tradicionais carências na oferta cultural e, finalmente, pela dinâmica que imprime e por terem assumido (e trabalhado para isso), desde a primeira hora, como uma atracção regional.
Conseguiram seduzir o Lá Féria e tiveram em cartaz o “Amália”. Este foi o ponto de viragem.
Mas a Fábrica do Inglês não ficou por aqui. Produziu um espectáculo de nível nacional: o “In Love”. Uma peça musical misturada com interlúdios de humor... não sou crítico, mas a minha opinião foi boa.
Agora (em notícia de primeira mão) preparam-se para apresentar esta peça no Tivoli. Invertendo a tendência habitual das peças descerem à “província”.
Boa sorte!
2003-11-11
2003-11-10
Propinas
Ouvia há pouco na rádio o Presidente da Associação Académica de Coimbra, depois de se verificarem (penso que) 4 queixas sobre si na PJ, por parte de docentes desta universidade, devido ao fecho da mesma, por lhes ter sido recusada a entrada aos seus postos de trabalho. A sua preocupação recaía no seu futuro como jurista, devido aos problemas que poderiam daí advir na sua admissão à Ordem.
Entendo os excessos cometidos. Mas quando se defende um princípio, é para sofrer também as consequências. Por isso, caso seja indiciado, julgado e caso seja considerado culpado, a culpa não recai nem no sistema, nem nos professores que fizeram as queixas, mas no acto em si... um estudante de direito deveria compreender os riscos associados a uma posição destas.
Mas o que considero grave é um grupo de estudantes, com uma formação já acima da média, faça protestos deste tipo. Anti-democráticos. Porque será que não convocam uma greve total? Porque sabem que não teriam uma aderência total... Assim, o mais fácil é colocar cadeados, obrigando os resultados. Onde está a democracia.
Ouvia há pouco na rádio o Presidente da Associação Académica de Coimbra, depois de se verificarem (penso que) 4 queixas sobre si na PJ, por parte de docentes desta universidade, devido ao fecho da mesma, por lhes ter sido recusada a entrada aos seus postos de trabalho. A sua preocupação recaía no seu futuro como jurista, devido aos problemas que poderiam daí advir na sua admissão à Ordem.
Entendo os excessos cometidos. Mas quando se defende um princípio, é para sofrer também as consequências. Por isso, caso seja indiciado, julgado e caso seja considerado culpado, a culpa não recai nem no sistema, nem nos professores que fizeram as queixas, mas no acto em si... um estudante de direito deveria compreender os riscos associados a uma posição destas.
Mas o que considero grave é um grupo de estudantes, com uma formação já acima da média, faça protestos deste tipo. Anti-democráticos. Porque será que não convocam uma greve total? Porque sabem que não teriam uma aderência total... Assim, o mais fácil é colocar cadeados, obrigando os resultados. Onde está a democracia.
Cozinhar, arte ou técnica...
Penso que cozinhar é uma arte com técnica. É uma forma de expressão cultural e espelha as tradições das várias culturas. A Gastronomia é simbiótica e é simbólica.
A Gastronomia raramente se ficou pelos seus locais de origem. Os povos, nas suas campanhas de conquistas de territórios ou cruzadas (muitas vezes com o mesmo propósito), deixaram, não raras vezes, uma marca indelével na culinária local e em troca, era também estes influenciados, levando para casa receitas dos povos que ocupavam, conquistavam ou evangelizavam.
Tenho um interesse pessoal pela Gastronomia, mas não me restrinjo a apreciar este prazer nos restaurantes. Gosto de cozinhar, especialmente para amigos. Normalmente, lá em casa, sou eu que cozinho as almoçaradas, que normalmente se estendem até ao fim da noite. Os doces e uma maravilhosa pasta de atum são feitos pela minha mulher, que se tem tornado especialista na doçaria, lá da casa.
Cozinhar para mim é muito mais que seguir uma receita. É alterar ingredientes, adaptar sabores e mexer nas texturas. Assim, criei, entre outros, dois pratos que gostava de partilhar convosco. O primeiro resulta de experiências com bacalhau e o segundo duma receita tradicional mediterrânea, que eu procurei não desvirtuar, dando-lhe apenas uma textura mais suave e apetitosa, se é que é possível.
Assim, ficam aqui as duas receitas: o “Bacalhau à Lami”; e os “Camarões em Cerveja”.
Dei o meu nome ao primeiro porque não me considero inferior ao “Zé do Pipo” ou ao “Gomes de Sá”... os camarões em cerveja, por é mesmo disso que se trata!
Façam estas receitas e depois digam qualquer coisa. Surpreendam as vossas esposas...
