Uma realidade que, na opinião da eurodeputada do PS, revela «um machismo anacrónico» e posições que «não revelavam nenhuma modernidade, nem sintonia europeísta, nem progressismo, nem “novas fronteiras” nenhumas».
A eurodeputada Ana Gomes está de volta ao ataque!!! Nem o desterro de ouro a cala!
Esta é a fronteira entre aquilo que se pode pensar e aquilo que não se deve falar (ou escrever)!
As mulheres estão claramente em desvantagem na nossa sociedade! Mas será justo implementar estas mudanças por via de quotas? Penso que não! As quotas são perversas, não premeiam mérito, não credibilizam, tão pouco alteram as desvantagens que a sociedade ainda mantém, mas que está invertendo... Já existem mais mulheres no ensino superior, por exemplo, sem recurso a quotas.
Os governos nunca deverão ser feitos por quotas. Os governos não são feitos por homens ou mulheres, mas por pessoas, capazes e motivadas.
À beira da nomeação, e pelo que me é dado a conhecer, este é dos governos menos políticos (no sentido da estrutura partidária) das últimas décadas. Não me refiro apenas aos independentes, refiro-me por exemplo à liberdade que cada ministro teve de escolher os seus Secretários de Estado.
O primeiro-ministro indigitado José Sócrates tem as melhores condições técnicas e institucionais dos últimos tempos para reformar. Tem, no entanto, o mesmo problema do Governo cessante, um país (e uma Europa) em crise, que em parte é estrutural, mas que em muito se deve aos maus resultados da economia internacional…
O meu PSD tem pela frente 4 anos de muito trabalho para apresentar-se ao eleitorado como uma alternativa credível e capaz. Tem que neste tempo abandonar o sistema dos caciques, dos baronatos e dos sindicatos de votos. O futuro tem que passar obrigatoriamente pela alteração da forma de eleger o Presidente do partido, assim como na forma de trabalhar dos gabinetes de estudos distritais e até concelhios. O PSD só voltará ao poder daqui a 4 anos caso consiga regenerar-se, não apenas a nível nacional, mas fundamentalmente nas Secções e Distritais, o trabalho feito junto dos eleitores, dos militantes, da sociedade em geral é fundamental para prestigiar este partido.
Destaco desde logo:
- Proceder a uma refiliação;
- Eleger directamente o Presidente do partido;
- Criar gabinetes de estudos multidisciplinares regionais (5 regiões plano) com pessoas capazes e motivadas, dependentes do Presidente;- Criar mecanismos de formação e captação de quadros.
2005-03-13
2005-03-12
Sinal dos Tempos
A notícia aqui avançada, de que 40% das empresas exportadoras de calçado pretendem deslocalizar a sua produção para países como a China ou a Roménia, é reflexo dos tempos em vivemos. O modelo de crescimento económico empresarial baseado nos baixos custos da mão-de-obra (factor trabalho) deixou de existir, sinal de que estamos mais ricos e já não existe ninguém para fazer este trabalho. Portugal precisa de encontrar o seu caminho, um caminho em que a massa cinzenta se torna o maior capital do país, e que não se faz sem investimento em tecnologia e inovação. Espero sinceramente que o Pólo Tecnológico do Algarve, há tanto aguardado, não seja apenas mais uma incubadora de empresas, mas que sirva para estimular o aparecimento de spin-offs, numa parceria construtiva entre Universidade do Algarve, empresas da região, investidores e empreendedores.
2005-03-10
Uma Assembleia tem mecanismos próprios que permitem gerir os conflitos entre os seus membros. A mesa da assembleia de Sábado à tarde, em Loulé, poderia ter expulso da sala alguns dos agressores verbais que repetidamente desrespeitaram quem ali estava, para além da própria mesa que, obstinadamente, os mandava calar e exigia compostura. Estas pessoas queixam-se de só serem chamados para colar cartazes e contribuir financeiramente, mas percebe-se logo porque apenas servem para isso. E já é muito!
Não me considero elitista em termos políticos, considero que esta expressão deve ser aglutinadora das várias opiniões, realidades e até formas de estar, mas também procurar aqueles que melhor podem contribuir, técnica e politicamente, na elaboração dos vários projectos e na construção das estratégias partidárias.
Estas pessoas, que atacam, são levadas pelos seus próprios receios, são facilmente manobradas e orientadas. Concordo com o Fernando quando diz que existem pessoas por trás da “esmeraldada”, são marionetas políticas… mas esta é a sociedade que temos, este é o partido que temos… Resta por isso duas situações, submergir uns tempos, até que o enquadramento seja mais conciliador e consistente, ou entregar o cartão e fazer política sem a via partidária. Ou, porque não, um misto dos dois.
Embora seja um militante de base, como está tão na moda agora (porque será?), já pensei na desfiliação, pois não me revejo em muitas atitudes… mas esta não é a altura de sair, esta é a altura de continuar a falar e a escrever, esta é a minha contribuição por agora. Já tentei dar outro tipo de contribuição, mas tenho-me desiludido quase sempre... penso que a actual classe política (e aqui não me refiro a ninguém em especial) não está preparada para trabalhar, para decidir, para actuar… não há grande capacidade de pensar e qualquer grupo que apareça para trabalhar e construir, é considerado, muitas vezes, como uma ameaça aos interesses instalados.
Em relação a muitas das críticas lançadas aos dois ausentes da reunião referida em cima, tenho apenas (por agora) uma coisa a dizer, já todos se esqueceram que alguns políticos da região, depois de ficarem sem o seu lugar, também se retiraram e não disseram presente em vários momentos eleitorais, o que está inteiramente no seu direito… desde que não critiquem nos outros o que foram as suas acções!!!
Não me considero elitista em termos políticos, considero que esta expressão deve ser aglutinadora das várias opiniões, realidades e até formas de estar, mas também procurar aqueles que melhor podem contribuir, técnica e politicamente, na elaboração dos vários projectos e na construção das estratégias partidárias.
Estas pessoas, que atacam, são levadas pelos seus próprios receios, são facilmente manobradas e orientadas. Concordo com o Fernando quando diz que existem pessoas por trás da “esmeraldada”, são marionetas políticas… mas esta é a sociedade que temos, este é o partido que temos… Resta por isso duas situações, submergir uns tempos, até que o enquadramento seja mais conciliador e consistente, ou entregar o cartão e fazer política sem a via partidária. Ou, porque não, um misto dos dois.
Embora seja um militante de base, como está tão na moda agora (porque será?), já pensei na desfiliação, pois não me revejo em muitas atitudes… mas esta não é a altura de sair, esta é a altura de continuar a falar e a escrever, esta é a minha contribuição por agora. Já tentei dar outro tipo de contribuição, mas tenho-me desiludido quase sempre... penso que a actual classe política (e aqui não me refiro a ninguém em especial) não está preparada para trabalhar, para decidir, para actuar… não há grande capacidade de pensar e qualquer grupo que apareça para trabalhar e construir, é considerado, muitas vezes, como uma ameaça aos interesses instalados.
Em relação a muitas das críticas lançadas aos dois ausentes da reunião referida em cima, tenho apenas (por agora) uma coisa a dizer, já todos se esqueceram que alguns políticos da região, depois de ficarem sem o seu lugar, também se retiraram e não disseram presente em vários momentos eleitorais, o que está inteiramente no seu direito… desde que não critiquem nos outros o que foram as suas acções!!!
