2006-07-03

2006-07-01

2006-06-29

2006-06-28

NETEMPREGO

Mais um choque... Só não sei se tecnológico!

2006-06-27


2006-06-26

Há coisas que não lembram ao diabo. Não é que a localidade mais próxima de Boliqueime (terra do nosso ex Primeiro-ministro e actual Presidente da República), pela estrada de Paderne, dá pelo nome de: Marcos Mendes!!!

Tem dúvidas?? Aqui fica a foto…
Banda larga em Canhestros! [ver aqui]

Estive lá há umas semanas… pelos vistos ainda sem “banda”! Aqui fica a direcção para os interessados.

E Canhestros, no concelho de Silves, já tem banda larga??

2006-06-25



















Fotos tirados com Nokia 6630

2006-06-19

Pagar impostos é uma chatice, convenhamos. Existem alguns que o contribuinte tem uma noção da sua necessidade, até porque usufrui da sua aplicação.

Em relação aos descontos que fazemos para a Segurança Social (não a nossa, mas a dos outros) já o assunto não é linear. A geração actual de contribuintes está a pagar as gerações de reformados, uns que nunca descontaram, ou pouco, outros que por questões de putativa justiça social, devem ser protegidos, pois não podem alterar as “regras do jogo” para estes cidadãos da república portuguesa… a piada é que para estes cidadãos receberem as suas pensões, exige um esforço extra de nós, que só receberemos uma parte muito pequena daquilo que descontamos. Uma vez mais, penalizam-se quem está a produzir em detrimento dos outros, assim se sustenta o actual modelo de segurança social, o tal estado previdência.

Num artigo de opinião publicado no mês passado na revista Atlântico, Pedro Ferraz da Costa defendia que os melhores terão tendência para sair do País, trocando-o por um outro que lhes dê melhor retorno. É a teoria do custo-benefício… investir num Estado que nos dê garantias de rentabilidade no futuro, i.e. uma reforma adequada ao esforço realizado ao longo da carreira contributiva, é mais acertado do que continuar a sustentar um Estado que em vez de reduzir despesa, aumenta a carga fiscal, como forma de aumentar os gastos. Parece a inversão de uma lógica de gestão pura e simples.

Já cantava Jorge Palma: Ai, Portugal, Portugal, do que é que estás à espera… tens o pé numa galera, outro no fundo do mar…


2006-05-25

Camarate

Facto: Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa morreram!
(Minha) opinião: Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa foram assassinados!

O Supremo decidiu, está decidido. Ainda existem alguns degraus para Sá Fernandes percorrer, mas nada altera o facto. Morreram. E ainda por cima sem dignidade e sem memória. Portugal prestou-lhe um mau papel, as comissões parlamentares não conseguiram devolver a serenidade ao processo e os tribunais não souberam garantir a honorabilidade do Estado Português.

Sobre Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, assim como as restantes vítimas, tenho uma opinião muito positiva. Pessoalmente defendo que estavam no caminho certo, mas em democracia cometem-se erros, existem limitações, constrangimentos, mudanças de rumo, enfim, caso tivessem sobrevivido a Camarate, seriam o quê hoje? Na minha opinião, seriam políticos como os outros, com mais ou menos glória. Com um passado inegável, mas sujeitos ao “envelhecimento” político. Mas Portugal vive com o sebastianismo bem vincado no ADN colectivo.

Já agora, resta perguntar: O que aconteceu aos 8 milhões de contos que desapareceram de fundos do Ministério da Defesa que Adelino Amaro da Costa estaria a investigar??

2006-05-24

Dura Lex, Sed Lex
Publicado no Região Sul

Uma das necessidades mais importantes da sociedade dita ocidental reside na habitação. Seja própria ou arrendada, ela representa o epicentro da vida de cada um de nós. Com mais ou menos divisões, melhor ou pior localização, mais nova ou velha, é aqui que todos acabamos por regressar. Mais tarde ou mais cedo!

Embora o regime dominante no território nacional seja a habitação própria, grosso modo, as habitações arrendadas representam metade destas. O que significa uma percentagem nada displicente.

Portugal apresenta também um número considerável de casas abandonadas, que em nada dignificam a malha urbana e que são um foco de potenciais problemas e riscos.