Bacalhau à Lami
Para 4 a 6 pessoas
Ingredientes :
3 a 4 postas bacalhau (previamente demolhado)
2 colheres de sopa de grãos de cravinho
2 colheres de sopa de grãos de pimenta (branca, preta e vermelha)
3 a 4 batatas grandes
2 a 3 cebolas médias
Pão duro, com 2 a três dias
5 dentes grandes de alho
Azeite (de 0,7 a 1 grau de acidez)
1 pacote de natas para culinária
Molho bechamel (cerca de 0,5 litros)
Ketchup
Mostarda
Limão
Pimenta preta e branca em pó ou moídas na hora
Limão
400g Queijo Mozzarella
200g de bacon (Nobre de preferência)
Cozer o bacalhau com cravinho e grãos de pimenta. Desfiar em lascas.
Cozer batatas (3 a 4 grandes) cortadas em rodelas finas.
Alourar em azeite ou margarina, 2 a 3 cebolas médias (deve ficar com uma aparência mole, tipo estudada).
Forra-se o fundo do tabuleiro com o pão, cortado em fatias grossas e estas em cubos de 3 cm2.
Coloca-se os alhos cortados em lascas finas, espalhados pelo pão. Rega-se o pão por inteiro com azeite q.b.
Espalhar as lascas de bacalhau pelo tabuleiro
Espalhar a cebola alourada por cima do bacalhau
Espalhar as rodelas de batata em cima da cebola
Molho:
1 pacote de natas
Molho bechamel
2 colheres de ketchup
2 colheres de mostarda
Temperar com pimenta preta e branca moída q.b. (ao gosto)
Umas pingas de limão (4 ou 5)
Colocar num copo e misturar com a varinha mágica
Deita-se por cima do tabuleiro por forma a ficar homogéneo sobre o preparado
Coloca-se por cima queijo Mozzarella (200 a 400 gramas)
Corta-se 100 a 200 gramas de bacon, previamente cortado em cubos pequenos e espalha-se por cima do queijo
Levar ao forno previamente aquecido (deve levar 10 minutos a aquecer) e deixar fundir o queijo e cozinhar o bacon (total de forno: 10 a 15 minutos)
Sugestão: Acompanhar com salada de alface, cebola, coentros e orégãos, com uma pitada de sal de Castro Marim (se for de Tavira, Olhão ou Faro também dá) e temperado com azeite e vinagre q.b.
Camarões em cerveja
Ingredientes:
Azeite
Alho (3 a 5 dentes de alho)
Uma cebola média (ou meia grande)
1kg de camarões
Pimenta preta e branca moída
2 pacotes de natas para culinária
1 mini de Sagres
Encher o fundo da frigideira com azeite (de 0,7 a 1 grau de acidez)
Dentes de alho q.b. (mínimo três dentes grandes ou equivalente, cortado às falhas muito pequenas)
Uma cebola média (ou meia grande) cortada em cubos pequenos
Juntar estes últimos ingredientes e colocar no lume até alourar e amolecer a cebola
Juntar 1 kg de Camarões cozidos (médios), temperar com pimenta preta e branca moída na hora e fritar levemente
No fim, ainda com o lume aceso, juntar dois 2 pacotes de natas para culinária, uma mini (Mini é Sagres!) e deixar envolver uns minutos (menos de 5).
Imprescindível: Muito pão fresco, de preferência caseiro e ainda a fumegar...
Penso que cozinhar é uma arte com técnica. É uma forma de expressão cultural e espelha as tradições das várias culturas. A Gastronomia é simbiótica e é simbólica.
A Gastronomia raramente se ficou pelos seus locais de origem. Os povos, nas suas campanhas de conquistas de territórios ou cruzadas (muitas vezes com o mesmo propósito), deixaram, não raras vezes, uma marca indelével na culinária local e em troca, era também estes influenciados, levando para casa receitas dos povos que ocupavam, conquistavam ou evangelizavam.
Tenho um interesse pessoal pela Gastronomia, mas não me restrinjo a apreciar este prazer nos restaurantes. Gosto de cozinhar, especialmente para amigos. Normalmente, lá em casa, sou eu que cozinho as almoçaradas, que normalmente se estendem até ao fim da noite. Os doces e uma maravilhosa pasta de atum são feitos pela minha mulher, que se tem tornado especialista na doçaria, lá da casa.
Cozinhar para mim é muito mais que seguir uma receita. É alterar ingredientes, adaptar sabores e mexer nas texturas. Assim, criei, entre outros, dois pratos que gostava de partilhar convosco. O primeiro resulta de experiências com bacalhau e o segundo duma receita tradicional mediterrânea, que eu procurei não desvirtuar, dando-lhe apenas uma textura mais suave e apetitosa, se é que é possível.
Assim, ficam aqui as duas receitas: o “Bacalhau à Lami”; e os “Camarões em Cerveja”.
Dei o meu nome ao primeiro porque não me considero inferior ao “Zé do Pipo” ou ao “Gomes de Sá”... os camarões em cerveja, por é mesmo disso que se trata!
Façam estas receitas e depois digam qualquer coisa. Surpreendam as vossas esposas...