2005-03-09
A CGTP vai exigir ao novo Governo que a idade da reforma das mulheres baixe para os 62 anos de idade, noticia esta quarta-feira A Capital. De acordo com o jornal, esta é uma das questões reunidas na carta reivindicativa «Caminhos para a Igualdade», que a intersindical vai apresentar ao Governo, ao Presidente da República, Jorge Sampaio, e aos grupos parlamentares.
É interessante avaliar o contributo dos sindicatos para a economia. Supostamente defendem os interesses dos seus associados, ou trabalhadores em geral. Na realidade, esta notícia revela a verdadeira natureza destes "grupos políticos"! Quando a economia está em baixo, necessitando do contributo de todos, os sindicatos da CGTP vêm exigir ao novo Governo que reduza a idade de reforma das mulheres para os 62 anos. Referem os "caminhos para a igualdade", quando as mulheres têm uma esperança média de vida superior e, ao abrigo da igualdade, pedem que lhes reformem mais cedo. Mas esse até nem é o problema. Considero-me mais liberal que conservador, à direita da esquerda, mas sou pelo ganho de benefícios à medida que a sociedade progride e proporciona recursos excedentes para tal: mais espaço para lazer, melhores rendimentos, melhor e mais educação, mais e melhor cultura e por aí fora? mas esses recursos são escassos e a sociedade deve estar em franco crescimento para gerar recursos para incrementar estas áreas. Não é o caso. Neste momento são as empresas que requerem trabalhadores mais produtivos. Não é a altura de falar na alteração da idade da reforma, nem em greves, como na Opel, em que os sindicatos influenciam estas formas de luta (direi mesmo guerrilha) que, em última análise, afastam outros investimentos, fundamentais à nossa economia! Qual é o investidor internacional que, depois de uma prospecção ao mercado, sabendo da propensão do capital humano entrar em greve, decide investir, quando tem outros países com salários mais baixos, preços de instalação mais reduzidos, apoios do Estado, beneficiando de uma centralidade que não temos, enfim, posso continuar, mas penso que me fico por aqui. As sindicatos (re)lanço um desafio: participem na economia como parceiros, não como concorrentes!!!
É interessante avaliar o contributo dos sindicatos para a economia. Supostamente defendem os interesses dos seus associados, ou trabalhadores em geral. Na realidade, esta notícia revela a verdadeira natureza destes "grupos políticos"! Quando a economia está em baixo, necessitando do contributo de todos, os sindicatos da CGTP vêm exigir ao novo Governo que reduza a idade de reforma das mulheres para os 62 anos. Referem os "caminhos para a igualdade", quando as mulheres têm uma esperança média de vida superior e, ao abrigo da igualdade, pedem que lhes reformem mais cedo. Mas esse até nem é o problema. Considero-me mais liberal que conservador, à direita da esquerda, mas sou pelo ganho de benefícios à medida que a sociedade progride e proporciona recursos excedentes para tal: mais espaço para lazer, melhores rendimentos, melhor e mais educação, mais e melhor cultura e por aí fora? mas esses recursos são escassos e a sociedade deve estar em franco crescimento para gerar recursos para incrementar estas áreas. Não é o caso. Neste momento são as empresas que requerem trabalhadores mais produtivos. Não é a altura de falar na alteração da idade da reforma, nem em greves, como na Opel, em que os sindicatos influenciam estas formas de luta (direi mesmo guerrilha) que, em última análise, afastam outros investimentos, fundamentais à nossa economia! Qual é o investidor internacional que, depois de uma prospecção ao mercado, sabendo da propensão do capital humano entrar em greve, decide investir, quando tem outros países com salários mais baixos, preços de instalação mais reduzidos, apoios do Estado, beneficiando de uma centralidade que não temos, enfim, posso continuar, mas penso que me fico por aqui. As sindicatos (re)lanço um desafio: participem na economia como parceiros, não como concorrentes!!!
2005-03-03
Nota de Redacção: Numa época de fusões, aquisições e reestruturações, o notaSoltas abre cinquenta por cento do seu capital a um novo elemento. A partir daqui, este espaço deixa de ser individual e torna-se colectivo. A dinâmica será a mesma, falar sobre tudo, por vezes sobre nada, a maioria das outras sobre alguma coisa…
Eu e o Tiago Torégão participamos em diversos projectos juntos, profissionalmente na Agência de Desenvolvimento Regional do Algarve, em termos pessoais, destaco a vialgarve. Agora estabelecemos aqui, consigo que nos está a ler, um compromisso de coerência e responsabilidade!
Aproveitamos também a entrada de capital fresco para renovar o aspecto geral do site.
Os conteúdos serão, como sempre, responsabilidade do seu autor, que é identificado com o nome, não como até aqui, pelas siglas.
A China pode arrasar alguns sectores, como o têxtil, de algumas economias mais frágeis, como a nossa. Para além dos princípios da livre concorrência não estarem assegurados, pela miséria de salários, das condições de vida e extrema pobreza que perpetuam os preços baixos, temos também este tipo de censura, para além da restante.
2005-03-02
Ora aqui está uma medida interessante.
Nós sabemos que os deputados à Assembleia da República eleitos na região, não são da região. Os deputados ao Parlamento Europeu, pela sua dinâmica própria e enquadramento institucional, ainda menos. Por este motivo, é de louvar esta medida da eurodeputada algarvia.
E ainda sobre Jamila Madeira, aqui está outra proposta meritória. O enquadramento e mais-valia da participação no projecto Europeu deve passar pelo melhoramento dos critérios sociais, onde a literacia/ educação/ formação (e, já agora, o emprego) são fundamentais à correcta leitura do estado de uma região. A política deve ser feita para as pessoas.
Os deputados desenvolvam trabalho, muitas vezes pouco reconhecido, mas devem ser estes os primeiros a criar mecanismos, formais ou informais, de comunicar o que fazem com os mandatos que lhes atribuímos pelo voto. O notas não deve ser frequentado por deputados, mas mesmo assim, apelo a estes que comuniquem via página web, e-mail, entre outros meios, e nos transmitam e informem do que andam a fazer pelos corredores, câmaras, antecâmaras, plenário e gabinetes do parlamento.
Nós sabemos que os deputados à Assembleia da República eleitos na região, não são da região. Os deputados ao Parlamento Europeu, pela sua dinâmica própria e enquadramento institucional, ainda menos. Por este motivo, é de louvar esta medida da eurodeputada algarvia.
E ainda sobre Jamila Madeira, aqui está outra proposta meritória. O enquadramento e mais-valia da participação no projecto Europeu deve passar pelo melhoramento dos critérios sociais, onde a literacia/ educação/ formação (e, já agora, o emprego) são fundamentais à correcta leitura do estado de uma região. A política deve ser feita para as pessoas.
Os deputados desenvolvam trabalho, muitas vezes pouco reconhecido, mas devem ser estes os primeiros a criar mecanismos, formais ou informais, de comunicar o que fazem com os mandatos que lhes atribuímos pelo voto. O notas não deve ser frequentado por deputados, mas mesmo assim, apelo a estes que comuniquem via página web, e-mail, entre outros meios, e nos transmitam e informem do que andam a fazer pelos corredores, câmaras, antecâmaras, plenário e gabinetes do parlamento.
2005-03-01
O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD vai/ está a analisar a conduta e (pouca/ nenhuma/ negativa) contribuição na campanha de alguns filiados nos últimos meses.
