2003-12-22
Mesmo a hibernar, de vez em quanto o vício da Blogosfera fala mais alto. Decidi partilhar convosco um pensamento que me ocorreu depois da noticia de que o SLK de um comissário de polícia embateu contra um enorme pedregulho que se encontra no centro de uma das rotundas de acesso a Silves, pela Via Infante. O comentário da jornalista foi, mais ao menos, de espanto para com a existência de objectos perigosos nas rotundas... pensei logo que o Marques de Pombal, em Lisboa, teria os dias contados. Sobre a notícia propriamente dita apenas uma nota de pesar pela morte e um alerta para que o cuidado esteja presente nas deslocações de todos, especialmente nesta época festiva.
2003-12-07
2003-11-28
2003-11-25
Este Domingo fui ver o filme “O Amor Acontece”, com alguns amigos. Os comentários foram mais ou menos unânimes. Trata-se de um filme de estação. De Natal. Pouco mais que isso.
A “nossa” Lúcia Moniz não está assim tão bem, como actriz temos muito melhor. O argumento mostra uma imagem consensual do “povo” português: lá fora, desempenhamos os piores trabalhos... somos incultos e brutos...
A “nossa” Lúcia Moniz não está assim tão bem, como actriz temos muito melhor. O argumento mostra uma imagem consensual do “povo” português: lá fora, desempenhamos os piores trabalhos... somos incultos e brutos...
2003-11-21
Em relação à greve na função pública, tenha a dizer que já li vários números, 85 e 70% (de um dos lados) e 10 de outro.
Tenho a dizer que sou a favor do princípio da greve, desde que sejam cumpridos alguns pressupostos:
1.Que os protestantes se mantenham juntos locais de trabalho;
2. Que as greves sejam convocadas em dias isolados de fins-de-semana e feriados;
3. Que essa greve tenha algum propósito real, ou seja, que sirva para alguma coisa, tanto para quem a convoca, com para que abdica de um dia de salário, um dia de produção, um dia de descanso (já que não se trabalha, mas reivindica-se);
4. Finalmente, que seja feita com perfeito conhecimento, que se debata, que se esclaressa, que se documente as pessoas. Não basta dizer "Amanhã folga... ups, GREVE!!!"
Tenho a dizer que sou a favor do princípio da greve, desde que sejam cumpridos alguns pressupostos:
1.Que os protestantes se mantenham juntos locais de trabalho;
2. Que as greves sejam convocadas em dias isolados de fins-de-semana e feriados;
3. Que essa greve tenha algum propósito real, ou seja, que sirva para alguma coisa, tanto para quem a convoca, com para que abdica de um dia de salário, um dia de produção, um dia de descanso (já que não se trabalha, mas reivindica-se);
4. Finalmente, que seja feita com perfeito conhecimento, que se debata, que se esclaressa, que se documente as pessoas. Não basta dizer "Amanhã folga... ups, GREVE!!!"
2003-11-20
Universidade ao sul...
Estou profundamente irritado com o facto de supostos representantes (resta saber se eleitos) de uma comunidade académica com mais de 8.000 alunos fecharem os portões dos vários Campus em nome desta comunidade. Irrita-me não apenas porque impedem que outros exerçam livremente as suas opções e façam as suas escolhas d-e-m-o-c-r-a-t-i-c-a-m-e-n-t-e, mas porque apenas lá estavam cerca de 10 pessoas (pelo menos na Campus da Penha). Já não digo 1000, mas pelo menos que estivessem 100 ou 200 pessoas a gritar e resmungar com o governo por ter reduzido as transferências do Orçamento de Estado, com o Reitor por ter proposto o aumento da propina mínima... já agora, da próxima vez que a cerveja aumentar, coloquem uma correntes na porta do bar!!!
Se eu não tiver filhos, porque é que não hão-de ser os pais destes a pagar uma parte dos benefícios que terão no futuro...
Penso que os vários Governos já fizeram o investimento colectivo na massificação do ensino superior. Não existe região que não tenha uma Universidade e Politécnico, fora as particulares. Por isso, penso que devem ser os interessados a financiar os seus benefícios, é o justo. Quem não tiver dinheiro, que seja a acção social a financiar, desde que tenham notas... quem entra no ensino superior não deveria ser forçado a não continuar só porque não tem dinheiro, empreste-se, dê-se... mas para os restantes, por favor, invistam!
Estou profundamente irritado com o facto de supostos representantes (resta saber se eleitos) de uma comunidade académica com mais de 8.000 alunos fecharem os portões dos vários Campus em nome desta comunidade. Irrita-me não apenas porque impedem que outros exerçam livremente as suas opções e façam as suas escolhas d-e-m-o-c-r-a-t-i-c-a-m-e-n-t-e, mas porque apenas lá estavam cerca de 10 pessoas (pelo menos na Campus da Penha). Já não digo 1000, mas pelo menos que estivessem 100 ou 200 pessoas a gritar e resmungar com o governo por ter reduzido as transferências do Orçamento de Estado, com o Reitor por ter proposto o aumento da propina mínima... já agora, da próxima vez que a cerveja aumentar, coloquem uma correntes na porta do bar!!!
Se eu não tiver filhos, porque é que não hão-de ser os pais destes a pagar uma parte dos benefícios que terão no futuro...