Aceito que os proprietários das habitações sejam obrigados a mantê-las em condições de não colocarem em perigo os outros, assim como no seu aspecto exterior, não prejudicando a imagem e dignidade do restante parque habitacional contíguo.

Como defendo o direito de propriedade privada, consagrado na Constituição da República Portuguesa, entendo que deve ser responsabilidade dos legítimos donos dos imóveis provir a sua manutenção geral. Residam ou não neles. Estejam ou não arrendados.

No passado, com algumas liberdades, foram também “condicionadas” as rendas, beneficiando quem arrenda, em detrimento dos proprietários. Esta situação foi mantida por décadas, introduzindo um factor de desequilíbrio e com isso a decadência de muitos prédios, especialmente nas grandes cidades. Quem não conhece edifícios arrendados (outrora com dignidade e distinção) em avançado estado de decadência? Mas importa depois outra reflexão: quanto pagam esses inquilinos? Será que é correcto (ainda escrevi legitimo, mas isso levava-nos para outro campo...) um Governo assumir mecanismos que, no limite, possam coagir uma venda, em caso deste não assumir as obras necessárias?

Será que alguém que paga 10€, ou mesmo 100€ mensais, por uma casa de 5 assoalhadas, no centro de Lisboa, pode exigir obras de conservação? Ou de beneficiação? Provavelmente nem a substituição das luzes dos corredores!

Mas o problema existe e requer alguma reflexão e acção política e legislativa. Só não sei se será esta. Especialmente porque foi causado pela vontade política.

Não deve ser com laivos autocráticos, que resultam da legitimidade de uma maioria absoluta e que torna arrogante qualquer partido... As duas principais associações do sector, do lado dos senhorios e dos inquilinos, já mostraram as suas reservas.

O estado a que chegamos tem origens, mas importa neste momento pensar em alternativas, soluções e até compromissos. As pessoas necessitam de locais condignos para viver, cabe ao Governo, se o decidir fazer, facilitar essa evolução com os seus recursos, não colocar na esfera privada este encargo, que é economicamente insustentável.

Claro que não existe uma saída à vista. Enquanto existirem idosos a viver em condições de exclusão; enquanto não acabar a concentração de empregos em dois ou três centros urbanos; enquanto os empresários não apostarem em localizações menos óbvias, embora apresentem boas condições de instalação e funcionamento, permitirem melhorias das condições de vida dos seus recursos humanos, reduzindo o tempo de deslocação e previsivelmente aumentando a produtividade...

- Quase 60% das casas arrendadas têm as rendas congeladas;
- Mais de 50% das casas arrendadas nas grandes cidades têm rendas interiores a 60€;
- Mais de 15% das rendas são interiores a 15€.

Urge relançar o mercado de arrendamento. Para tal, torna-se necessária a “liberalização” do sector.

2006-05-22

Como temos por cá um “comentador” (no mínimo) inconveniente que, embora já tenha deixado de lhe dar resposta, mantém uma postura inconcebível num blogue que expressa simplesmente a opinião de quem cá escreve (e só quem as quer ler por cá passa, sugerindo-se que quem não gosta das nossas opiniões, deixe simplesmente de cá passar), altera-se a forma de comentar, embora seja possível comentar, cortaremos todos os comentários deste senhor, na certeza que, caso haja mais comentários com ataques pessoais, serão tomadas as medidas consideradas adequadas para normalizar a situação.

Esta forma de comentar ainda não é restritiva, mas caso necessário (ou seja, se um “certo e determinado” senhor continuar a escrever ataques pessoais – outros ataques não serão impedidos, apenas quando dirigidos ao nosso bom nome, carácter e profissionalismo) começaremos a moderar os comentários. É pidesco, pois é, mas se as pessoas não sabem (ou não querem) exercer a opinião de forma honrada e séria…

2006-05-21

Quem viu o programa da RTP, onde várias “celebridades” dançam, não pôde deixar de passar um bom momento. Maioritariamente por responsabilidade dos Gato Fedorento.