O PSD é um partido que defende os valores dos direitos, das liberdades e garantias dos portugueses, como elemento indispensável à preservação da autonomia pessoal (1), posto isto, a opinião de alguns, como a de Pacheco Pereira, Cavaco Silva e outros, deve ser encarada dentro deste espírito. Todavia, penso que a militância partidária requer algum tipo de disciplina. Mesmo assim, as posições tomadas em público são conflituais com a minha noção de disciplina, se por um lado são membros de um partido, por outro não (devem) abdicam dos seus direitos de cidadania.
“O pluralismo das ideias e correntes políticas, cuja garantia de livre expressão constitui pressuposto indispensável ao gozo dos direitos e liberdades fundamentais de todo o cidadão” (2), são aqui colocados em causa por uma tentativa de culpabilização de uns, pelos erros e falta de sorte de outros.
“O direito à diferença, como condição inerente à natureza humana e indispensável para a afirmação integral da personalidade de cada indivíduo.” (2)
Fecho esta entrada com outro extracto do Programa do PSD, enunciando as suas diferenças:
“Um partido que é dialogante, aberto à pluralidade de opiniões”; “um partido que aposta no reconhecimento do mérito e na capacidade de afirmação pessoal e social, cada vez mais necessários numa sociedade onde cresce o espaço para a realização das capacidades individuais, e onde importa distinguir os talentos pessoais que são contributos para o bem comum e para o progresso do País.”
E mais nada!
Deixemo-nos da caça às bruxas e vamos lá ao que interessa...
(1) Adaptado do programa do PSD
(2) In Programa do PSD
O PSD é um partido que defende os valores dos direitos, das liberdades e garantias dos portugueses, como elemento indispensável à preservação da autonomia pessoal (1), posto isto, a opinião de alguns, como a de Pacheco Pereira, Cavaco Silva e outros, deve ser encarada dentro deste espírito. Todavia, penso que a militância partidária requer algum tipo de disciplina. Mesmo assim, as posições tomadas em público são conflituais com a minha noção de disciplina, se por um lado são membros de um partido, por outro não (devem) abdicam dos seus direitos de cidadania.
“O pluralismo das ideias e correntes políticas, cuja garantia de livre expressão constitui pressuposto indispensável ao gozo dos direitos e liberdades fundamentais de todo o cidadão” (2), são aqui colocados em causa por uma tentativa de culpabilização de uns, pelos erros e falta de sorte de outros.
“O direito à diferença, como condição inerente à natureza humana e indispensável para a afirmação integral da personalidade de cada indivíduo.” (2)
Fecho esta entrada com outro extracto do Programa do PSD, enunciando as suas diferenças:
“Um partido que é dialogante, aberto à pluralidade de opiniões”; “um partido que aposta no reconhecimento do mérito e na capacidade de afirmação pessoal e social, cada vez mais necessários numa sociedade onde cresce o espaço para a realização das capacidades individuais, e onde importa distinguir os talentos pessoais que são contributos para o bem comum e para o progresso do País.”
E mais nada!
Deixemo-nos da caça às bruxas e vamos lá ao que interessa...
(1) Adaptado do programa do PSD
(2) In Programa do PSD
2005-02-26
Igual a si mesmo, em sintonia com a sua opinião escrita, o Fernando fez a leitura dos acontecimentos, com a clareza, objectividade e ética que lhe são característicos, em consciência, apresentou a demissão daquela estrutura. Cumprimentei-o por isso!
Fez bem. É pena que não tenha tido seguidores. Refundar o PSD Algarve é urgente…
Agora estou expectante com o próximo dia 5 de Março, nas terras de Loulé. Vamos assistir seguramente a justificações surrealistas, iguais ao comunicado que aquela estrutura fez sobre os resultados eleitorais, referindo: “as suas consequências para o país, para a região do Algarve e para o PSD”. Esqueceram-se das consequências que deveria ter para eles próprios. Por tudo isto, aguardam-se as cenas dos próximos capítulos.
A classe política da região necessita ser renovada e rejuvenescida. Não entro no discurso que os que já estão há muito devem ceder o lugar aos mais novos, acredito no entanto na preparação das novas gerações de políticos, não me refiro às Jotas, refiro-me aqueles que têm ideias, opiniões e algum talento, para além do desejo de construir um partido forte e actuante.
Para quando o fim das quotas da Jota e dos TSD nas listas para as mais variadas eleições. As pessoas devem chegar lá pelo seu mérito, não por cirandar em torno de alguém, de terem sido eleitos pelos militantes, que muitas vezes controlam. Chega deste enredo de estruturas, de quotas reais, de quotas politicamente correctas, de uma série de atentados à própria democracia interna. Refundar o partido é, antes que tudo, um estado de espírito, uma força que deve ter origem nas bases do partido, as mesmas que não elegem o Presidente, que não responsabilizam os delegados ao congresso, pela simples e obvia razão que não sabem qual o seu voto, que é secreto. O poder dos delegados é esse. Elegem a direcção nacional do partido sem prestar contas. Este é o partido que não quero.
E qual é o partido que quero?
Quero um partido das bases para o país! Eleições directas para todos os órgãos! Uma re-filiação a cada “x” anos! Um controlo efectivo das inscrições dos militantes! O fim de 10 militantes numa morada! Um partido que retome o programa!
Quero um partido com pessoas de mérito, conhecedoras das realidades concretas, contribuintes técnicos para construir estratégias políticas.
Quero um partido que consiga atrair quadros motivados, não pelos lugares (internos e externos), mas pelo trabalho. Onde está o trabalho dos Gabinetes de Estudos. Onde estão as reflexões dos Conselhos de Opinião.
Deixo à reflexão de todos o seguinte trecho dos princípios programáticos do PSD:
“Um partido que aposta no reconhecimento do mérito e na capacidade de afirmação pessoal e social, cada vez mais necessários numa sociedade onde cresce o espaço para a realização das capacidades individuais, e onde importa distinguir os talentos pessoais que são contributos para o bem comum e para o progresso do País.”
O desafio é esse. Trabalhar, muito, trabalhar para merecer uma candidatura forte e sustentada daqui a 4 anos. Esqueçam a possibilidade de um próximo Presidente da República repetir uma dissolução de um governo estável. A bem do país, deixem o PS governar bem. Para nosso bem. Das pessoas. O que não impede de começarmos a construir uma alternativa credível. Não interessa ser eleito por demérito de quem lá está, o mérito é vencer pelas propostas que apresentarmos, pelas pessoas que candidatarmos e pelo valor que alcançarmos. São 4 anos. Dá tempo. É preciso começar já!
Fez bem. É pena que não tenha tido seguidores. Refundar o PSD Algarve é urgente…
Agora estou expectante com o próximo dia 5 de Março, nas terras de Loulé. Vamos assistir seguramente a justificações surrealistas, iguais ao comunicado que aquela estrutura fez sobre os resultados eleitorais, referindo: “as suas consequências para o país, para a região do Algarve e para o PSD”. Esqueceram-se das consequências que deveria ter para eles próprios. Por tudo isto, aguardam-se as cenas dos próximos capítulos.
A classe política da região necessita ser renovada e rejuvenescida. Não entro no discurso que os que já estão há muito devem ceder o lugar aos mais novos, acredito no entanto na preparação das novas gerações de políticos, não me refiro às Jotas, refiro-me aqueles que têm ideias, opiniões e algum talento, para além do desejo de construir um partido forte e actuante.