Penso que os vários Governos já fizeram o investimento colectivo na massificação do ensino superior. Não existe região que não tenha uma Universidade e Politécnico, fora as particulares. Por isso, penso que devem ser os interessados a financiar os seus benefícios, é o justo. Quem não tiver dinheiro, que seja a acção social a financiar, desde que tenham notas... quem entra no ensino superior não deveria ser forçado a não continuar só porque não tem dinheiro, empreste-se, dê-se... mas para os restantes, por favor, invistam!
2003-11-19
"O que aconteceu foi o resultado de muita euforia e emoção. A direcção da federação e os técnicos estavam lá. Atirámos pessoas ao ar e o tecto era muito baixo, frágil e caiu"
"Exaltámo-nos um pouco e pedimos desculpa. Temos pena, mas é a vida"
O defesa central realçou ainda o facto de o apuramento ser "justo" para uma geração de futebolistas de "enorme talento" que, em seu entender, pode e merece ir longe na competição caso se mantenha coesa e actue de forma "organizada, concentrada e unida".
Estas pérolas, podem ser encontradas aqui.
Uma vez que o orçamento de estado também sustenta esta actividade empresarial que é o futebol, como contribuinte, parece-me que umas demissões são necessárias, umas suspensões e porque não umas reflexões...
O chamado desporto rei está caminhando para a mediocridade, infelizmente esta nova geração não promete, embora eles próprios se classifiquem de “futebolistas de enorme talento”. O talento deve sair do campo e acompanhar estes jovens na sua vida quotidiana, no futuro, poderão ser referências para outros jovens.
Já que se investe dinheiro que é de todos, pelo menos mostre-se que Portugal é um país civilizado, não um bando de hooligans, energúmenos e mal educados!!!
"Exaltámo-nos um pouco e pedimos desculpa. Temos pena, mas é a vida"
O defesa central realçou ainda o facto de o apuramento ser "justo" para uma geração de futebolistas de "enorme talento" que, em seu entender, pode e merece ir longe na competição caso se mantenha coesa e actue de forma "organizada, concentrada e unida".
Estas pérolas, podem ser encontradas aqui.
Uma vez que o orçamento de estado também sustenta esta actividade empresarial que é o futebol, como contribuinte, parece-me que umas demissões são necessárias, umas suspensões e porque não umas reflexões...
O chamado desporto rei está caminhando para a mediocridade, infelizmente esta nova geração não promete, embora eles próprios se classifiquem de “futebolistas de enorme talento”. O talento deve sair do campo e acompanhar estes jovens na sua vida quotidiana, no futuro, poderão ser referências para outros jovens.
Já que se investe dinheiro que é de todos, pelo menos mostre-se que Portugal é um país civilizado, não um bando de hooligans, energúmenos e mal educados!!!
2003-11-18
«Azeite em Portugal, levam-no para Espanha, lotam-no e juntam-lhe o seu azeite, que é de menor qualidade»
Os nossos produtos tradicionais são bons, caso contrário já tinham desaparecido!!!!!
Adiantam que é «uma mais-valia para o azeite espanhol». E nos texteis? Não será também uma mais-valia para as empresas internacionais, que produzem cá o seu vestuário, o calçado, e... por aí fora?. Portugal sabe produzir, o problema é na comercialização, no desenho dos canais de distribuição, na definição das parceiras, no investimento em comunicação... no Marketing, tout court.
Saber construir e promover uma Marca... é aqui que falhamos!
Os nossos produtos tradicionais são bons, caso contrário já tinham desaparecido!!!!!
Adiantam que é «uma mais-valia para o azeite espanhol». E nos texteis? Não será também uma mais-valia para as empresas internacionais, que produzem cá o seu vestuário, o calçado, e... por aí fora?. Portugal sabe produzir, o problema é na comercialização, no desenho dos canais de distribuição, na definição das parceiras, no investimento em comunicação... no Marketing, tout court.
Saber construir e promover uma Marca... é aqui que falhamos!
2003-11-17
Como não quero responder a todos os pontos que o Sérgio focou (até porque compreendo as posições dele e considero algumas oportunas), apenas escrevo sobre alguns deles.
Primeiro tenho a referir que 14% da população desempenha funções na “coisa” pública... podemos até estar abaixo da média europeia, mas em termos de produtividade...
O Sérgio Martins fez uma entrada com referências a uma posição que apresentei na quinta-feira. Infelizmente falhou na sua hipótese de partida quando afirma que “O JLL/NotaSoltas ambiciona que os Directores Gerais, Regionais, Directores de Serviço, etc., sejam “escolhidos por concurso e sem entrevistas, apenas com o resultado das notas curriculares, anos de serviço, formação complementar”; ora eu limitei-me a comentar dois modelos possíveis. Não defendi a minha opção. Por acaso até defendo (já escrevi sobre o assunto na imprensa regional) que todos os cargos até ao de director de serviço sejam de confiança política. Se quiserem, de nomeação política. Porquê?
Porque estes níveis hierárquicos podem ser filtros de informação. Porque não é possível (com as nossas tradições) ter um modelo de autonomia do poder político da administração pública. Defendo no entanto que as pessoas devem ter formação comprovada para desempenhar as funções. Não defendo a colocação de pessoas apenas pela cor do cartão, mas por defenderem e (mais importante) acreditarem nas políticas que estão a ajudar a executar.