Um dos momentos altos foi quando Ricardo Araújo Pereira comentou que vira pela primeira vez um deputado suar, referindo-se em tom de brincadeira à deputada do PCP Odete Santos, uma das convidadas. Esta senhora, demonstrando de que cepa é feita um comunista (ups! lá estou eu a generalizar), foi inconveniente com o jovem humorista, que, em sua defesa, lá referiu que era um palerma, ao que a deputada ainda retorquiu, mas ele disse que podia perguntar a quem quisesse, que todos confirmariam… o público aplaudiu e riu-se até mais não… quando pontuaram (os Gatos), deram 9 à deputada… metade pela dança, metade pelo projecto-lei da semana passada…

A senhora foi inconveniente. Mas a senhora É inconveniente. O que é que estavam à espera. Mas é engraçado o tempo de antena (e de palco) que têm dado à senhora, ainda que seja uma deputada que justifica o ordenado. Parece um daqueles convidados que o Herman José lavava ao seu programa, antes do puxão de orelhas do Penim! Mas enfim, é o País que temos…

2006-05-17

O PSD, melhor, o ex-Presidente da AR, ou ainda, um destacado membro da Opus Dei, propõe lugar para as confissões religiosas no protocolo de Estado.

Enfim, a medida contempla algum pluralismo mas escamoteia uma questão essencial: o Estado é laico!

Podem tecer as melhores justificações, mas o Estado não deixa de ser laico por isso.

Segundo esta notícia, Mota Amaral refere o exemplo da tomada de posse do Presidente da República (a tal que é laica), mas que eu saiba, a tomada de posse não é uma entronização, resultado de um “desígnio” divino. Resulta de eleições livres e universais, normais nas democracias laicas...

E se responsável da Igreja Católica é convidado, não deverá o representante da Igreja Maná, ou da IURD ter esse direito... Ou seria necessário classificar e hierarquizar as religiões...
O Governo faz o favor de não aumentar o ISP! Mas... se o ISP é uma percentagem, os aumentos verificados no preço do combustível já provocaram aumentos nas receitas.

2006-05-16


2006-05-12

Manuel Maria Carrilho é...
Um incompreendido?
Um incompreensível?
Um sortudo no amor?
Um azarado ao jogo?
Um ser de outro planeta?
Um perseguido pela imprensa?
Alguém que ainda não percebeu que a culpa foi dele?
Um caso perdido?
Free polls from Pollhost.com

2006-05-11

Parece que o Instituto de Turismo de Portugal tem novo Patrão!

Patrão esse com um curriculo pouco abonado com o caso da Fundação para a Prevenção e Segurança... junto com o Sr. Armando (o tal que agora é "bancário").
Shhuuutt! [clik] [clik]

Estou em pulgas para ver o filme. Em relação ao livro, pelo menos provocou o interesse de algumas pessoas pela leitura... se o que lá está é verdadeiro ou falso, que importa isso num romance?

2006-05-08

Hipotética analogia

Na passada segunda-feira fui ao cinema à sessão da meia-noite. Já depois de estar sentado na sala e de o filme ter começado, apercebi-me que era o único espectador! É uma sensação estranha mas até é uma perspectiva agradável pensar em ver um filme em grande ecrân sem ter de ouvir o som das pipocas dos outros, os segredinhos e as risadas da garotada. 10 minutos depois de o filme estar a passar, vejo chegar o lanterninha que se dirige a mim. Eis o diálogo que se seguiu:

- Desculpe, mas vou ter de o conduzir à saída!
- Mas porquê?
- São as ordens que tenho da administração. O Sr. Vai ter que sair, e agora.
- Vai-me desculpar, mas terá que me explicar o motivo para esta atitude tão inesperada.
- É que o dinheiro que pagou pelo bilhete é insuficiente.
- Insuficiente? Paguei tudo aquilo que me pediram à entrada!
- Pois, mas já reparou que não está mais ninguém a assistir ao filme?
- Por acaso reparei e até estava a gostar desse facto...
- Pois é, mas acha que aquilo que pagou é suficiente para pagar as horas extraordinárias que eu, o projeccionista, o segurança, a mulher da limpeza e o empregado do bar estão a receber até às duas da manhã apenas para que o senhor possa assistir ao seu filmezinho aí refastelado? Já para não falar na amortização dos equipamentos...
- Eu não tenho nada a ver com isso! Paguei o que me pediram e não vi nada escrito a dizer que havia um número mínimo de espectadores na sala! Daqui eu não saio sem ver o filme todo!
- Se o senhor quiser continuar a ver o filme vai ter de nos pagar 500 euros, é o valor minimamente JUSTO. Ou então saia.