Para quando o fim das quotas da Jota e dos TSD nas listas para as mais variadas eleições. As pessoas devem chegar lá pelo seu mérito, não por cirandar em torno de alguém, de terem sido eleitos pelos militantes, que muitas vezes controlam. Chega deste enredo de estruturas, de quotas reais, de quotas politicamente correctas, de uma série de atentados à própria democracia interna. Refundar o partido é, antes que tudo, um estado de espírito, uma força que deve ter origem nas bases do partido, as mesmas que não elegem o Presidente, que não responsabilizam os delegados ao congresso, pela simples e obvia razão que não sabem qual o seu voto, que é secreto. O poder dos delegados é esse. Elegem a direcção nacional do partido sem prestar contas. Este é o partido que não quero.
E qual é o partido que quero?
Quero um partido das bases para o país! Eleições directas para todos os órgãos! Uma re-filiação a cada “x” anos! Um controlo efectivo das inscrições dos militantes! O fim de 10 militantes numa morada! Um partido que retome o programa!
Quero um partido com pessoas de mérito, conhecedoras das realidades concretas, contribuintes técnicos para construir estratégias políticas.
Quero um partido que consiga atrair quadros motivados, não pelos lugares (internos e externos), mas pelo trabalho. Onde está o trabalho dos Gabinetes de Estudos. Onde estão as reflexões dos Conselhos de Opinião.
Deixo à reflexão de todos o seguinte trecho dos princípios programáticos do PSD:
“Um partido que aposta no reconhecimento do mérito e na capacidade de afirmação pessoal e social, cada vez mais necessários numa sociedade onde cresce o espaço para a realização das capacidades individuais, e onde importa distinguir os talentos pessoais que são contributos para o bem comum e para o progresso do País.”
O desafio é esse. Trabalhar, muito, trabalhar para merecer uma candidatura forte e sustentada daqui a 4 anos. Esqueçam a possibilidade de um próximo Presidente da República repetir uma dissolução de um governo estável. A bem do país, deixem o PS governar bem. Para nosso bem. Das pessoas. O que não impede de começarmos a construir uma alternativa credível. Não interessa ser eleito por demérito de quem lá está, o mérito é vencer pelas propostas que apresentarmos, pelas pessoas que candidatarmos e pelo valor que alcançarmos. São 4 anos. Dá tempo. É preciso começar já!
2005-02-22
Depois de um dia de reflexão, aqui vai...
Espero que o PSD volte, forte. Com liderança renovada. Novas caras. Novos quadros. Com trabalho realizado. Temos 4 anos para os tornar conhecidos.
O trabalho realizado por um partido na oposição é fundamental à reconquista do poder. Não existem dúvidas que o PSD é um partido de poder. Ao contrário de muitos outros, não passa sem umas passagens por São Bento. É uma realidade. O que não significa que não deva cultivar o talento de ser uma oposição credível, sensata e verdadeiramente alternativa.
Depois da notícia da intenção de demissão de Pedro Santana Lopes, penso que deve acabar o clima de penalização e constante desprezo por uma pessoa que liderou, bem, mal, pior, melhor... mas que esteve à frente e foi confirmado pelos seus pares e, mais tarde, por delegados em congresso, nos termos dos estatutos. Por isso, este capítulo pode e deve ser fechado!
Resta-nos reflectir sobre a democraticidade interna do PSD. Para quando a eleição directa (pelos militantes) da Comissão Política Nacional, i.e. do Presidente do Partido?
Já me disseram que retira o interesse ao congresso... que retire, trata-se de uma assembleia muito importante, mas que deve ser mais privada, menos mediática e assumir-se como um fórum global.
O PSD deve aproveitar este resultado, que é miserável não se pode esconder, para renascer novo.
Muitos defendem agora a convocação de eleições para as Distritais... penso que é o caminho. Mas que os novos líderes (ou menos novos) provoquem uma renovação dos quadros. Bem sei que pode ser difícil reunir pessoas, agora sem o poder... mas é nesta altura que as pessoas são mais sinceras... quando apenas podem dar trabalho, não receber também.
Vamos a isso!
Espero que o PSD volte, forte. Com liderança renovada. Novas caras. Novos quadros. Com trabalho realizado. Temos 4 anos para os tornar conhecidos.
O trabalho realizado por um partido na oposição é fundamental à reconquista do poder. Não existem dúvidas que o PSD é um partido de poder. Ao contrário de muitos outros, não passa sem umas passagens por São Bento. É uma realidade. O que não significa que não deva cultivar o talento de ser uma oposição credível, sensata e verdadeiramente alternativa.
Depois da notícia da intenção de demissão de Pedro Santana Lopes, penso que deve acabar o clima de penalização e constante desprezo por uma pessoa que liderou, bem, mal, pior, melhor... mas que esteve à frente e foi confirmado pelos seus pares e, mais tarde, por delegados em congresso, nos termos dos estatutos. Por isso, este capítulo pode e deve ser fechado!
Resta-nos reflectir sobre a democraticidade interna do PSD. Para quando a eleição directa (pelos militantes) da Comissão Política Nacional, i.e. do Presidente do Partido?
Já me disseram que retira o interesse ao congresso... que retire, trata-se de uma assembleia muito importante, mas que deve ser mais privada, menos mediática e assumir-se como um fórum global.
O PSD deve aproveitar este resultado, que é miserável não se pode esconder, para renascer novo.
Muitos defendem agora a convocação de eleições para as Distritais... penso que é o caminho. Mas que os novos líderes (ou menos novos) provoquem uma renovação dos quadros. Bem sei que pode ser difícil reunir pessoas, agora sem o poder... mas é nesta altura que as pessoas são mais sinceras... quando apenas podem dar trabalho, não receber também.
Vamos a isso!
2005-02-20
A Igreja Maná é de facto uma organização cinzenta e quase que me atrevo a classificar de delinquente. Está a apelar ao voto cruzado. Ou seja, ao voto nulo!
Como Igreja que é, esta instituição não contribui para a colectividade, ou seja, está isenta de impostos pela sua actividade empresari… queria dizer confessional…
Agora apelam ao boicote eleitoral. Interessante? Triste!
«Votar muda alguma coisa?» é uma das afirmações. Vou permitir-me a resposta: Votar é um direito que foi difícil obter, muitos morreram ou foram destruídos ao longo dos anos até 74. Respeitem esse sofrimento, respeitem essas pessoas, ao menos isso. Trata-se do momento exacto onde as populações podem exercer o seu poder concreto. Sim, poder! Não o abstraccionismo daquela seita, encabeçada por um (intitulado) apóstolo, energúmeno, face aos disparates que agora vem defender.
Sou o primeiro a defender a evolução do actual sistema político! Mas não é pelo voto nulo, quando muito pelo voto em branco!
Como Igreja que é, esta instituição não contribui para a colectividade, ou seja, está isenta de impostos pela sua actividade empresari… queria dizer confessional…
Agora apelam ao boicote eleitoral. Interessante? Triste!
«Votar muda alguma coisa?» é uma das afirmações. Vou permitir-me a resposta: Votar é um direito que foi difícil obter, muitos morreram ou foram destruídos ao longo dos anos até 74. Respeitem esse sofrimento, respeitem essas pessoas, ao menos isso. Trata-se do momento exacto onde as populações podem exercer o seu poder concreto. Sim, poder! Não o abstraccionismo daquela seita, encabeçada por um (intitulado) apóstolo, energúmeno, face aos disparates que agora vem defender.
Sou o primeiro a defender a evolução do actual sistema político! Mas não é pelo voto nulo, quando muito pelo voto em branco!