Defendo a democracia. Mas penso a administração pública com uma visão empresarial, ou, mais correctamente, com uma filosofia empreendedora. Tem que ser rentável, ou seja, neste caso, ser eficiente, cumprir as suas tarefas e competências... etc... mas não defendo que comissões de trabalhadores devesse estar presentes na gestão, nem no sector público, muito menos no privado. Temos que saber ser pragmáticos e não ter medo das opiniões, aceito que a do Sérgio seja aplicar comissões de trabalhadores e dar mais poder aos detentores da força de trabalho, é o seu modelo político, é a sua forma de pensar as organizações é a sua ideologia, mas eu defendo que em democracia se escolha os titulares dos diversos órgãos eleitos, estes nomeiam as administrações e chefias... mas daí a querer aplicar o conceitos de representatividade à função pública? Porquê? Os trabalhadores são contratados para desempenhar as suas funções, de acordo com o seu contrato. Não são contratados para influenciar a gestão da organização, isso levava-nos a mais um nível de ineficiência.
Uma pergunta traquina: esse não seria o papel dos Sindicatos???
(Já agora, Sérgio, conto-te uma história que um responsável político me contou há uns anos, quando o inquiri porque motivo os mecânicos de uma oficinas de uma autarquia faziam uns servicinhos “particulares”; dizia-me que o ordenado que pagavam era muito baixo, que era a única forma de mantê-los lá!!! Esse exemplo que referes não serve, quem acha que ganha pouco, tenta mudar, não fica aprisionado. Se estivesse no sector privado, essas mesmas pessoas, que dizes conhecer, já tinham mudado! Não???)
De resto, cumprimentos pelas notas...
Primeiro tenho a referir que 14% da população desempenha funções na “coisa” pública... podemos até estar abaixo da média europeia, mas em termos de produtividade...
O Sérgio Martins fez uma entrada com referências a uma posição que apresentei na quinta-feira. Infelizmente falhou na sua hipótese de partida quando afirma que “O JLL/NotaSoltas ambiciona que os Directores Gerais, Regionais, Directores de Serviço, etc., sejam “escolhidos por concurso e sem entrevistas, apenas com o resultado das notas curriculares, anos de serviço, formação complementar”; ora eu limitei-me a comentar dois modelos possíveis. Não defendi a minha opção. Por acaso até defendo (já escrevi sobre o assunto na imprensa regional) que todos os cargos até ao de director de serviço sejam de confiança política. Se quiserem, de nomeação política. Porquê?
Porque estes níveis hierárquicos podem ser filtros de informação. Porque não é possível (com as nossas tradições) ter um modelo de autonomia do poder político da administração pública. Defendo no entanto que as pessoas devem ter formação comprovada para desempenhar as funções. Não defendo a colocação de pessoas apenas pela cor do cartão, mas por defenderem e (mais importante) acreditarem nas políticas que estão a ajudar a executar.
Defendo a democracia. Mas penso a administração pública com uma visão empresarial, ou, mais correctamente, com uma filosofia empreendedora. Tem que ser rentável, ou seja, neste caso, ser eficiente, cumprir as suas tarefas e competências... etc... mas não defendo que comissões de trabalhadores devesse estar presentes na gestão, nem no sector público, muito menos no privado. Temos que saber ser pragmáticos e não ter medo das opiniões, aceito que a do Sérgio seja aplicar comissões de trabalhadores e dar mais poder aos detentores da força de trabalho, é o seu modelo político, é a sua forma de pensar as organizações é a sua ideologia, mas eu defendo que em democracia se escolha os titulares dos diversos órgãos eleitos, estes nomeiam as administrações e chefias... mas daí a querer aplicar o conceitos de representatividade à função pública? Porquê? Os trabalhadores são contratados para desempenhar as suas funções, de acordo com o seu contrato. Não são contratados para influenciar a gestão da organização, isso levava-nos a mais um nível de ineficiência.
Uma pergunta traquina: esse não seria o papel dos Sindicatos???
(Já agora, Sérgio, conto-te uma história que um responsável político me contou há uns anos, quando o inquiri porque motivo os mecânicos de uma oficinas de uma autarquia faziam uns servicinhos “particulares”; dizia-me que o ordenado que pagavam era muito baixo, que era a única forma de mantê-los lá!!! Esse exemplo que referes não serve, quem acha que ganha pouco, tenta mudar, não fica aprisionado. Se estivesse no sector privado, essas mesmas pessoas, que dizes conhecer, já tinham mudado! Não???)
De resto, cumprimentos pelas notas...
2003-11-14
Utilizo algumas vezes a blogosfera para descarregar ideias e libertar-me de pensamentos, alguns que me atormentam, outros que me preocupam e uns sem assunto nenhum (este por exemplo). Certamente que tento reservar um pouco de mim (a maioria), expondo apenas o suficiente para humanizar a “coisa”. Procuro não falar do meu quotidiano, especialmente da família, que deve ser preservada, por nenhum motivo especial, apenas porque assim o quero. Procuro também que a minha actividade profissional não seja exposta, apenas para não gerar conflitos de opinião, ou para que as posições sejam as minhas. Exclusivamente. Também procuro ser objectivo, ainda que possa, algumas vezes, metafórico. Já escrevi nas entrelinhas, mas isto aconteceu pelos motivos mais honestos, ou porque quero dizer a alguém, mesmo que não me leia, o que penso, mas só a essa pessoa, quem percebeu: 10 pontos; quem não percebeu: passa ao próximo jogo.