Bacalhau à Lami
Para 4 a 6 pessoas
Ingredientes :
3 a 4 postas bacalhau (previamente demolhado)
2 colheres de sopa de grãos de cravinho
2 colheres de sopa de grãos de pimenta (branca, preta e vermelha)
3 a 4 batatas grandes
2 a 3 cebolas médias
Pão duro, com 2 a três dias
5 dentes grandes de alho
Azeite (de 0,7 a 1 grau de acidez)
1 pacote de natas para culinária
Molho bechamel (cerca de 0,5 litros)
Ketchup
Mostarda
Limão
Pimenta preta e branca em pó ou moídas na hora
Limão
400g Queijo Mozzarella
200g de bacon (Nobre de preferência)
Cozer o bacalhau com cravinho e grãos de pimenta. Desfiar em lascas.
Cozer batatas (3 a 4 grandes) cortadas em rodelas finas.
Alourar em azeite ou margarina, 2 a 3 cebolas médias (deve ficar com uma aparência mole, tipo estudada).
Forra-se o fundo do tabuleiro com o pão, cortado em fatias grossas e estas em cubos de 3 cm2.
Coloca-se os alhos cortados em lascas finas, espalhados pelo pão. Rega-se o pão por inteiro com azeite q.b.
Espalhar as lascas de bacalhau pelo tabuleiro
Espalhar a cebola alourada por cima do bacalhau
Espalhar as rodelas de batata em cima da cebola
Molho:
1 pacote de natas
Molho bechamel
2 colheres de ketchup
2 colheres de mostarda
Temperar com pimenta preta e branca moída q.b. (ao gosto)
Umas pingas de limão (4 ou 5)
Colocar num copo e misturar com a varinha mágica
Deita-se por cima do tabuleiro por forma a ficar homogéneo sobre o preparado
Coloca-se por cima queijo Mozzarella (200 a 400 gramas)
Corta-se 100 a 200 gramas de bacon, previamente cortado em cubos pequenos e espalha-se por cima do queijo
Levar ao forno previamente aquecido (deve levar 10 minutos a aquecer) e deixar fundir o queijo e cozinhar o bacon (total de forno: 10 a 15 minutos)
Sugestão: Acompanhar com salada de alface, cebola, coentros e orégãos, com uma pitada de sal de Castro Marim (se for de Tavira, Olhão ou Faro também dá) e temperado com azeite e vinagre q.b.
Camarões em cerveja
Ingredientes:
Azeite
Alho (3 a 5 dentes de alho)
Uma cebola média (ou meia grande)
1kg de camarões
Pimenta preta e branca moída
2 pacotes de natas para culinária
1 mini de Sagres
Encher o fundo da frigideira com azeite (de 0,7 a 1 grau de acidez)
Dentes de alho q.b. (mínimo três dentes grandes ou equivalente, cortado às falhas muito pequenas)
Uma cebola média (ou meia grande) cortada em cubos pequenos
Juntar estes últimos ingredientes e colocar no lume até alourar e amolecer a cebola
Juntar 1 kg de Camarões cozidos (médios), temperar com pimenta preta e branca moída na hora e fritar levemente
No fim, ainda com o lume aceso, juntar dois 2 pacotes de natas para culinária, uma mini (Mini é Sagres!) e deixar envolver uns minutos (menos de 5).
Imprescindível: Muito pão fresco, de preferência caseiro e ainda a fumegar...
Revisão de imprensa
Li recentemente numa revista, num artigo de opinião do "chefe operacional" de uma empresa, que este considerava que a nomeação de uma determinada pessoa, membro de um certo partido, para uma estrutura da administração pública desconcentrada, não estava de acordo com o equilíbrio de forças políticas da região. De facto, até pode ser assim. Mas as responsabilidades que advêm de um cargo executivo, não se coadunam com este tipo de críticas, especialmente porque o financiamento da actividade desta empresa tem sido quase que exclusivamente financiada por esta referida estrutura. E é só...
Li recentemente numa revista, num artigo de opinião do "chefe operacional" de uma empresa, que este considerava que a nomeação de uma determinada pessoa, membro de um certo partido, para uma estrutura da administração pública desconcentrada, não estava de acordo com o equilíbrio de forças políticas da região. De facto, até pode ser assim. Mas as responsabilidades que advêm de um cargo executivo, não se coadunam com este tipo de críticas, especialmente porque o financiamento da actividade desta empresa tem sido quase que exclusivamente financiada por esta referida estrutura. E é só...
É fundamental pensar
É imprescindível exercitar regularmente o raciocínio. Já não basta respirar e sobreviver. A sociedade contemporânea requer do indivíduo mais que o seu trabalho, pede o seu interesse, produtividade, crítica, proactividade e engenho.
Mais que “dizer” presente, é necessário “estar” presente...
É imprescindível exercitar regularmente o raciocínio. Já não basta respirar e sobreviver. A sociedade contemporânea requer do indivíduo mais que o seu trabalho, pede o seu interesse, produtividade, crítica, proactividade e engenho.