2005-02-06
Lá começou o Carnaval. Acabei de assistir a um desfile carnavalesco dos partidos da República. Refiro-me aos vídeos do “direito de antena”. Vi de tudo. Desde fascistas de direita a falar de fronteiras e imigrantes, até aos de “esquerda” que falavam de qualquer outra coisa. Dos anti-europa, aos do estabelecimento... só mesmo o do bloco para me fazer rir... mas só isso...
Cheguei agora mesmo de umas mini-férias por terras de Santarém e Estoril... por cá (ainda) não vi o material de campanha que já está na rua (por lá). Também aqui vi de tudo. Uns cartazes com Sócrates sorumbático e pouco atractivo; um Jerónimo que afirma ser alternativa, não percebi de quê, onde ou porquê; um Bloco que fala de desemprego, que parece ter condições de resolver. Um Portas com um sorriso estranho. Do meu PSD (por enquanto, ainda, PPD/PSD), onde milito há 14 anos, uma atitude de campanha onde não faltam fotos de membros de outros partidos, pela negativa... chegamos ao nível mais baixo. Não existem ideias para Portugal... ou se calhar não há interesse de as comunicar à população. Da direita à esquerda, o fenómeno generalizou-se.
Ah, e bastantes muros pintados com a equivalência de um candidato a uma orientação sexual... de forma bastante crua...
Já só faltam 10 dias... ainda faltam 10 dias!!!
Cheguei agora mesmo de umas mini-férias por terras de Santarém e Estoril... por cá (ainda) não vi o material de campanha que já está na rua (por lá). Também aqui vi de tudo. Uns cartazes com Sócrates sorumbático e pouco atractivo; um Jerónimo que afirma ser alternativa, não percebi de quê, onde ou porquê; um Bloco que fala de desemprego, que parece ter condições de resolver. Um Portas com um sorriso estranho. Do meu PSD (por enquanto, ainda, PPD/PSD), onde milito há 14 anos, uma atitude de campanha onde não faltam fotos de membros de outros partidos, pela negativa... chegamos ao nível mais baixo. Não existem ideias para Portugal... ou se calhar não há interesse de as comunicar à população. Da direita à esquerda, o fenómeno generalizou-se.
Ah, e bastantes muros pintados com a equivalência de um candidato a uma orientação sexual... de forma bastante crua...
Já só faltam 10 dias... ainda faltam 10 dias!!!
2005-02-01
A aposentação na Administração Pública é uma matéria importante. Aliás, uma política de recursos humanos honesta, coerente e planeada é essencial para resolver os problemas de décadas de deriva nesta importante rubrica do orçamento público.
Embora haja a tentação de politizarem estas questões, é uma área onde os vários partidos devem convergir.
A idade da reforma deve ser igual nos dois mercados, no privado e no público. É justo! Se a convergência deve ser do primeiro para o segundo ou ao contrário, isso é algo que deve ser estudado. Naturalmente que existe a expectativa de, no final de uma carreira contributiva, ter alguns anos de dignidade e saúde para usufruir do tão esperado descanso… até aqui, penso que qualquer pessoa aceita.
O problema consiste na sustentabilidade dos fundos de pensões e da CGA. Se antigamente a esperança de vida era mais baixa, existe, hoje, a necessidade de realizar um esforço acrescido para pagar mais anos de reforma. Ou seja, vivemos mais, pelo que pagamos mais anos, em média, de pensões e reformas.
O envelhecimento da mão-de-obra é um problema. O envelhecimento da população também. Cada vez menos pessoas descontam. As reformas pagas têm tendência a subir. Isso, no limite, provoca desequilíbrios estruturais.
Nos últimos anos muitas pessoas foram aposentadas da Função Pública com 50 anos… o que dificilmente acontece no privado, pelo menos com o mesmo vencimento… No público, recebiam (já não é assim) 100% do vencimento bruto… no privado 80%!
É chegado o momento de pensar nesta questão, não deixar para as gerações futuras resolver… sob pena de já não ser possível.
É, na minha opinião, errado dizer que não se deve mexer nos direitos adquiridos. As gerações futuras vão pagar algo que esta não teve de o fazer, pelo menos não na mesma escala.
É fundamental aproximar os dois mercados de trabalho – retirar direitos adquiridos? Talvez… desde que com isso sejam assegurados os direitos dos que actualmente contribuem… e daqueles que entram todos os anos no sistema.
Já existem economistas a pedir o aumento da idade de reforma, por isso, caso seja feito, pode ser uma via para aproximarem as idades nos dois sectores.
Embora haja a tentação de politizarem estas questões, é uma área onde os vários partidos devem convergir.
A idade da reforma deve ser igual nos dois mercados, no privado e no público. É justo! Se a convergência deve ser do primeiro para o segundo ou ao contrário, isso é algo que deve ser estudado. Naturalmente que existe a expectativa de, no final de uma carreira contributiva, ter alguns anos de dignidade e saúde para usufruir do tão esperado descanso… até aqui, penso que qualquer pessoa aceita.
O problema consiste na sustentabilidade dos fundos de pensões e da CGA. Se antigamente a esperança de vida era mais baixa, existe, hoje, a necessidade de realizar um esforço acrescido para pagar mais anos de reforma. Ou seja, vivemos mais, pelo que pagamos mais anos, em média, de pensões e reformas.
O envelhecimento da mão-de-obra é um problema. O envelhecimento da população também. Cada vez menos pessoas descontam. As reformas pagas têm tendência a subir. Isso, no limite, provoca desequilíbrios estruturais.
Nos últimos anos muitas pessoas foram aposentadas da Função Pública com 50 anos… o que dificilmente acontece no privado, pelo menos com o mesmo vencimento… No público, recebiam (já não é assim) 100% do vencimento bruto… no privado 80%!
É chegado o momento de pensar nesta questão, não deixar para as gerações futuras resolver… sob pena de já não ser possível.
É, na minha opinião, errado dizer que não se deve mexer nos direitos adquiridos. As gerações futuras vão pagar algo que esta não teve de o fazer, pelo menos não na mesma escala.
É fundamental aproximar os dois mercados de trabalho – retirar direitos adquiridos? Talvez… desde que com isso sejam assegurados os direitos dos que actualmente contribuem… e daqueles que entram todos os anos no sistema.
Já existem economistas a pedir o aumento da idade de reforma, por isso, caso seja feito, pode ser uma via para aproximarem as idades nos dois sectores.
2005-01-31
2005-01-27
António Mexia afirmou que alguns economistas do PS deveriam voltar para a escola... eu acrescento que alguns destes economistas ainda não saíram da escola!
É a diferença entre um ser dos mais qualificados gestores de Portugal e outros serem dos mais qualificados teóricos... para bom entendedor, meia palavra basta!
É a diferença entre um ser dos mais qualificados gestores de Portugal e outros serem dos mais qualificados teóricos... para bom entendedor, meia palavra basta!
"Em resumo, o que proponho é: não deixar de votar; votar no PS; e dar-lhe uma maioria absoluta. Tudo o resto servirá apenas para prolongar a agonia de um país que merece melhor sorte"
Estas são as palavras de um democrata?
Chegamos sem dúvida, nestas eleições, ao ponto mais baixo do nosso sistema político. Os boatos, as insinuações, os compromissos, as fontes bem colocadas, as mal colocadas, as declarações, as contra-declarações... Portugal no seu melhor!
Estas são as palavras de um democrata?
Chegamos sem dúvida, nestas eleições, ao ponto mais baixo do nosso sistema político. Os boatos, as insinuações, os compromissos, as fontes bem colocadas, as mal colocadas, as declarações, as contra-declarações... Portugal no seu melhor!