Esta entrada por exemplo, escrevo-a sem motivo nenhum. Não por falta de assunto. Mas porque é isso que está a sair.
Gosto de escrever assim, de resto só aqui o posso fazer. Noutros sítios tenho menos liberdade, quer pelo formalismo do meio, quer pela limitação (superior e inferior) do espaço. Não posso escrever 5000 caracteres, nem 100.
A ideia que gostaria de transmitir agora, neste preciso (precioso) momento, é que necessitamos desta catarse. Existe uma necessidade crescente de socializar. Embora por aqui a interacção seja reduzida, transforma-se o caro leitor numa espécie de psicanalista. Julgamos que prestou atenção e se chegou a este ponto no texto, é porque sim.
...ou talvez não!
Esta entrada por exemplo, escrevo-a sem motivo nenhum. Não por falta de assunto. Mas porque é isso que está a sair.
Gosto de escrever assim, de resto só aqui o posso fazer. Noutros sítios tenho menos liberdade, quer pelo formalismo do meio, quer pela limitação (superior e inferior) do espaço. Não posso escrever 5000 caracteres, nem 100.
A ideia que gostaria de transmitir agora, neste preciso (precioso) momento, é que necessitamos desta catarse. Existe uma necessidade crescente de socializar. Embora por aqui a interacção seja reduzida, transforma-se o caro leitor numa espécie de psicanalista. Julgamos que prestou atenção e se chegou a este ponto no texto, é porque sim.
...ou talvez não!
2003-11-13
O Fernando refere num Blogue de ontem o problema da avaliação dos funcionários públicos. Mas não é fácil irritar este grupo tão heterogéneo e grande (i.e. muitos votos). Sem querer simplificar a questão, mas o problema está, em primeiro lugar, na constituição. Depois é só alterar a legislação das carreiras. Porque é que um funcionário público não pode ser despedido (ou na prática isso é uma tarefa muito difícil)?
Pode-se seguir dois modelos (existem outros, claro):
1. Alterar a forma do concurso público, com provas nacionais e com avaliação exclusivamente quantitativa, sem entrevistas, provas escritas, nada... e já agora um número gerado aleatoriamente que substitua o nome e os dados do candidato! Em caso de empate técnico, a selecção seria feita por avaliação curricular, pelos seus pares. Retirava-se os políticos completamente na escolha dos recursos humanos do quadro.
Neste modelo teríamos uma administração pública completamente isenta, sem nomeações políticas (que não os assessores, adjuntos e chefes de gabinete, que, como acontece hoje, com uma mudança da liderança, também estes mudam). Os Directores Gerais, Regionais, Directores de Serviço, etc., eram escolhidos por concurso e sem entrevistas, apenas com o resultado das notas curriculares, anos de serviço, formação complementar...
Mantêm os direitos e regalias, mas a administração fica totalmente independente do poder político.
2. Os funcionários públicos perdem as regalias e são equiparados aos funcionários “privados”.
Aqui perdem os direitos, mas ganham uma dinâmica diferente, como a promoção por mérito. Trabalham mais, sobem mais. Pode-se comparar, para efeitos de exemplo, a mudança dos quadros bancários, da forma como trabalhavam na banca pública, para a forma mais racional da banca privada... é certo que com desajustes e outros problemas, como foi focado no Almariado.
Em qualquer destes pontos, a avaliação do desempenho é fundamental. Direi mesmo inevitável. Mas também penso que o poder político deve ficar afastado destas decisões. Porque caso contrário, o comprometimento pode existir.
Eu penso que entre os dois modelos. O primeiro garantia a continuidade dos projectos. Pode-se dar o exemplo os atrasos que se verificam de alguns meses sempre que se muda de poder executivo, seja no País, numa Autarquia ou mesmo numa Junta de Freguesia. A segunda evitava diferenças entre os trabalhadores de um país, uns ganham em média mais, com um tempo para reforma (por exemplo) mais baixo. Também se ganhava com a rotação. Muitos funcionários públicos mantêm-se na administração pública apenas por causa dos benefícios das carreiras. Perde-se por isso a rotação de pessoas, que com o benefício de terem passados por mais empresas, podiam trazer outro dinamismo e experiência.
Ainda assim é muito difícil mexer nesta legislação. São muitos os interesses (e interessados)...
Pode-se seguir dois modelos (existem outros, claro):
1. Alterar a forma do concurso público, com provas nacionais e com avaliação exclusivamente quantitativa, sem entrevistas, provas escritas, nada... e já agora um número gerado aleatoriamente que substitua o nome e os dados do candidato! Em caso de empate técnico, a selecção seria feita por avaliação curricular, pelos seus pares. Retirava-se os políticos completamente na escolha dos recursos humanos do quadro.
Neste modelo teríamos uma administração pública completamente isenta, sem nomeações políticas (que não os assessores, adjuntos e chefes de gabinete, que, como acontece hoje, com uma mudança da liderança, também estes mudam). Os Directores Gerais, Regionais, Directores de Serviço, etc., eram escolhidos por concurso e sem entrevistas, apenas com o resultado das notas curriculares, anos de serviço, formação complementar...
Mantêm os direitos e regalias, mas a administração fica totalmente independente do poder político.