Mais que “dizer” presente, é necessário “estar” presente...
2003-11-09
A Ministra das Finanças foi à RTP1 e esteve como habitualmente. Uma Senhora. Aquela postura formal e formativa que lhe é habitual, não fugindo às questões mais complicadas e, essencialmente, falar com simplicidade, uma dose de humildade e um sentido de estado cada vez menos habitual nos nossos políticos. Este é o seu tributo.
Um dos exemplos é o sistema de portagens virtual, vulgo SCUTS. Como é possível tanta irresponsabilidade por parte de um governo, supostamente de esquerda. Num comentário que li no Almariado, escreveram que “Não herdamos a terra dos nossos pais, pedimos emprestada aos nossos filhos”... parece-me que o PS devia mandar imprimir uns cartazes e espalhar pelos gabinetes do Largo do Rato, pode ser que da próxima vez que forem governo (cruzes, canhoto) se lembrem disto. É que, pelos vistos, estes senhores empenharam Portugal com este “esquema” de portagens virtuais (entre outras políticas e projectos) a 30 anos... para poderem fazer despesa à vontade... com os custos desastrosos que se vê!!!
Para além do EURO, de obras públicas que duplicaram o custo orçamentado inicialmente (o edifício da Segurança Social do Algarve é um bom exemplo), etc, etc, etc... ainda bem que já temos Governo. Ainda bem que a Prof. Manuela Ferreira Leite assumiu esta complicada pasta.
Uma das respostas que achei mais interessantes foi quando assumiu que não se estava a sacrificar os portugueses para gerar “liquidez” para despesa pública em 2005... se isso for verdade (numa sociedade inteligente), Portugal teria governo para mais 4 anos, no mínimo...
Um dos exemplos é o sistema de portagens virtual, vulgo SCUTS. Como é possível tanta irresponsabilidade por parte de um governo, supostamente de esquerda. Num comentário que li no Almariado, escreveram que “Não herdamos a terra dos nossos pais, pedimos emprestada aos nossos filhos”... parece-me que o PS devia mandar imprimir uns cartazes e espalhar pelos gabinetes do Largo do Rato, pode ser que da próxima vez que forem governo (cruzes, canhoto) se lembrem disto. É que, pelos vistos, estes senhores empenharam Portugal com este “esquema” de portagens virtuais (entre outras políticas e projectos) a 30 anos... para poderem fazer despesa à vontade... com os custos desastrosos que se vê!!!
Para além do EURO, de obras públicas que duplicaram o custo orçamentado inicialmente (o edifício da Segurança Social do Algarve é um bom exemplo), etc, etc, etc... ainda bem que já temos Governo. Ainda bem que a Prof. Manuela Ferreira Leite assumiu esta complicada pasta.
Uma das respostas que achei mais interessantes foi quando assumiu que não se estava a sacrificar os portugueses para gerar “liquidez” para despesa pública em 2005... se isso for verdade (numa sociedade inteligente), Portugal teria governo para mais 4 anos, no mínimo...
2003-11-06
2003-11-05
Palácio de Belém – aluga-se casa em zona nobre da cidade; contrato de 5 anos, renovável...
Os analistas, comentadores, outros interessados e as comadres já começaram a debater e a fazer o jogo dos candidatáveis, ou pré candidatos, ou futuros candidatos, ou candidatos a candidatos, ou candidatos que não são candidatos, mas que vão acabar por se candidatar, ou candidatos que só são candidatos se outros candidatos, que não são ainda candidatos, não se candidatarem, ou os candidatos que nunca se vão candidatar... e por aí fora!
Eu, que consigo me distanciar das quezílias político-partidárias, pelo menos nesta eleição, estou bastante à vontade para dizer que seja qual for o candidato a vencer, tudo ficará igual...
Os analistas, comentadores, outros interessados e as comadres já começaram a debater e a fazer o jogo dos candidatáveis, ou pré candidatos, ou futuros candidatos, ou candidatos a candidatos, ou candidatos que não são candidatos, mas que vão acabar por se candidatar, ou candidatos que só são candidatos se outros candidatos, que não são ainda candidatos, não se candidatarem, ou os candidatos que nunca se vão candidatar... e por aí fora!
Eu, que consigo me distanciar das quezílias político-partidárias, pelo menos nesta eleição, estou bastante à vontade para dizer que seja qual for o candidato a vencer, tudo ficará igual...
Tenho o privilégio de observar quase todos os dias a Igreja do Carmo, em Faro. Trata-se de um monumento de arte religiosa muito interessante. Tem uma capela de ossos, tem uma fachada imponente e uns sinos que amiúde me vão lembrando as horas.
Tem também luzes verdes para iluminar as torres dos sinos (por dentro). Esta cor, que é utilizada por muitas das igrejas portuguesas, deveria ser substituídas pela cor amarela, que realça o próprio edifício. Devolvia-lhe a honra.