2005-01-24
Sobre o voto útil no CDS-PP, faço a seguinte reflexão:
1. A comunicação social, os mais variados comentadores, assim como os estudos de opinião (leia-se sondagens), já elegeram para Primeiro-ministro o Eng. Sócrates;
2. Ao PSD, de acordo com o ponto 1., cabe-lhe a honrada tarefa de liderar a oposição;
3. Conclui o líder do PP (agora gosta de lhe chamar CDS), que só votando neste partido pode o povo dar por útil o seu voto, na medida em que, embora impedido de formar governo por acordo pré-eleitoral com o PSD, pode sempre fazer umas viabilizações “limianas”, o que é útil aos portugueses, em especial a um grupo de portugueses... Aí está, em português suave, a minha noção de voto útil dos Populares.
1. A comunicação social, os mais variados comentadores, assim como os estudos de opinião (leia-se sondagens), já elegeram para Primeiro-ministro o Eng. Sócrates;
2. Ao PSD, de acordo com o ponto 1., cabe-lhe a honrada tarefa de liderar a oposição;
3. Conclui o líder do PP (agora gosta de lhe chamar CDS), que só votando neste partido pode o povo dar por útil o seu voto, na medida em que, embora impedido de formar governo por acordo pré-eleitoral com o PSD, pode sempre fazer umas viabilizações “limianas”, o que é útil aos portugueses, em especial a um grupo de portugueses... Aí está, em português suave, a minha noção de voto útil dos Populares.
2005-01-20
A competitividade
publicado em Janeiro na
Magazine do Algarve
A competitividade tem sido apresentada como um objectivo estruturante para o nosso país, no entanto verifica-se que, embora identificada como um problema, ainda não saiu do plano político.
Portugal tem empresas de ponta, tem outras em áreas inovadoras, todavia, a grande maioria carece de formação, tanto ao nível dos “assalariados”, como dos “patrões”. Estes últimos, especificamente, em gestão de recursos humanos e, fundamentalmente, em planeamento e internacionalização (especialmente para a indústria, mas não só).
A competitividade portuguesa é genericamente considerada baixa, comparativamente com países onde os empresários investem, onde a gestão planeia e onde até os sindicatos desempenham um importante papel neste esforço.
Não quero com isto dizer que só nos resta resignar e deixar o país produtivo como está. Mas quero focar o grande défice tecnológico (i.e. equipamentos e novas tecnologias) existente hoje, que tende a crescer, contribuindo para os baixos níveis de produtividade actuais. Resta estudar quanto.
O tecido empresarial carece de mais tecnologia (e também I&D), de recursos humanos mais motivados e de um ambiente geral estável; um estado regulador, sem ser paternalista, e de instituições a funcionar de forma regular. Desde o governo, às suas repartições.
As micro e as pequenas e médias empresas, que representam a maioria do efectivo, são o motor de qualquer economia saudável. Aceito que estejam carecidas de recursos financeiros, mas é ao nível da gestão que o estado deve também procurar intervir.
Como?
Cada vez que o estado legisla mais férias (de 22 para 25), dias de formação obrigatórias (são 20, vão ser 35 horas por trabalhador e por ano) está a dizer que os empregadores deverão fazer um esforço acrescido. Quem paga estas medidas? As empresas, claro! Onde fica a produtividade? Na mesma... ou quase!
O estado deve ser fundamentalmente regulador e fiscalizador, deve sair do processo produtivo, mas já que oferece (com recursos que não são dele) mais regalias sociais, deve também exigir formação de empresários e impedir aqueles que levam insistentemente e regularmente empresas à falência, ou com resultados negativos anos a fio, de exercer a actividade. Isto é que é difícil...
Não é pelo aumento de férias ou ordenados que se induz produtividade. É interessante que se premeie com três dias de férias aqueles que não faltaram no ano anterior! Manter a assiduidade não será um dos deveres essenciais do contrato que liga um trabalhador a uma empresa? Sabe-se também que não se aumenta directamente a produtividade com o aumento do salário base. Apenas os incentivos dependentes da produção permitem gerar aumentos significativos e persistentes. Quantas empresas, com o recurso à distribuição de participações ou outros incentivos por objectivos cumpridos, conseguem elevar a produção para níveis bastante interessantes? Estas empresas estão por aí, basta um pouco de benchmark!
Não defendo o aumento da semana de trabalho, até concordo com a redução para as 35 horas. Mas que sejam de trabalho efectivo! Se ao empregador cabe cumprir as obrigações que tem para com o trabalhador, a este cabe trabalhar de forma racional, aproveitando cada minuto do tempo que está ao serviço da empresa. Produzir bem não é sinónimo de produzir muitas horas! Para conseguir aumentar a produtividade, é necessário saber gerir processos racionais de produção, motivar os recursos humanos, integrar e realizá-los e, sem esquecer, premiar quando possível esse esforço, nem que seja com um “muito bem”!
Já agora, não deveriam os aumentos discutidos em concertação social terem por base a produtividade de cada sector, ou mesmo empresa? Assim como os da administração pública? Vencimentos diferenciados para trabalhadores diferenciados. Esta é, na minha opinião, o princípio de qualquer política pró competitividade.
Desejos de um 2005 muito produtivo!
publicado em Janeiro na
Magazine do Algarve
A competitividade tem sido apresentada como um objectivo estruturante para o nosso país, no entanto verifica-se que, embora identificada como um problema, ainda não saiu do plano político.
Portugal tem empresas de ponta, tem outras em áreas inovadoras, todavia, a grande maioria carece de formação, tanto ao nível dos “assalariados”, como dos “patrões”. Estes últimos, especificamente, em gestão de recursos humanos e, fundamentalmente, em planeamento e internacionalização (especialmente para a indústria, mas não só).
A competitividade portuguesa é genericamente considerada baixa, comparativamente com países onde os empresários investem, onde a gestão planeia e onde até os sindicatos desempenham um importante papel neste esforço.
Não quero com isto dizer que só nos resta resignar e deixar o país produtivo como está. Mas quero focar o grande défice tecnológico (i.e. equipamentos e novas tecnologias) existente hoje, que tende a crescer, contribuindo para os baixos níveis de produtividade actuais. Resta estudar quanto.
O tecido empresarial carece de mais tecnologia (e também I&D), de recursos humanos mais motivados e de um ambiente geral estável; um estado regulador, sem ser paternalista, e de instituições a funcionar de forma regular. Desde o governo, às suas repartições.
As micro e as pequenas e médias empresas, que representam a maioria do efectivo, são o motor de qualquer economia saudável. Aceito que estejam carecidas de recursos financeiros, mas é ao nível da gestão que o estado deve também procurar intervir.
Como?
Cada vez que o estado legisla mais férias (de 22 para 25), dias de formação obrigatórias (são 20, vão ser 35 horas por trabalhador e por ano) está a dizer que os empregadores deverão fazer um esforço acrescido. Quem paga estas medidas? As empresas, claro! Onde fica a produtividade? Na mesma... ou quase!
O estado deve ser fundamentalmente regulador e fiscalizador, deve sair do processo produtivo, mas já que oferece (com recursos que não são dele) mais regalias sociais, deve também exigir formação de empresários e impedir aqueles que levam insistentemente e regularmente empresas à falência, ou com resultados negativos anos a fio, de exercer a actividade. Isto é que é difícil...