Foi mais ou menos isto que o Sr. Morales fez com a sua decisão da nacionalizar os petróleos na Bolívia.

2006-05-05

Segurança Social - uma proposta

Têm surgido vozes iradas contra o facto de haver cidadãos a reformar-se com direito a receber 4.000 e mais euros, num contexto em que se aponta a falta de recursos para pagar as reformas daqui a poucos anos.

Ok, aceito que é uma situação chata para o Governo que se confronta com a falta de dinheiro para gerir este sistema, contudo, as pessoas que recebem essas reformas não as recebem por algum "esquema" manhoso (fora as conhecidas excepções dos políticos e administradores da CGD e do Banco de Portugal), mas sim porque quando estavam no activo descontaram as mesmíssimas percentagens que toda a gente desconta, mas sobre salários elevados.

O que está mal não são essas reformas. O que está mal é haver salários de miséria que, quando as pessoas chegam à reforma se traduzem em reformas de miséria. Ponto final. Agora quererem diminuir a reforma de quem descontou anos a fio com a expectativa formada de uma determinada reforma, é simplesmente um roubo. Ao menos devolvam os descontos...

Se querem um sistema mais igualitário, faça-se, por exemplo, assim:

No sistema Público e Universal as reformas têm como valor máximo o salário mínimo nacional. Todas as pessoas recebem o mesmo valor desde que tenham descontado 35 anos. Os descontos, contudo, incidem, no máximo, sobre duas vezes o salário mínimo nacional. Para quem ganha mais do que isso, os descontos da entidade patronal (sobre os valores acima de 2xSMN) que iriam para o sistema público vão para uma aplicação a prazo de capital garantido que apenas são reembolsáveis quando a pessoa se reformar. Os descontos do próprio (sobre os valores acima de 2xSMN) são aplicados da forma que o trabalhador entender mais conveniente.

Nos casos de desemprego, o trabalhador tem direito ao reembolso, numa única tranche, das verbas descontadas às quais se retira um "factor de solidariedade" para remunerar o sistema. Claro que perde o direito à contagem dos correpondente anos de serviço. Pode optar por apenas receber uma parte das verbas que descontou, sendo-lhe retirados menos anos de serviço na devida proporção.

É simples e acaba com as discriminações.

2006-05-04

Campanha de Manuel Alegre teve um 'lucro' de 220 mil euros

Ora aqui está um excelente candidato para gestor de uma qualquer empresa pública em perigo de falência... ou para a Administração do Banco de Portugal. Pelo menos é poupado e sabe "fazer" contas...

2006-05-03

PSD Credibilidade

O único caminho para o PSD chegar ao poder é exactamente pela aposta no factor credibilidade. Este episódio do Pereira Coelho pode ser um ruído de fundo, mas não deixa de ser um alerta para o que não pode ocorrer.

O PSD vai chegar ao poder, resta saber se mais cedo do que mais tarde. Para isso, é necessário assumir a oposição com carácter, credibilidade e responsabilidade. Por tudo isto, é necessário que desde a secção mais pequena até à nacional (e ao eleitos aos vários órgãos do poder local, AR, PE, etc...), assumirem uma postura de referência.

As pessoas que integram o PSD não são piores ou melhores que aqueles que estão nos outros partidos de referência, mas é necessário perceber alguma diferenciação na acção e nas propostas. O País espera isso. Formar Governo implica isso...
A região, as ruínas e Deus
Publicado no Magazine do Algarve

O Algarve é uma região de grandes contrastes e assimetrias. É também umas das regiões mais aprazíveis de viver, não só pelo clima ameno ao longo do ano, como pelas acessibilidades, a oferta de espaços de lazer, de aventura, de desporto, de cultura… bom, aqui ainda estamos com algum défice, mas muito melhor que há 10 anos.