Foi só uma ideia...
Tem também luzes verdes para iluminar as torres dos sinos (por dentro). Esta cor, que é utilizada por muitas das igrejas portuguesas, deveria ser substituídas pela cor amarela, que realça o próprio edifício. Devolvia-lhe a honra.
Foi só uma ideia...
2003-11-04
Não tenho tido muito tempo para dedicar aos blogues. É pena. Deixei de ler um grupo importante de blogues, para apenas passar ao de leve pelos mais a sul, e nem todos.
Mas mesmo assim, penso que este meio está a ficar mais maduro. Ainda bem.
A notícia do dia:
"Durão Barroso anuncia taxa de IRC de 15% para pequenas empresas do interior
O primeiro-ministro, Durão Barroso, anunciou hoje que as pequenas empresas do interior vão ter uma taxa de IRC de 15%, tendo anunciado também o fim do imposto sucessório em 2004."
Os recursos são escassos. Existe muito por onde aplicar, mas a vontade está clara. Só falta que começem a pagar os impostos. (Como será que a oposição vai tratar esta notícia? Ignora-la? Se calhar é melhor... estiveram lá tanto tempo...)
Mas mesmo assim, penso que este meio está a ficar mais maduro. Ainda bem.
A notícia do dia:
"Durão Barroso anuncia taxa de IRC de 15% para pequenas empresas do interior
O primeiro-ministro, Durão Barroso, anunciou hoje que as pequenas empresas do interior vão ter uma taxa de IRC de 15%, tendo anunciado também o fim do imposto sucessório em 2004."
Os recursos são escassos. Existe muito por onde aplicar, mas a vontade está clara. Só falta que começem a pagar os impostos. (Como será que a oposição vai tratar esta notícia? Ignora-la? Se calhar é melhor... estiveram lá tanto tempo...)
2003-11-03
Porque será que depois de ser Presidente da República, um político (ou cidadão, se preferirem) não tem o direito de ser Ministro, Primeiro-ministro, ou vereador da Câmara Municipal de Vilar de Perdizes??? Será decadente? Será uma despromoção?
Tenho uma ideia fixa. Deveríamos aliciar os Secretários de Estado, Ministros e outras personalidades para, por exemplo, candidatarem-se às Presidências das Câmaras dos seus concelhos. Verificaríamos certamente um aumento da qualidade da gestão destes importantes motores de desenvolvimento. Tavira é um dos melhores exemplos que conheço.
Vivemos num mundo hierarquizado. Aceito. Pessoalmente, não aceito a política como uma carreira, trata-se de uma função passageira, uma missão que se toma e se assume. Li o que o meu amigo JNN escreveu e pus-me a reflectir sobre o fundo da questão. De facto Portugal é um país de tradições, a Presidência tem sido de facto a reforma de alguns (aqui apenas o Doutor Mário Soares aceitou uma comissãozinha nas bancadas do Parlamento Europeu... mas isso é outra “estória”). Está na altura de encarar a Presidência como uma Instituição decadente e muito pouco produtiva. Está na hora de assumir que, ou somos Presidencialistas, ou não. Por mim, acabava com ele (cargo)...
Como o Fernando escreveu, sou apologista da Monarquia. O que não signifique necessariamente que esteja na linha da frente para a sua defesa (ou campanha). Antes pelo contrário, mas faço sempre que posso (ou me deixam) campanha contra o facto de termos um Presidente, totalmente desnecessário, caro e sem espaço próprio. Já sobre a monarquia, deixo estes links, para melhor perceberem a minha posição.
http://notasoltas.blogspot.com/2003_07_01_notasoltas_archive.html#105848403411101759
http://notasoltas.blogspot.com/2003_07_01_notasoltas_archive.html#105831272108391842
Tenho uma ideia fixa. Deveríamos aliciar os Secretários de Estado, Ministros e outras personalidades para, por exemplo, candidatarem-se às Presidências das Câmaras dos seus concelhos. Verificaríamos certamente um aumento da qualidade da gestão destes importantes motores de desenvolvimento. Tavira é um dos melhores exemplos que conheço.
Vivemos num mundo hierarquizado. Aceito. Pessoalmente, não aceito a política como uma carreira, trata-se de uma função passageira, uma missão que se toma e se assume. Li o que o meu amigo JNN escreveu e pus-me a reflectir sobre o fundo da questão. De facto Portugal é um país de tradições, a Presidência tem sido de facto a reforma de alguns (aqui apenas o Doutor Mário Soares aceitou uma comissãozinha nas bancadas do Parlamento Europeu... mas isso é outra “estória”). Está na altura de encarar a Presidência como uma Instituição decadente e muito pouco produtiva. Está na hora de assumir que, ou somos Presidencialistas, ou não. Por mim, acabava com ele (cargo)...