Não é pelo aumento de férias ou ordenados que se induz produtividade. É interessante que se premeie com três dias de férias aqueles que não faltaram no ano anterior! Manter a assiduidade não será um dos deveres essenciais do contrato que liga um trabalhador a uma empresa? Sabe-se também que não se aumenta directamente a produtividade com o aumento do salário base. Apenas os incentivos dependentes da produção permitem gerar aumentos significativos e persistentes. Quantas empresas, com o recurso à distribuição de participações ou outros incentivos por objectivos cumpridos, conseguem elevar a produção para níveis bastante interessantes? Estas empresas estão por aí, basta um pouco de benchmark!
Não defendo o aumento da semana de trabalho, até concordo com a redução para as 35 horas. Mas que sejam de trabalho efectivo! Se ao empregador cabe cumprir as obrigações que tem para com o trabalhador, a este cabe trabalhar de forma racional, aproveitando cada minuto do tempo que está ao serviço da empresa. Produzir bem não é sinónimo de produzir muitas horas! Para conseguir aumentar a produtividade, é necessário saber gerir processos racionais de produção, motivar os recursos humanos, integrar e realizá-los e, sem esquecer, premiar quando possível esse esforço, nem que seja com um “muito bem”!
Já agora, não deveriam os aumentos discutidos em concertação social terem por base a produtividade de cada sector, ou mesmo empresa? Assim como os da administração pública? Vencimentos diferenciados para trabalhadores diferenciados. Esta é, na minha opinião, o princípio de qualquer política pró competitividade.
Desejos de um 2005 muito produtivo!
2005-01-15
É aceite e discutido em qualquer conversa de café que a maioria das pessoas que estão na política movem-se por interesses menos próprios (ou muito próprios!).
É certo que existem pessoas afastadas da política por motivos práticos. Uns não querem perder dinheiro, outros não querem a exposição, muitos não querem a má fama que invariavelmente lhes está destinada.
Somos um país pequeno, frustrado, com a auto-estima em baixo. Dizemos que temos os políticos que merecemos. Podemos também afirmar que elegemos os nossos políticos, de forma razoavelmente democrática. Por isso, mea culpa.
O sistema está ultrapassado. É necessário devolver os políticos às bases, individualiza-los, garantir que as populações elejam cada vez mais próximo os seus representantes.
Dignificar a Assembleia da República e os seus membros
Tenho uma opinião sobre algumas medidas que poderiam ser tomadas, reformulando o actual sistema:
Impedir que os Deputados acumulem funções, sejam elas quais forem. A exclusividade total é fundamental.
Não ser possível nomear Deputados para cargos governativos, ou seja, uma vez eleito e no decorrer dessa legislatura, não poderia abandonar funções para assumir um ministério, secretaria de estado, direcção-geral, empresa pública (ou anónima de capitais públicos), e por aí fora… ou sequer ser eleito autarca, caso já fosse, teria de abdicar.
Já agora, nem vogal da associação de pais de uma escola secundária. É esta a exclusividade que defendo.
Por lógica e por princípio, defendo que o parlamento seja constituído pelas primeiras pessoas das listas, aquelas que de facto elegemos.
Em relação ao vencimento, concordo com o que um colega me disse recentemente: manter a verba para vencimentos, mas reduzir o número de deputados. O que aumentaria o vencimento nominal, e com isto a sua qualidade. É a lei da oferta e da procura. É certo que menos mandatos implicaria o fim do bloco de esquerda, e um golpe brutal no PCP e PP... mas se não têm votos para lá estar...
Finalmente, os círculos uninominais.
São eleitos 8 deputados pelo Algarve. Seria interessante dividir a região em zonas mais restritas. Claro que isto provoca problemas aos Partidos, designadamente na apresentação das listas, mas, que diabo, os partidos devem ser instrumentalizados pelas democracias, não o contrário…
Perfil resumido para o candidato a deputado
Tenha realizado trabalho, que garanta conhecimentos técnicos aprofundados de determinada área, seja empresarial, académica, social ou outra.
Tenha contribuído para o desenvolvimento regional ou local, em qualquer dos seus vectores.
Garanta sob compromisso de honra defender o programa eleitoral apresentado e os melhores interesses da região (numa óptica do reforço da identificação dos eleitos com os seus eleitores e com o circulo).
Penso também que todos os partidos deveriam disponibilizar no site do Parlamento a informação do trabalho desenvolvido pelos seus eleitos. Isso inclui as faltas, as férias tiradas, as dispensas para trabalho político, enfim, espelhar a actividade e torna-la pública.
Penso que os Partidos são estruturas fastidiosamente hierárquicas, com sub-estruturas e demasiados apêndices orgânicos, que movem as suas influências e usam as inerências numa óptica corporativa. Porque motivo um determinado elemento vai na lista, apenas porque preside a uma juventude partidária, ou à estrutura das mulheres de um partido… deixamos o mérito, para dar lugar às inerências. Deixamos a reconhecida competência, pela imagem conhecida, ou nem isso!
Será que interessa ter um candidato com muitas qualificações académicas se depois não tiver experiência que a suporte?
É certo que existem pessoas afastadas da política por motivos práticos. Uns não querem perder dinheiro, outros não querem a exposição, muitos não querem a má fama que invariavelmente lhes está destinada.
Somos um país pequeno, frustrado, com a auto-estima em baixo. Dizemos que temos os políticos que merecemos. Podemos também afirmar que elegemos os nossos políticos, de forma razoavelmente democrática. Por isso, mea culpa.
O sistema está ultrapassado. É necessário devolver os políticos às bases, individualiza-los, garantir que as populações elejam cada vez mais próximo os seus representantes.
Dignificar a Assembleia da República e os seus membros
Tenho uma opinião sobre algumas medidas que poderiam ser tomadas, reformulando o actual sistema:
Impedir que os Deputados acumulem funções, sejam elas quais forem. A exclusividade total é fundamental.
Não ser possível nomear Deputados para cargos governativos, ou seja, uma vez eleito e no decorrer dessa legislatura, não poderia abandonar funções para assumir um ministério, secretaria de estado, direcção-geral, empresa pública (ou anónima de capitais públicos), e por aí fora… ou sequer ser eleito autarca, caso já fosse, teria de abdicar.
Já agora, nem vogal da associação de pais de uma escola secundária. É esta a exclusividade que defendo.
Por lógica e por princípio, defendo que o parlamento seja constituído pelas primeiras pessoas das listas, aquelas que de facto elegemos.
Em relação ao vencimento, concordo com o que um colega me disse recentemente: manter a verba para vencimentos, mas reduzir o número de deputados. O que aumentaria o vencimento nominal, e com isto a sua qualidade. É a lei da oferta e da procura. É certo que menos mandatos implicaria o fim do bloco de esquerda, e um golpe brutal no PCP e PP... mas se não têm votos para lá estar...
Finalmente, os círculos uninominais.
São eleitos 8 deputados pelo Algarve. Seria interessante dividir a região em zonas mais restritas. Claro que isto provoca problemas aos Partidos, designadamente na apresentação das listas, mas, que diabo, os partidos devem ser instrumentalizados pelas democracias, não o contrário…
Perfil resumido para o candidato a deputado
Tenha realizado trabalho, que garanta conhecimentos técnicos aprofundados de determinada área, seja empresarial, académica, social ou outra.
Tenha contribuído para o desenvolvimento regional ou local, em qualquer dos seus vectores.
Garanta sob compromisso de honra defender o programa eleitoral apresentado e os melhores interesses da região (numa óptica do reforço da identificação dos eleitos com os seus eleitores e com o circulo).