2. Os funcionários públicos perdem as regalias e são equiparados aos funcionários “privados”.
Aqui perdem os direitos, mas ganham uma dinâmica diferente, como a promoção por mérito. Trabalham mais, sobem mais. Pode-se comparar, para efeitos de exemplo, a mudança dos quadros bancários, da forma como trabalhavam na banca pública, para a forma mais racional da banca privada... é certo que com desajustes e outros problemas, como foi focado no Almariado.
Em qualquer destes pontos, a avaliação do desempenho é fundamental. Direi mesmo inevitável. Mas também penso que o poder político deve ficar afastado destas decisões. Porque caso contrário, o comprometimento pode existir.
Eu penso que entre os dois modelos. O primeiro garantia a continuidade dos projectos. Pode-se dar o exemplo os atrasos que se verificam de alguns meses sempre que se muda de poder executivo, seja no País, numa Autarquia ou mesmo numa Junta de Freguesia. A segunda evitava diferenças entre os trabalhadores de um país, uns ganham em média mais, com um tempo para reforma (por exemplo) mais baixo. Também se ganhava com a rotação. Muitos funcionários públicos mantêm-se na administração pública apenas por causa dos benefícios das carreiras. Perde-se por isso a rotação de pessoas, que com o benefício de terem passados por mais empresas, podiam trazer outro dinamismo e experiência.
Ainda assim é muito difícil mexer nesta legislação. São muitos os interesses (e interessados)...
2003-11-12
O Fernando mostrou-se bastante indignado por algo que se passa na banca desde, pelo menos, há uma dezena de anos. Eu, que já trabalhei na banca (designadamente na CGD, Totta e BCP) sou obrigado a concordar com o que ele diz. Mais, sou obrigado a tecer também alguns comentários sobre os sindicatos deste sector. Por opção nunca fui sindicalizado. Não acredito nestas pessoas, que estão há 15, 20 ou 30 anos afastadas do trabalho, envergando as camisas dos sindicatos, mais como clubes, que com espírito de missão. Só aparecem nas agências quando as eleições obrigam. É lógico que a culpa passa pelas administrações, maioritariamente, mas os sindicatos podiam aqui desempenhar o seu papel, activamente, defendendo aqueles que na realidade pagam os seus ordenados, despesas e viagens. Mas isso levava-me muito longe, certamente que com uma bocas (até bem metidas) do Sérgio. Mas isto tem que chegar a um limite. Os níveis de stress, a taxa de divórcios e os suicídios nesta classe são disso um indicador preocupante...
Uma Fábrica de Sonho...
A Fábrica do Inglês é, de facto, uma das grandes empresas desta região e uma das suas principais salas de espectáculos. Primeiro pela audácia do investimento. Depois por conseguirem animar uma zona da região com tradicionais carências na oferta cultural e, finalmente, pela dinâmica que imprime e por terem assumido (e trabalhado para isso), desde a primeira hora, como uma atracção regional.
Conseguiram seduzir o Lá Féria e tiveram em cartaz o “Amália”. Este foi o ponto de viragem.
Mas a Fábrica do Inglês não ficou por aqui. Produziu um espectáculo de nível nacional: o “In Love”. Uma peça musical misturada com interlúdios de humor... não sou crítico, mas a minha opinião foi boa.
Agora (em notícia de primeira mão) preparam-se para apresentar esta peça no Tivoli. Invertendo a tendência habitual das peças descerem à “província”.
Boa sorte!
A Fábrica do Inglês é, de facto, uma das grandes empresas desta região e uma das suas principais salas de espectáculos. Primeiro pela audácia do investimento. Depois por conseguirem animar uma zona da região com tradicionais carências na oferta cultural e, finalmente, pela dinâmica que imprime e por terem assumido (e trabalhado para isso), desde a primeira hora, como uma atracção regional.
Conseguiram seduzir o Lá Féria e tiveram em cartaz o “Amália”. Este foi o ponto de viragem.
Mas a Fábrica do Inglês não ficou por aqui. Produziu um espectáculo de nível nacional: o “In Love”. Uma peça musical misturada com interlúdios de humor... não sou crítico, mas a minha opinião foi boa.
Agora (em notícia de primeira mão) preparam-se para apresentar esta peça no Tivoli. Invertendo a tendência habitual das peças descerem à “província”.
Boa sorte!
2003-11-11
2003-11-10
Propinas
Ouvia há pouco na rádio o Presidente da Associação Académica de Coimbra, depois de se verificarem (penso que) 4 queixas sobre si na PJ, por parte de docentes desta universidade, devido ao fecho da mesma, por lhes ter sido recusada a entrada aos seus postos de trabalho. A sua preocupação recaía no seu futuro como jurista, devido aos problemas que poderiam daí advir na sua admissão à Ordem.
Entendo os excessos cometidos. Mas quando se defende um princípio, é para sofrer também as consequências. Por isso, caso seja indiciado, julgado e caso seja considerado culpado, a culpa não recai nem no sistema, nem nos professores que fizeram as queixas, mas no acto em si... um estudante de direito deveria compreender os riscos associados a uma posição destas.
Mas o que considero grave é um grupo de estudantes, com uma formação já acima da média, faça protestos deste tipo. Anti-democráticos. Porque será que não convocam uma greve total? Porque sabem que não teriam uma aderência total... Assim, o mais fácil é colocar cadeados, obrigando os resultados. Onde está a democracia.