Como o Fernando escreveu, sou apologista da Monarquia. O que não signifique necessariamente que esteja na linha da frente para a sua defesa (ou campanha). Antes pelo contrário, mas faço sempre que posso (ou me deixam) campanha contra o facto de termos um Presidente, totalmente desnecessário, caro e sem espaço próprio. Já sobre a monarquia, deixo estes links, para melhor perceberem a minha posição.
http://notasoltas.blogspot.com/2003_07_01_notasoltas_archive.html#105848403411101759
http://notasoltas.blogspot.com/2003_07_01_notasoltas_archive.html#105831272108391842
2003-11-01
Um vantagem de estar presente na blogosfera é poder falar com alguns amigos, que se não fosse assim, decerto ficaria muito tempo (tempo demais) sem o fazer... em especial um de Tavira e outro de Portimão, ultimamente um pouco mais Farense... as "lutas" que nos apresentaram já lá vão, mas que tal um café um destes dias... nem que seja para falar sobre os blogues!??!!? É pena não poder ser dia 7...
O “Parque das Cidades”... eu sei que já mudou de nome, mas este fica-lhe melhor, pois “cidades” é plural, ou seja, estende-se às restantes 14... mas isso é outro jogo...
O “Parque das Cidades” tem potencialidades para acolher um conjunto de serviços públicos e privados. Defendo que este centro desportivo e de congressos do Algarve sirva também para estabelecer sedes de associações, administração pública desconcentrada, agência de desenvolvimento regional, AMAL, empresas públicas, etc...
Parece-me que este espaço poderá ter vida permanente, se estas instituições (e os seus recursos humanos, clientes/ utentes, fornecedores...) “forem” para lá. O espaço existe, o ambiente também, então porque não?
Justifico esta minha opção pela conveniência. Não ficando no centro das cidades (Faro ou Loulé) desanuviava o trânsito urbano, mas principalmente permitia gerar sinergias e complementaridades. Poderia ser, por exemplo, uma opção para a ACRAL, sempre desanuviava a tensão.
Tem as acessibilidades adequadas.
No início deste projecto era contra. Depois, quando a região ficou sem equipa na primeira divisão... Hoje, considero este espaço como uma nova oportunidade para o planeamento de grandes eventos e para apostar na qualificação da região, e subsequente diversificação, em eventos e congressos internacionais, que geram uma receita considerável. Aqui pelo Algarve, com uma oferta a este nível, cruzando com a oferta turística complementar (neste caso) e animação, obtemos uma mais-valia importante. Importa saber, querer e apostar nisto.
É também um recurso para o planeamento do território. Permite por exemplo desenhar uma estratégia de promoção tecnológica. O Parque Tecnológico do Algarve, por exemplo, poderia ser integrado. Não necessariamente no mesmo local, mas beneficiando da sua influência territorial e da proximidade do MARF.
Também ao nível da investigação e encubação de empresas, parece-me que este Parque Tecnológico poderia desempenhar um papel importante ao serviço do desenvolvimento da região. Esta é outra sinergia que encontro no Parque das Cidades/ Parque Tecnológico.
Por fim, os custos de marketing associados seriam reduzidos ou melhor: optimizados!
Deixo este tema à discussão (para variar, não devo ter muitas respostas/ sugestões/ opiniões aqui em baixo na caixa de comentários, mas enfim...). Fica a sugestão...
O “Parque das Cidades” tem potencialidades para acolher um conjunto de serviços públicos e privados. Defendo que este centro desportivo e de congressos do Algarve sirva também para estabelecer sedes de associações, administração pública desconcentrada, agência de desenvolvimento regional, AMAL, empresas públicas, etc...
Parece-me que este espaço poderá ter vida permanente, se estas instituições (e os seus recursos humanos, clientes/ utentes, fornecedores...) “forem” para lá. O espaço existe, o ambiente também, então porque não?
Justifico esta minha opção pela conveniência. Não ficando no centro das cidades (Faro ou Loulé) desanuviava o trânsito urbano, mas principalmente permitia gerar sinergias e complementaridades. Poderia ser, por exemplo, uma opção para a ACRAL, sempre desanuviava a tensão.
Tem as acessibilidades adequadas.
No início deste projecto era contra. Depois, quando a região ficou sem equipa na primeira divisão... Hoje, considero este espaço como uma nova oportunidade para o planeamento de grandes eventos e para apostar na qualificação da região, e subsequente diversificação, em eventos e congressos internacionais, que geram uma receita considerável. Aqui pelo Algarve, com uma oferta a este nível, cruzando com a oferta turística complementar (neste caso) e animação, obtemos uma mais-valia importante. Importa saber, querer e apostar nisto.
É também um recurso para o planeamento do território. Permite por exemplo desenhar uma estratégia de promoção tecnológica. O Parque Tecnológico do Algarve, por exemplo, poderia ser integrado. Não necessariamente no mesmo local, mas beneficiando da sua influência territorial e da proximidade do MARF.
