2006-02-01





Acabo de assistir num telejornal a um acto incrível. Uma formação militar, das Forças Armadas da República Portuguesa, hasteando a bandeira monárquica, num acto público da Câmara Municipal de Lisboa.

Mesmo sendo monárquico, a minha bandeira, como português (daqueles que têm orgulho nisso) é a verde e vermelha. Mesmo achando a azul e branco esteticamente mais interessante, não é a oficial. Posso até utilizar como forma de expressão, mas não como símbolo nacional.

O acto da CML pretendeu recordar o regicídio de D. Carlos, assassinado há 98 anos, e dar alguma contribuição para uma parte da nossa história, entretanto convenientemente esquecida. Esta parte é legítima e até justa.

É necessário lembrar que ainda existem portugueses que nasceram na monarquia. Trata-se por isso de história muito recente. É a nossa memória. É o nosso código genético. Não pode ser esquecido, nem minorado. Aconteceu!

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