Ouvia há pouco na rádio o Presidente da Associação Académica de Coimbra, depois de se verificarem (penso que) 4 queixas sobre si na PJ, por parte de docentes desta universidade, devido ao fecho da mesma, por lhes ter sido recusada a entrada aos seus postos de trabalho. A sua preocupação recaía no seu futuro como jurista, devido aos problemas que poderiam daí advir na sua admissão à Ordem.
Entendo os excessos cometidos. Mas quando se defende um princípio, é para sofrer também as consequências. Por isso, caso seja indiciado, julgado e caso seja considerado culpado, a culpa não recai nem no sistema, nem nos professores que fizeram as queixas, mas no acto em si... um estudante de direito deveria compreender os riscos associados a uma posição destas.
Mas o que considero grave é um grupo de estudantes, com uma formação já acima da média, faça protestos deste tipo. Anti-democráticos. Porque será que não convocam uma greve total? Porque sabem que não teriam uma aderência total... Assim, o mais fácil é colocar cadeados, obrigando os resultados. Onde está a democracia.
Cozinhar, arte ou técnica...
Penso que cozinhar é uma arte com técnica. É uma forma de expressão cultural e espelha as tradições das várias culturas. A Gastronomia é simbiótica e é simbólica.
A Gastronomia raramente se ficou pelos seus locais de origem. Os povos, nas suas campanhas de conquistas de territórios ou cruzadas (muitas vezes com o mesmo propósito), deixaram, não raras vezes, uma marca indelével na culinária local e em troca, era também estes influenciados, levando para casa receitas dos povos que ocupavam, conquistavam ou evangelizavam.
Tenho um interesse pessoal pela Gastronomia, mas não me restrinjo a apreciar este prazer nos restaurantes. Gosto de cozinhar, especialmente para amigos. Normalmente, lá em casa, sou eu que cozinho as almoçaradas, que normalmente se estendem até ao fim da noite. Os doces e uma maravilhosa pasta de atum são feitos pela minha mulher, que se tem tornado especialista na doçaria, lá da casa.
Cozinhar para mim é muito mais que seguir uma receita. É alterar ingredientes, adaptar sabores e mexer nas texturas. Assim, criei, entre outros, dois pratos que gostava de partilhar convosco. O primeiro resulta de experiências com bacalhau e o segundo duma receita tradicional mediterrânea, que eu procurei não desvirtuar, dando-lhe apenas uma textura mais suave e apetitosa, se é que é possível.
Assim, ficam aqui as duas receitas: o “Bacalhau à Lami”; e os “Camarões em Cerveja”.
Dei o meu nome ao primeiro porque não me considero inferior ao “Zé do Pipo” ou ao “Gomes de Sá”... os camarões em cerveja, por é mesmo disso que se trata!
Façam estas receitas e depois digam qualquer coisa. Surpreendam as vossas esposas...
Bacalhau à Lami
Para 4 a 6 pessoas
Ingredientes :
3 a 4 postas bacalhau (previamente demolhado)
2 colheres de sopa de grãos de cravinho
2 colheres de sopa de grãos de pimenta (branca, preta e vermelha)
3 a 4 batatas grandes
2 a 3 cebolas médias
Pão duro, com 2 a três dias
5 dentes grandes de alho
Azeite (de 0,7 a 1 grau de acidez)
1 pacote de natas para culinária
Molho bechamel (cerca de 0,5 litros)
Ketchup
Mostarda
Limão
Pimenta preta e branca em pó ou moídas na hora
Limão
400g Queijo Mozzarella
200g de bacon (Nobre de preferência)
Cozer o bacalhau com cravinho e grãos de pimenta. Desfiar em lascas.
Cozer batatas (3 a 4 grandes) cortadas em rodelas finas.
Alourar em azeite ou margarina, 2 a 3 cebolas médias (deve ficar com uma aparência mole, tipo estudada).
Forra-se o fundo do tabuleiro com o pão, cortado em fatias grossas e estas em cubos de 3 cm2.
Coloca-se os alhos cortados em lascas finas, espalhados pelo pão. Rega-se o pão por inteiro com azeite q.b.
Espalhar as lascas de bacalhau pelo tabuleiro
Espalhar a cebola alourada por cima do bacalhau
Espalhar as rodelas de batata em cima da cebola
Molho:
1 pacote de natas
Molho bechamel
2 colheres de ketchup
2 colheres de mostarda
Temperar com pimenta preta e branca moída q.b. (ao gosto)
Umas pingas de limão (4 ou 5)
Colocar num copo e misturar com a varinha mágica
Deita-se por cima do tabuleiro por forma a ficar homogéneo sobre o preparado
Coloca-se por cima queijo Mozzarella (200 a 400 gramas)
Corta-se 100 a 200 gramas de bacon, previamente cortado em cubos pequenos e espalha-se por cima do queijo
Levar ao forno previamente aquecido (deve levar 10 minutos a aquecer) e deixar fundir o queijo e cozinhar o bacon (total de forno: 10 a 15 minutos)
Sugestão: Acompanhar com salada de alface, cebola, coentros e orégãos, com uma pitada de sal de Castro Marim (se for de Tavira, Olhão ou Faro também dá) e temperado com azeite e vinagre q.b.