Também ao nível da investigação e encubação de empresas, parece-me que este Parque Tecnológico poderia desempenhar um papel importante ao serviço do desenvolvimento da região. Esta é outra sinergia que encontro no Parque das Cidades/ Parque Tecnológico.
Por fim, os custos de marketing associados seriam reduzidos ou melhor: optimizados!
Deixo este tema à discussão (para variar, não devo ter muitas respostas/ sugestões/ opiniões aqui em baixo na caixa de comentários, mas enfim...). Fica a sugestão...
2003-10-30
Desde muito cedo que me fui envolvendo na minha comunidade, a vários níveis, desde o trabalho comunitário até à participação cívica e associativa...
Tenho por isso acompanhado a evolução deste território com um optimismo que me é natural, mas também com algumas reservas que resultam da minha própria experiência. Existe um extracto importante da sociedade que se preocupa e se interessa pelos assuntos de natureza política e económica, falta o espaço intelectual para isso.
Sabemos também que proliferaram inúmeras organizações associativas específicas, mas a região não tem, pelo menos não conheço, uma organização que se ocupe do debate de ideias e políticas para o desenvolvimento sustentado do Algarve, pelo menos de forma organizada e sem demasiado comprometimento partidário. Ainda que existam associações constituídas, mas sem voz.
Neste blogue quero assim reflectir sobre a organização que por agora vou chamar “CETA - Conselho Estratégico do Algarve”.
Imagino uma entidade sem espaço físico, sem recursos humanos próprios, apenas a vontade de debater, reflectir e propor às diversas organizações públicas e privadas projectos, ideias e reflexões. Vejo aqui técnicos especializados em diversas áreas a debater em conjunto com políticos, dirigentes, empresários, professores, entre outros, procurando sempre a participação pluralista e aberta, sem dogmas, sem entraves ideológicos e partidários, simplesmente o interesse de procurar um rumo, numa visão integrada.
Penso que a nossa região necessita de integrar os diversos modelos de desenvolvimento. Cada município tem um, a administração pública desconcentrada tem vários, destacando a RTA e a CCR (actual CCDR). Mas estes planos são estanques, não possuem ligações e sinergias uns com os outros, resultando em planeamentos redundantes ou contrários. Significa então que falta estratégia regional.
Chamem-me utópico, ou simplesmente sonhador!!!
Tenho por isso acompanhado a evolução deste território com um optimismo que me é natural, mas também com algumas reservas que resultam da minha própria experiência. Existe um extracto importante da sociedade que se preocupa e se interessa pelos assuntos de natureza política e económica, falta o espaço intelectual para isso.
Sabemos também que proliferaram inúmeras organizações associativas específicas, mas a região não tem, pelo menos não conheço, uma organização que se ocupe do debate de ideias e políticas para o desenvolvimento sustentado do Algarve, pelo menos de forma organizada e sem demasiado comprometimento partidário. Ainda que existam associações constituídas, mas sem voz.
Neste blogue quero assim reflectir sobre a organização que por agora vou chamar “CETA - Conselho Estratégico do Algarve”.
Imagino uma entidade sem espaço físico, sem recursos humanos próprios, apenas a vontade de debater, reflectir e propor às diversas organizações públicas e privadas projectos, ideias e reflexões. Vejo aqui técnicos especializados em diversas áreas a debater em conjunto com políticos, dirigentes, empresários, professores, entre outros, procurando sempre a participação pluralista e aberta, sem dogmas, sem entraves ideológicos e partidários, simplesmente o interesse de procurar um rumo, numa visão integrada.
Penso que a nossa região necessita de integrar os diversos modelos de desenvolvimento. Cada município tem um, a administração pública desconcentrada tem vários, destacando a RTA e a CCR (actual CCDR). Mas estes planos são estanques, não possuem ligações e sinergias uns com os outros, resultando em planeamentos redundantes ou contrários. Significa então que falta estratégia regional.
Chamem-me utópico, ou simplesmente sonhador!!!
2003-10-29
Ontem pediram-me para comprar duas torneiras com urgência. Até aqui parece-me uma acção simples. Devido a essa urgência, resolvi antecipar a minha hora de almoço para as 12H30, permitindo “apanhar” os estabelecimentos abertos e, em meia hora, resolver esta questão.
Por agora suspendo a minha “estória”.
O comércio está a atravessar uma crise ligada à transferência dos padrões de consumo. Hoje a oferta das grandes superfícies e das redes de médias superfícies especialistas, fizeram com que fosse afectada a facturação habitual do comércio tradicional. A solução??? Já vai...
Continuando a minha “estória”: Visitei 3 lojas e nenhuma delas estava aberta, assim, fui almoçar e acabei por não conseguir resolver a compra.
O “moral” desta minha aventura de hoje é simples. Uma das formas de captar clientes pode ser verificar o horário que estes preferem, para além de adequar o sortido e as marcas ao gosto (ou às necessidades, se quiserem) dos consumidores.