O investimento público que tem sido realizado no Algarve, permitiu transformar a maioria dos concelhos do distrito. Se considerarmos, por exemplo, o número de piscinas ou de campos de golfe como indicador de desenvolvimento, não está nada mau!

Mas não podemos. A região foi crescendo e apoiando o tecido económico numa monocultura – o turismo. Mais especificamente no subproduto “Sol e Praia”. A agricultura está praticamente abandonada, as pescas são apenas uma miragem de outrora, a indústria conserveira, embora apresente empresas com excelentes produtos, que apostaram na diversificação e na internacionalização, têm pouca expressão económica global, designadamente ao nível do emprego.

A País pouca atenção presta a esta região, a não ser no período balnear, quando o calor aperta e as praias douradas, recortadas por este espelho oceânico azul-turquesa, provocam uma atracção irresistível.

Existe um problema ao nível do emprego diferenciado. Por falta de dinamismo empresarial, apenas alguns sectores recrutam recursos humanos especializados, como a hotelaria. Depois existe a administração central e o poder local. Pouco mais. Pelo menos com expressão. No entanto, existem várias universidades, pública e privadas, que todos os anos debitam centenas de pessoas. Existe ainda uma escola hoteleira que forma profissionais, rapidamente absorvidos pelo mercado, ávido de pessoas com formação específica.

A hotelaria algarvia, independentemente de quem detém o seu capital, é uma das principais “relações públicas” do Algarve. Apesar disto, encontramos cada vez mais empregados que não falam convenientemente português (ou não falam de todo!), ou que servem sem simpatia, ou não têm simplesmente formação, pelo que o serviço decai e prejudica-nos a longo prazo. A isto gosto de chamar singelamente falta de visão estratégica. De quem contrata e de quem o permite. Já nem falo dos restaurantes que não apresentam ementas portuguesas, ou de anúncios apenas em inglês...

As entidades competentes nestas áreas, o legislador, e até as entidades reguladoras, consultivas e especialmente as representativas dos interesses do sector, deveriam exercer uma acção mais incisiva, no sentido de normalizar e aplicar a legislação que existe, que é suficiente. Refiro-me designadamente à formação mínima anual obrigatória, que não é cumprida muitas vezes. Enquanto os nossos empresários não perceberem que o contacto com o público, com os clientes, não for altamente diferenciado, não caminhamos no sentido da qualificação desta actividade e da própria imagem regional. Basta de amadores, venham os profissionais.

E chegamos a Deus. Mesmo para alguém como eu, ateu confesso, considero que Deus tem desempenhado um importante papel na economia regional. Refiro-me ao fluxo de turistas que rumam todos os anos à região, nas míni-férias do Natal ou da Páscoa. Não é displicente e estas pessoas são, cada vez mais, uma bolsa de oxigénio para o sector turístico.

Considero, no entanto, existir uma lacuna importante ao nível da interpretação e da pesquisa exaustiva dos recursos “utilizáveis” como chamariz da região. Nem me refiro da infra-estruturação de alguns pontos, que seria o passo seguinte, mas da criação de roteiros físicos (e não apenas escritos). “Vendem-se” hotéis, restaurantes, fins-de-semana com SPA… Mas, e o que fazer?

Quem é que sai dos gabinetes para, no terreno, verificar as condições dos percursos, dos locais de interesse histórico – e não me refiro aos projectos de simples iluminação de castelos, como o de Paderne, uma vergonha para a Nação, tratando-se de um dos castelos da bandeira nacional… reduzido a uma figura disforme de terra, modelada pelas chuvas e pela falta de visão…

Mas há mais. Ruínas romanas como as da Abicada, sem condições de observação e usufruto do local, ou o abandonado Castelo de Aljezur. O que anda o IPPAR a fazer…

Também o Forte de S. Luís de Almádena ou o Forte do Burgau, em ruínas e ao abandono… ou as ruínas romanas da Boca do Rio. Existe também uma estação arqueológica na Praia da Luz, tentem visitar! Muito mais existe por recuperar ou tornar visitável, do Guadiana à Costa Vicentina!

E, para terminar, onde anda a nova sinalização turística e rodoviária do Algarve!?!