Camarões em cerveja
Ingredientes:
Azeite
Alho (3 a 5 dentes de alho)
Uma cebola média (ou meia grande)
1kg de camarões
Pimenta preta e branca moída
2 pacotes de natas para culinária
1 mini de Sagres
Encher o fundo da frigideira com azeite (de 0,7 a 1 grau de acidez)
Dentes de alho q.b. (mínimo três dentes grandes ou equivalente, cortado às falhas muito pequenas)
Uma cebola média (ou meia grande) cortada em cubos pequenos
Juntar estes últimos ingredientes e colocar no lume até alourar e amolecer a cebola
Juntar 1 kg de Camarões cozidos (médios), temperar com pimenta preta e branca moída na hora e fritar levemente
No fim, ainda com o lume aceso, juntar dois 2 pacotes de natas para culinária, uma mini (Mini é Sagres!) e deixar envolver uns minutos (menos de 5).
Imprescindível: Muito pão fresco, de preferência caseiro e ainda a fumegar...
Penso que cozinhar é uma arte com técnica. É uma forma de expressão cultural e espelha as tradições das várias culturas. A Gastronomia é simbiótica e é simbólica.
A Gastronomia raramente se ficou pelos seus locais de origem. Os povos, nas suas campanhas de conquistas de territórios ou cruzadas (muitas vezes com o mesmo propósito), deixaram, não raras vezes, uma marca indelével na culinária local e em troca, era também estes influenciados, levando para casa receitas dos povos que ocupavam, conquistavam ou evangelizavam.
Tenho um interesse pessoal pela Gastronomia, mas não me restrinjo a apreciar este prazer nos restaurantes. Gosto de cozinhar, especialmente para amigos. Normalmente, lá em casa, sou eu que cozinho as almoçaradas, que normalmente se estendem até ao fim da noite. Os doces e uma maravilhosa pasta de atum são feitos pela minha mulher, que se tem tornado especialista na doçaria, lá da casa.
Cozinhar para mim é muito mais que seguir uma receita. É alterar ingredientes, adaptar sabores e mexer nas texturas. Assim, criei, entre outros, dois pratos que gostava de partilhar convosco. O primeiro resulta de experiências com bacalhau e o segundo duma receita tradicional mediterrânea, que eu procurei não desvirtuar, dando-lhe apenas uma textura mais suave e apetitosa, se é que é possível.
Assim, ficam aqui as duas receitas: o “Bacalhau à Lami”; e os “Camarões em Cerveja”.
Dei o meu nome ao primeiro porque não me considero inferior ao “Zé do Pipo” ou ao “Gomes de Sá”... os camarões em cerveja, por é mesmo disso que se trata!
Façam estas receitas e depois digam qualquer coisa. Surpreendam as vossas esposas...
Bacalhau à Lami
Para 4 a 6 pessoas
Ingredientes :
3 a 4 postas bacalhau (previamente demolhado)
2 colheres de sopa de grãos de cravinho
2 colheres de sopa de grãos de pimenta (branca, preta e vermelha)
3 a 4 batatas grandes
2 a 3 cebolas médias
Pão duro, com 2 a três dias
5 dentes grandes de alho
Azeite (de 0,7 a 1 grau de acidez)
1 pacote de natas para culinária
Molho bechamel (cerca de 0,5 litros)
Ketchup
Mostarda
Limão
Pimenta preta e branca em pó ou moídas na hora
Limão
400g Queijo Mozzarella
200g de bacon (Nobre de preferência)
Cozer o bacalhau com cravinho e grãos de pimenta. Desfiar em lascas.
Cozer batatas (3 a 4 grandes) cortadas em rodelas finas.
Alourar em azeite ou margarina, 2 a 3 cebolas médias (deve ficar com uma aparência mole, tipo estudada).
Forra-se o fundo do tabuleiro com o pão, cortado em fatias grossas e estas em cubos de 3 cm2.
Coloca-se os alhos cortados em lascas finas, espalhados pelo pão. Rega-se o pão por inteiro com azeite q.b.
Espalhar as lascas de bacalhau pelo tabuleiro
Espalhar a cebola alourada por cima do bacalhau
Espalhar as rodelas de batata em cima da cebola
Molho:
1 pacote de natas
Molho bechamel
2 colheres de ketchup
2 colheres de mostarda
Temperar com pimenta preta e branca moída q.b. (ao gosto)
Umas pingas de limão (4 ou 5)
Colocar num copo e misturar com a varinha mágica
Deita-se por cima do tabuleiro por forma a ficar homogéneo sobre o preparado
Coloca-se por cima queijo Mozzarella (200 a 400 gramas)
Corta-se 100 a 200 gramas de bacon, previamente cortado em cubos pequenos e espalha-se por cima do queijo
Levar ao forno previamente aquecido (deve levar 10 minutos a aquecer) e deixar fundir o queijo e cozinhar o bacon (total de forno: 10 a 15 minutos)
Sugestão: Acompanhar com salada de alface, cebola, coentros e orégãos, com uma pitada de sal de Castro Marim (se for de Tavira, Olhão ou Faro também dá) e temperado com azeite e vinagre q.b.