Será que as superfícies estão abertos na hora de almoço por acaso. Não! Nada (mas mesmo nada) é feito ao acaso nestes empresas. O comércio tradicional tem que mudar. Tem que ter visão, claro que custa dinheiro, ou pelo menos uma melhor planificação dos recursos humanos, quando possível (e neste meu caso, era possível manter abertos na hora de almoço os estabelecimentos, ainda que com menos pessoas e em regime de turnos de almoço.
Acabei por optar pela compra estes produtos no comércio tradicional, por causa de um dos factores que pode permitir a estes negócios reassumirem a sua posição competitiva no mercado: a localização próxima dos centros de negócios e pessoas.
Assim, sai por volta das 18 e pouco e cheguei a um dos estabelecimentos. Fecha às 18H!??!?! Fui à segunda, igual... quando cheguei a última hipótese, uns minutos antes das 19H, tinha acabado de fechar, antes da hora... assim, não há quem aguente.
Penso que existe espaço para a grande superfície e para o pequeno comércio, desde que este último saiba fazer a leitura do mercado, leia-se das necessidades dos consumidores, saiba dar conselhos, apoia-los no pós-venda, estar disponível, em resumo, “oferecer” serviço ao cliente. Esta mais valia pode fazer com que ele recorra aqui nas compras mais complicadas, com maior envolvimento (logo de maior valor). Estar atendo ao mercado, saber aprender e saber comunicar, eis as minhas dicas para o comerciante do novo século, que se transformem em empreendedores: deixem de “vender” simplesmente os produtos, em vez disso, satisfaçam as necessidades dos clientes e forneçam-lhes uma mais-valia adequada...
Por agora suspendo a minha “estória”.
O comércio está a atravessar uma crise ligada à transferência dos padrões de consumo. Hoje a oferta das grandes superfícies e das redes de médias superfícies especialistas, fizeram com que fosse afectada a facturação habitual do comércio tradicional. A solução??? Já vai...
Continuando a minha “estória”: Visitei 3 lojas e nenhuma delas estava aberta, assim, fui almoçar e acabei por não conseguir resolver a compra.
O “moral” desta minha aventura de hoje é simples. Uma das formas de captar clientes pode ser verificar o horário que estes preferem, para além de adequar o sortido e as marcas ao gosto (ou às necessidades, se quiserem) dos consumidores.
Será que as superfícies estão abertos na hora de almoço por acaso. Não! Nada (mas mesmo nada) é feito ao acaso nestes empresas. O comércio tradicional tem que mudar. Tem que ter visão, claro que custa dinheiro, ou pelo menos uma melhor planificação dos recursos humanos, quando possível (e neste meu caso, era possível manter abertos na hora de almoço os estabelecimentos, ainda que com menos pessoas e em regime de turnos de almoço.
Acabei por optar pela compra estes produtos no comércio tradicional, por causa de um dos factores que pode permitir a estes negócios reassumirem a sua posição competitiva no mercado: a localização próxima dos centros de negócios e pessoas.
Assim, sai por volta das 18 e pouco e cheguei a um dos estabelecimentos. Fecha às 18H!??!?! Fui à segunda, igual... quando cheguei a última hipótese, uns minutos antes das 19H, tinha acabado de fechar, antes da hora... assim, não há quem aguente.
Penso que existe espaço para a grande superfície e para o pequeno comércio, desde que este último saiba fazer a leitura do mercado, leia-se das necessidades dos consumidores, saiba dar conselhos, apoia-los no pós-venda, estar disponível, em resumo, “oferecer” serviço ao cliente. Esta mais valia pode fazer com que ele recorra aqui nas compras mais complicadas, com maior envolvimento (logo de maior valor). Estar atendo ao mercado, saber aprender e saber comunicar, eis as minhas dicas para o comerciante do novo século, que se transformem em empreendedores: deixem de “vender” simplesmente os produtos, em vez disso, satisfaçam as necessidades dos clientes e forneçam-lhes uma mais-valia adequada...
2003-10-28
Esta recebi hoje:
Citações célebres
No meio do trânsito, estão, lado a lado, um Mercedes com uma madame finíssima e um Fiat Uno bem velhinho, onde vai o Zé dos bigodes. O Zé grita, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito ... até que, a fina madame baixa o vidro e diz-lhe:
- Oh meu senhor, "A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!", Shakespeare, em "Macbeth".
O tipo do Uno não se intimida e revida:
- "Tou-me cagando pra essa merda!", Ferro Rodrigues, em "Processo da Casa Pia".
Citações célebres
No meio do trânsito, estão, lado a lado, um Mercedes com uma madame finíssima e um Fiat Uno bem velhinho, onde vai o Zé dos bigodes. O Zé grita, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito ... até que, a fina madame baixa o vidro e diz-lhe:
- Oh meu senhor, "A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!", Shakespeare, em "Macbeth".
O tipo do Uno não se intimida e revida:
- "Tou-me cagando pra essa merda!", Ferro Rodrigues, em "Processo da Casa Pia".
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