Penso também que todos os partidos deveriam disponibilizar no site do Parlamento a informação do trabalho desenvolvido pelos seus eleitos. Isso inclui as faltas, as férias tiradas, as dispensas para trabalho político, enfim, espelhar a actividade e torna-la pública.
Penso que os Partidos são estruturas fastidiosamente hierárquicas, com sub-estruturas e demasiados apêndices orgânicos, que movem as suas influências e usam as inerências numa óptica corporativa. Porque motivo um determinado elemento vai na lista, apenas porque preside a uma juventude partidária, ou à estrutura das mulheres de um partido… deixamos o mérito, para dar lugar às inerências. Deixamos a reconhecida competência, pela imagem conhecida, ou nem isso!
Será que interessa ter um candidato com muitas qualificações académicas se depois não tiver experiência que a suporte?
2005-01-07
Nota 1
A política nacional está cada vez pior. Parece-me que ambos os partidos estão com dificuldades em fazer impor algumas escolhas. A democracia é assim mesmo.
Nota 2
Fiquei almariado com a profícua proliferação de comentários que li por ali…
O FV tem, como sempre, uma linha intelectualmente equilibrada e politicamente honesta. Apetece-me chamá-lo a voz da consciência da actual CPD PSD…
Nota 3
Acham que os partidos políticos são democráticos?
Todos temos tendência a dizer que sim! Certo? Certo! Mas é uma democracia fortificada e blindada. Não poderíamos deixar aos militantes toda a responsabilidade… o que é que elas sabem disto!!?!
Para quando levar à votação directa as várias propostas de candidatura, ou pelo menos à Assembleia Distrital, ainda que se reserve alguma decisão para a CPD, naturalmente.
Nota 4
“Podemos dizer que certas pessoas votam em determinadas pessoas, que depois, não sei quem, junta mais uns, não sei de onde, que conhecem não sei quem… e ficamos na mesma.”
Temos que ter consciência que os nossos deputados são escolhidos com tanta democracia que até chateia… Só assim se explica que tenham ficado de fora todos aqueles que ficaram. Ou então foi um azar “marafado”. Ou foi um “esquecimento” de alguém. É que em política a memória é como a de um peixe de aquário…
Nota 5
O Dr. Carlos Martins ficou de fora da lista de deputados! Ou seja, é o único algarvio em funções no governo que não está nas listas de candidatos. Para não falar da sua actuação impecável enquanto membro de dois governos, podemos falar do Deputado sempre presente e envolvido com os problemas do Algarve e do país, especialmente da Saúde...
...Este político esteve, desde sempre, pelo Algarve e pelo Partido. Por onde andaram nesse tempo os outros?
Do que li no almariado: “Essa pessoa é o Dr. Carlos Martins, por quem eu me bati para que fosse candidato pelo Algarve, contra a vontade da maioria da Comissão Política Distrital Alargada”, fica a ideia que a CPD Alargada esteve maioritariamente contra a sua inclusão. Contra?!?!! Parece que andamos a tratar de assuntos privados. Vamos pensar em grande, deixemos a mesquinhez e vamos ao trabalho. Vamos deixar de olhar para o umbigo…
Estou cada vez mais desiludido com a política. Entre partidos, parece que existe uma peste que se pega, não existe convivência possível… agora, dentro dos partidos, parece que o cenário é igual... ou pior!
Nota 6
O Prof. Cavaco não deixa que usem a sua imagem, por motivos de ordem académica?!?!? Diga lá outra vez, Sr. Professor!
Será que os cartazes onde aparecem os Srs. Primeiro-ministro e Ministro da Defesa sorridentes (na rotunda da Cadeia de Faro existe um) tiveram a sua autorização... ummm... se calhar? ?
A política nacional está cada vez pior. Parece-me que ambos os partidos estão com dificuldades em fazer impor algumas escolhas. A democracia é assim mesmo.
Nota 2
Fiquei almariado com a profícua proliferação de comentários que li por ali…
O FV tem, como sempre, uma linha intelectualmente equilibrada e politicamente honesta. Apetece-me chamá-lo a voz da consciência da actual CPD PSD…
Nota 3
Acham que os partidos políticos são democráticos?
Todos temos tendência a dizer que sim! Certo? Certo! Mas é uma democracia fortificada e blindada. Não poderíamos deixar aos militantes toda a responsabilidade… o que é que elas sabem disto!!?!
Para quando levar à votação directa as várias propostas de candidatura, ou pelo menos à Assembleia Distrital, ainda que se reserve alguma decisão para a CPD, naturalmente.
Nota 4
“Podemos dizer que certas pessoas votam em determinadas pessoas, que depois, não sei quem, junta mais uns, não sei de onde, que conhecem não sei quem… e ficamos na mesma.”
Temos que ter consciência que os nossos deputados são escolhidos com tanta democracia que até chateia… Só assim se explica que tenham ficado de fora todos aqueles que ficaram. Ou então foi um azar “marafado”. Ou foi um “esquecimento” de alguém. É que em política a memória é como a de um peixe de aquário…
Nota 5
O Dr. Carlos Martins ficou de fora da lista de deputados! Ou seja, é o único algarvio em funções no governo que não está nas listas de candidatos. Para não falar da sua actuação impecável enquanto membro de dois governos, podemos falar do Deputado sempre presente e envolvido com os problemas do Algarve e do país, especialmente da Saúde...
...Este político esteve, desde sempre, pelo Algarve e pelo Partido. Por onde andaram nesse tempo os outros?
Do que li no almariado: “Essa pessoa é o Dr. Carlos Martins, por quem eu me bati para que fosse candidato pelo Algarve, contra a vontade da maioria da Comissão Política Distrital Alargada”, fica a ideia que a CPD Alargada esteve maioritariamente contra a sua inclusão. Contra?!?!! Parece que andamos a tratar de assuntos privados. Vamos pensar em grande, deixemos a mesquinhez e vamos ao trabalho. Vamos deixar de olhar para o umbigo…
Estou cada vez mais desiludido com a política. Entre partidos, parece que existe uma peste que se pega, não existe convivência possível… agora, dentro dos partidos, parece que o cenário é igual... ou pior!
Nota 6
O Prof. Cavaco não deixa que usem a sua imagem, por motivos de ordem académica?!?!? Diga lá outra vez, Sr. Professor!
Será que os cartazes onde aparecem os Srs. Primeiro-ministro e Ministro da Defesa sorridentes (na rotunda da Cadeia de Faro existe um) tiveram a sua autorização... ummm... se calhar? ?
2004-12-30
Sobre a lista de Deputados do PSD, a distrital refere que houve:
"renovação, qualidade e equilíbrio"
Renovação... alguns
Qualidade... alguma
Equilibrio... ha, ha, ha
E deixam cair, por pura politiquice, pessoas com valor, com percurso, com (essencialmente) trabalho realizado e exposição mediatica. Todos sabem em quem estou a pensar... Mas em política, aqueles que hoje estão em cima, amanhã...
Vamos a isto! Mas é pena que na política moderna ainda se utilize a técnica de terra queimada...
"renovação, qualidade e equilíbrio"
Renovação... alguns
Qualidade... alguma
Equilibrio... ha, ha, ha
E deixam cair, por pura politiquice, pessoas com valor, com percurso, com (essencialmente) trabalho realizado e exposição mediatica. Todos sabem em quem estou a pensar... Mas em política, aqueles que hoje estão em cima, amanhã...
Vamos a isto! Mas é pena que na política moderna ainda se utilize a técnica de terra queimada...
2004-12-24
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