Camarões em cerveja
Ingredientes:
Azeite
Alho (3 a 5 dentes de alho)
Uma cebola média (ou meia grande)
1kg de camarões
Pimenta preta e branca moída
2 pacotes de natas para culinária
1 mini de Sagres
Encher o fundo da frigideira com azeite (de 0,7 a 1 grau de acidez)
Dentes de alho q.b. (mínimo três dentes grandes ou equivalente, cortado às falhas muito pequenas)
Uma cebola média (ou meia grande) cortada em cubos pequenos
Juntar estes últimos ingredientes e colocar no lume até alourar e amolecer a cebola
Juntar 1 kg de Camarões cozidos (médios), temperar com pimenta preta e branca moída na hora e fritar levemente
No fim, ainda com o lume aceso, juntar dois 2 pacotes de natas para culinária, uma mini (Mini é Sagres!) e deixar envolver uns minutos (menos de 5).
Imprescindível: Muito pão fresco, de preferência caseiro e ainda a fumegar...
Revisão de imprensa
Li recentemente numa revista, num artigo de opinião do "chefe operacional" de uma empresa, que este considerava que a nomeação de uma determinada pessoa, membro de um certo partido, para uma estrutura da administração pública desconcentrada, não estava de acordo com o equilíbrio de forças políticas da região. De facto, até pode ser assim. Mas as responsabilidades que advêm de um cargo executivo, não se coadunam com este tipo de críticas, especialmente porque o financiamento da actividade desta empresa tem sido quase que exclusivamente financiada por esta referida estrutura. E é só...
Li recentemente numa revista, num artigo de opinião do "chefe operacional" de uma empresa, que este considerava que a nomeação de uma determinada pessoa, membro de um certo partido, para uma estrutura da administração pública desconcentrada, não estava de acordo com o equilíbrio de forças políticas da região. De facto, até pode ser assim. Mas as responsabilidades que advêm de um cargo executivo, não se coadunam com este tipo de críticas, especialmente porque o financiamento da actividade desta empresa tem sido quase que exclusivamente financiada por esta referida estrutura. E é só...
É fundamental pensar
É imprescindível exercitar regularmente o raciocínio. Já não basta respirar e sobreviver. A sociedade contemporânea requer do indivíduo mais que o seu trabalho, pede o seu interesse, produtividade, crítica, proactividade e engenho.
Mais que “dizer” presente, é necessário “estar” presente...
É imprescindível exercitar regularmente o raciocínio. Já não basta respirar e sobreviver. A sociedade contemporânea requer do indivíduo mais que o seu trabalho, pede o seu interesse, produtividade, crítica, proactividade e engenho.
Mais que “dizer” presente, é necessário “estar” presente...
2003-11-09
A Ministra das Finanças foi à RTP1 e esteve como habitualmente. Uma Senhora. Aquela postura formal e formativa que lhe é habitual, não fugindo às questões mais complicadas e, essencialmente, falar com simplicidade, uma dose de humildade e um sentido de estado cada vez menos habitual nos nossos políticos. Este é o seu tributo.
Um dos exemplos é o sistema de portagens virtual, vulgo SCUTS. Como é possível tanta irresponsabilidade por parte de um governo, supostamente de esquerda. Num comentário que li no Almariado, escreveram que “Não herdamos a terra dos nossos pais, pedimos emprestada aos nossos filhos”... parece-me que o PS devia mandar imprimir uns cartazes e espalhar pelos gabinetes do Largo do Rato, pode ser que da próxima vez que forem governo (cruzes, canhoto) se lembrem disto. É que, pelos vistos, estes senhores empenharam Portugal com este “esquema” de portagens virtuais (entre outras políticas e projectos) a 30 anos... para poderem fazer despesa à vontade... com os custos desastrosos que se vê!!!
Para além do EURO, de obras públicas que duplicaram o custo orçamentado inicialmente (o edifício da Segurança Social do Algarve é um bom exemplo), etc, etc, etc... ainda bem que já temos Governo. Ainda bem que a Prof. Manuela Ferreira Leite assumiu esta complicada pasta.
Uma das respostas que achei mais interessantes foi quando assumiu que não se estava a sacrificar os portugueses para gerar “liquidez” para despesa pública em 2005... se isso for verdade (numa sociedade inteligente), Portugal teria governo para mais 4 anos, no mínimo...
Um dos exemplos é o sistema de portagens virtual, vulgo SCUTS. Como é possível tanta irresponsabilidade por parte de um governo, supostamente de esquerda. Num comentário que li no Almariado, escreveram que “Não herdamos a terra dos nossos pais, pedimos emprestada aos nossos filhos”... parece-me que o PS devia mandar imprimir uns cartazes e espalhar pelos gabinetes do Largo do Rato, pode ser que da próxima vez que forem governo (cruzes, canhoto) se lembrem disto. É que, pelos vistos, estes senhores empenharam Portugal com este “esquema” de portagens virtuais (entre outras políticas e projectos) a 30 anos... para poderem fazer despesa à vontade... com os custos desastrosos que se vê!!!
Para além do EURO, de obras públicas que duplicaram o custo orçamentado inicialmente (o edifício da Segurança Social do Algarve é um bom exemplo), etc, etc, etc... ainda bem que já temos Governo. Ainda bem que a Prof. Manuela Ferreira Leite assumiu esta complicada pasta.
Uma das respostas que achei mais interessantes foi quando assumiu que não se estava a sacrificar os portugueses para gerar “liquidez” para despesa pública em 2005... se isso for verdade (numa sociedade inteligente), Portugal teria governo para mais 4 anos, no mínimo...
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